Martin Lings

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Martin Lings (Burnage, Lancashire, 24 de janeiro de 1909Kent, 12 de maio de 2005) foi um filósofo das religiões, poeta e místico inglês.

Martin Lings (também conhecido como Abu Bakr Siraj Ad-Din) (24 de Janeiro, 1909 – 12 Maio, 2005) foi um escritor e estudioso de Islamismo e Sufismo, discípulo do metafísico alemão Frithjof Schuon, e pesquisador de Shakespeare. Ele é conhecidor por ser um autor muito popular de uma biografia de Maóme: Sua Vida Baseada nas Fontes Primárias, publicado em 1983.Estudou Letras no famoso Magdalen College, em Oxford, onde foi aluno, e depois amigo, de C. S. Lewis[carece de fontes?]. Em 1939, Martin Lings seguiu para o Cairo, com o objetivo de contactar pessoalmente o metafísico e crítico social francês René Guénon, que lá vivia. Na capital do Egito, permaneceu até 1952, como professor da Universidade do Cairo. É desta época também sua amizade com o filósofo das religiões Frithjof Schuon.

De volta à Inglaterra em 1953—como resultado da expulsão de estrangeiros levada a cabo pela revolução nacionalística egípcia liderada pelo coronel Nasser—escreveu sua famosa tese sobre o cheikh sufi Ahmad al-Alawi, "A Sufi Saint of the 20th Century", publicada em diversas línguas.

Em Londres, tornou-se curador de manuscritos orientais do Museu Britânico[carece de fontes?].

Faleceu em sua casa, em Kent, próximo a Londres. The New York Times e The Guardian publicaram extensos obituários a seu respeito.

Obra[editar | editar código-fonte]

Livros em inglês[editar | editar código-fonte]

Livros em português[editar | editar código-fonte]

  • Sabedoria Tradicional e Superstições Modernas (São Paulo, Polar, 1998. Tradução de M. Soares de Azevedo.)
  • A Arte Sagrada de Shakespeare (São Paulo, Polar, 2004. Tradução de M. Soares de Azevedo e Sérgio Sampaio.)
  • Muhammad - a vida do Profeta do Islam segundo as fontes mais antigas (São Paulo, Attar Ed., 2010. Tradução de Cléris Nogueira,L. Pontual e S. Rizek).

O primeiro volume é uma continuação do clássico de René Guénon, "A Crise do Mundo Moderno" (de 1922); aponta para as contradições e os erros da mentalidade materialista e relativista da modernidade e indica as respostas que a Filosofia Perene (escola de pensamento a que Lings se filiava) oferece para os dilemas do homem contemporâneo.

O segundo constitui uma explicação dos fundamentos místicos e esotéricos do teatro de Shakespeare, com análise de peça por peça, de Hamlet a Rei Lear, de A Tempestade a Othelo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]