Pau-rosa

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Estado de conservação
Status iucn3.1 EN pt.svg
Em perigo
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Laurales
Família: Lauraceae
Género: Aniba
Espécie: A. rosaeodora
Nome binomial
Aniba rosaeodora
Ducke 1930
Sinónimos
Aniba duckei Kosterm. 1938

Pau-rosa (Aniba rosaeodora var amazonica Ducke syn Aniba Duckei Kostermans) é uma planta da família Lauraceae, também conhecida por: pau-rosa-mulatinho, pau-rosa-itaúba e pau-rosa-imbaúba.

Apresenta diferenças morfológicas e na composição do óleo essencial em relação à espécie nativa da Guiana Francesa, Aniba roseaodora Ducke. Diferenças no aroma também são evidentes entre óleos oriundos de regiões distintas, como as verificadas entre o óleo brasileiro e o franco-guianense.

O Brasil, porém, é o único produtor de pau-rosa[1] e o primeiro registro de extração aconteceu em 1967. Desde então, estima-se que mais de 2 milhões desta árvore já tenham sido cortadas irregularmente, sem a correspondência de replantio.[2]

Pode atingir até 30 metros de altura e regenera lentamente.[3]

Destaca-se na produção de óleo essencial de aroma agradável, rico em linalol e muito utilizado na indústria de perfumaria. O óleo para fins comerciais é obtido a partir da destilação da madeira.[4]

É considerado uma das matérias-primas do perfume Chanel n° 5 e de vários perfumes europeus e americanos.[1]

Devido aos riscos de extinção, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) condiciona os extratores de óleo de pau-rosa a fazer a reposição de mudas segundo quantidade exportada, sendo 80 mudas para cada tambor de 180 kg de óleo exportado; e condiciona o corte de seus troncos, na Amazônia, a 50 cm do solo, para que haja rebroto. Entretanto, o Ibama calcula que, entre 2003 e 2008, as exportações do pau-rosa tenha sido cerca de 500% maiores que as permitidas.[1]

Outra tentativa preservacionista envolve a inclusão da árvore na lista de produtos controlados pela Convenção do Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora (Cites). As tentativas de preservação também têm relação com a ameaça às populações naturais do Pará e Amapá.[1]

Referências

  1. a b c d Pau-rosa entra na lista de produtos controlados da Cites - O Estado de S.Paulo, 18 de março de 2010 (visitado em 18-3-2010)
  2. Resumo do projeto P & D do Óleo Essencial das Folhas de Pau-rosa - Unicamp, (visitado em 18-3-2010)
  3. Convenção internacional aprova pau-rosa em lista de espécies controladas - Globo Amazônia, 17 de março de 2010 (visitado em 18-3-2010)
  4. AZAMBUJA, W. Óleos Essenciais. Disponível em: <http://www.oleosessenciais.org/>. Acesso em 23 ago. 2012.