Relayer

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Relayer
Álbum de estúdio de Yes
Lançamento 13 de Dezembro de 1974
Gravação Agosto - Outubro de 1973
Gênero(s) Rock progressivo
Duração 40:31
Gravadora(s) Atlantic Records
Produção Yes e Eddie Offord
Cronologia de Yes
Último
Último
Tales from Topographic Oceans
(1973)
Yesterdays
(1975)
Próximo
Próximo

Relayer é o sétimo álbum da banda de rock progressivo Yes. É o único a contar com o tecladista Patrick Moraz (futuro Moody Blues), que entrou no lugar de Rick Wakeman, saído do grupo em 1973. Depois deste álbum, os membros passaram a se dedicar mais às suas carreiras solo, tal que o próximo álbum só seria lançado em 1977.

História[editar | editar código-fonte]

Depois do ambicioso álbum duplo Tales from Topographic Oceans, Rick Wakeman deixou o grupo para se concentrar em sua carreira solo. Para conseguir um substituto, a banda fez diversas audições com diversos tecladistas, sendo que o mais próximo de conseguir o cargo foi o tecladista grego Vangelis. No entanto, ele acabou não entrando para a banda, por razões desconhecidas, mas sua aproximação com os integrantes do Yes foi importante para a futura empreitada dele com Jon Anderson, o vocalista. Assim sendo, a banda continuou com as audições e acabou decidindo por Patrick Moraz, tecladista e pianista clássico suíço radicado na Inglaterra.

O álbum tem o mesmo formato musical de Close to the Edge, de 72: um longo e imponente épico no primeiro lado, abrindo o LP, e duas longas músicas no segundo lado, porém mais curtas que a primeira: ambas com 9 minutos. "Gates of Delirium" é uma peça impactante de 22 minutos inspirada pelo livro Guerra e Paz de Leo Tolstoy. A letra se refere justamente à guerra, dizendo como ela é desnecessária e contando suas futilidades[1] . É uma das músicas mais agressivas feitas pela banda, musical e liricamente falando. No entanto, aos 16 minutos ocorre um contraste, uma vez que a música torna-se bem mais suave e calma, como se outra começasse a partir daquele ponto. Daí até o final, esta melodia gentil continua e encerra o épico. Esta parte que difere do resto da música foi intitulada "Soon" e lançada como um single em 1975. O segundo lado começa com "Sound Chaser", uma música mais experimental e com grande influência do jazz, contendo elementos típicos do chamado Jazz rock (gênero que esteve em alta no final da década de 60 e na de 70 inteira). Contém alguns improvisos por parte dos membros da banda e todos tocam um solo, tornando a música muito difícil de ser executada. Destacam-se a bateria rítmica, técnica e virtuosa de White, o sintetizador bem elaborado de Moraz, a guitarra ácida de Howe, e o baixo rápido e ao mesmo tempo seguro de Squire. O álbum termina com "To Be Over", a música mais calma e melódica do disco, que conta com suaves arranjos no teclado acompanhados por uma guitarra Steel com pedal (também usada na primeira música) e uma cítara elétrica (ambas tocadas pelo guitarrista Steve Howe).

O nome do álbum vem da letra da música "The Remembering (High The Memory)", do álbum anterior. A capa foi desenhada por Roger Dean, artista responsável pela maioria das capas de álbuns da banda.

A reação da crítica para com Relayer, vindo depois de um álbum controverso, foi variada. Alguns disseram com pesar que o Yes estava "perdido" e "sem inspiração", enquanto outros afirmaram que esta era uma obra-prima e talvez o melhor álbum da banda. De qualquer forma, comercialmente falando, o álbum foi um sucesso, chegando a disco de ouro e entrando nas paradas de sucesso britânicas e estadunidenses. Sem dúvida, o som de Relayer é bem diferente do que o Yes já havia produzido, criando novas atmosferas, com instrumentações e execuções extremamente complexas, vocais dramáticos e realísticos e temas diferenciados dos anteriores.

Gravação[editar | editar código-fonte]

A gravação do disco foi feita no estúdio pessoal de Chris Squire, em sua própria casa, em Surrey, Inglaterra. A mixagem e a pós-produção das músicas foram feitas nos estúdios Advision, em Londres.

Esta gravação deu um som especial aos sintetizadores e instrumentos de percussão. Moraz havia adquirido um sintetizador de última geração que ainda estava em estágio de desenvolvimento, um protótipo conseguido diretamente com o fabricante. Isso deu às músicas sons mais modernos e efeitos até então inexistentes ou pouco explorados em sintetizadores, como barulhos de pessoas (como se estivessem num show) e vento (ambos efeitos usados na primeira música). Jon Anderson contou em 2003 que ele e White, a caminho da casa de Squire, compraram alguns pedaços de metal num ferro-velho, inventivamente usados no álbum como instrumentos de percussão (principalmente em "Gates of Delirium"). Esses metais, juntos com as outras inovações, deram à música um tom mais denso e pesado, um som bem concreto. O álbum é o que tem mais gravações, mixagens e efeitos entre todos da vasta discografia do Yes.

Faixas[editar | editar código-fonte]

Todas as músicas escritas por Jon Anderson, Steve Howe, Chris Squire, Patrick Moraz e Alan White.

Lado 1[editar | editar código-fonte]

  1. "The Gates of Delirium" - 21:50
  • Prelude
  • Battle
  • Soon

Lado 2[editar | editar código-fonte]

  1. "Sound Chaser" - 9:26
  2. "To Be Over" - 9:05

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
allmusic 3 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg [2]
Pitchfork Media 5.3 de 10 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar half.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svg [3]
Rolling Stone (não avaliado) [4]
Symbol unlikely.svg Esta tabela precisa de ser acompanhada por texto em prosa. Consulte o guia.

Paradas[editar | editar código-fonte]

Ano Parada Posição
1975 UK Albums Chart (RU) 4
1975 Billboard Pop Albums (EUA) 5

Certificações[editar | editar código-fonte]

Organização Título Data
RIAA - EUA disco de ouro 1974

Relançamentos[editar | editar código-fonte]

1988 - Atlantic (CD)

1994 - Atlantic (CD Remasterizado)

1998 - JPN Edição Limitada (capa no estilo do LP)

2003 - Rhino (CD Remasterizado com faixas bônus)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

  1. Comentário do próprio vocalista Jon Anderson no DVD "Symphonic Live", de 2002 (gravado em 2001)
  2. Avaliação no allmusic
  3. Avaliação na Pitchfork Media
  4. Avaliação na Rolling Stone

Fontes[editar | editar código-fonte]