Escola perenialista

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Escola Perenialista é uma escola de pensamento baseada na Filosofia Perene, como formulada por dois grandes metafísicos ao longo do século XX: o francês René Guénon (1886-1951) e suíço-alemão Frithjof Schuon (1907-1998).

Doutrina[editar | editar código-fonte]

A Escola Perenialista sustenta a universalidade da revelação e a unidade transcendente das religiões. Ao mesmo tempo, critica a mentalidade materialista e relativista da modernidade por não basear-se em princípios metafísicos universais e perenes. A este respeito, um dos precursores do Perenialismo, o filósofo grego Aristóteles, ensina o seguinte: aqueles que dizem que tudo está sujeito à mudança e a um fluxo permanente de câmbio, inclusive a verdade, se contradizem, pois, se é assim, não haveria nem mesmo uma posição estável e fixa a partir da qual se poderia fazer uma afirmação válida (citado por Titus Burckhardt em The Essential Titus Burckhardt (EUA, 2005). Ou seja, se tudo é relativo não haveria nem mesmo como constatar isso. Esta é a contradição básica do moderno relativismo.

Origens[editar | editar código-fonte]

Além de Aristóteles, a Escola Perenialista se reporta também a Platão, Plotino e ao indiano Shânkara. Nas religiões monoteístas, seus precursores são Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, Mestre Eckhart e Dante Alighieri, no Catolicismo; São Gregório Palamas, no Cristianismo oriental; e Ibn Arabi, Rumi e o cheikh Ahmad al-Alawi no Islã.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]