RoboCop

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RoboCop
RoboCop - O Polícia do Futuro (PT)
RoboCop - O Policial do Futuro (BR)
Poster de lançamento
 Estados Unidos
1987 • 102 min 
Direção Paul Verhoeven
Produção Arne Schmidt
Roteiro Edward Neumeier
Michael Miner
Elenco Peter Weller
Nancy Allen
Dan O'Herlihy
Ronny Cox
Kurtwood Smith
Miguel Ferrer
Gênero Acção, ficção científica
Idioma Inglês
Música Basil Poledouris
Cinematografia Jost Vacano
Edição Frank J. Urioste
Distribuição Orion Pictures
Lançamento EUA17 de Julho de 1987
BR7 de Outubro de 1987
PT23 de Outubro de 1987
Orçamento US$ 13 milhões[1]
Receita US$ 53 424 681[1]
Cronologia
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RoboCop 2
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Página no IMDb (em inglês)

RoboCop é um filme americano de 1987, de acção e ficção científica, realizado por Paul Verhoeven e escrito por Edward Neumeier e Michael Miner.

O filme conta com a participação de Peter Weller, Nancy Allen, Dan O'Herlihy, Kurtwood Smith, Miguel Ferrer e Ronny Cox. A acção decorre num futuro próximo na cidade de Detroit, Michigan, profundamente corroída pelo crime. RoboCop centra-se na história de um policia, Alex Murphy (Weller), que é brutalmente assassinado por um grupo de criminosos, e subsequentemente é revivido pela Omni Consumer Products (OCP), como um ciborgue força da lei conhecido como "RoboCop".

RoboCop inclui temas sobre os media, corrupção, autoritarismo, ganancia, privatização, capitalismo, identidade, distopia, gentrificação e natureza humana. Foi muito bem recebido pela critica e foi considerado como um dos melhores filmes de 1987, resultando numa franquia que inclui vários produtos, duas sequelas, uma série de televisão, duas séries de animaçao, uma mini-série televisiva, videojogos e vários adaptações para banda desenhada. Foi produzido com um orçamento modesto de $13 milhões,[1] conseguindo gerar um lucro de mais de $53 milhões.[1]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Alguns anos no futuro, Detroit no estado de Michigan é quase uma distopia à beira do colapso devido à ruína financeira e à criminalidade descontrolada. Para escapar ao colapso, o presidente da câmara da cidade assinou um acordo com a megacorporação Omni Consumer Products (OCP), dando-lhes o controle das forças policiais arruinadas, em troca de permitir à OCP demolir as secções degradadas de Detroit e construir uma cidade utópica, a "Delta City", uma cidade-estado independente gerida pela corporação.

Este movimento irrita os policias, agora sobre ordens da OCP, que ameaçam fazer uma greve, mas a OCP começa a avaliar outras opções para a aplicação da lei. O número 2 da OCP, Dick Jones (Ronny Cox), oferece o andróide ED-209. Mas o robô, por uma simples má interpretação, mata um membro do conselho durante a demonstração. O presidente da OCP, "O Velho" (Dan O'Herlihy), decide então que o projecto experimental de nome "RoboCop" seja o escolhido, como sugerido pelo jovem Bob Morton (Miguel Ferrer), enfurecendo Jones.

No entanto, é necessário um policial recém-falecido para o protótipo RoboCop. Com isso em mente, a OCP atribui tarefas aos policias para as zonas mais violentas da cidade, à espera que algum morresse no cumprimento do dever. Um desses oficiais é Alex J. Murphy (Peter Weller), que é parceiro de Anne Lewis (Nancy Allen). Na sua primeira patrulha juntos, ambos perseguem um grupo liderado pelo cruel Clarence Boddicker (Kurtwood Smith), que acabara de assaltar um banco, seguindo-os para uma fábrica de siderurgia abandonada. Quando Murphy e Lewis são separados, Murphy é torturado e morto por Boddicker e seu grupo.

Murphy é rapidamente declarado morto e seus restos mortais são escolhidos para o programa RoboCop. A RoboCop são dadas três directivas principais: 1ª, servir o interesse público; 2ª, proteger os inocentes; e 3ª, cumprir a lei. No entanto, foi colocada uma 4ª diretriz na programação de RoboCop, sem o conhecimento dos cientistas. RoboCop sozinho é eficiente e vai limpando Detroit do crime, e Morton é elogiado pelo seu sucesso, atraindo mais a ira de Jones. Boddicker, sob as ordens de Jones, eventualmente assassina Morton. Enquanto isso, Lewis descobre que RoboCop exibe maneirismos curiosos que o próprio Murphy tinha, e percebe que RoboCop é de fato Murphy. O próprio RoboCop, após reencontrar em uma patrulha um dos membros do grupo de Boddicker, experimenta acontecimentos passados ​​da vida de Murphy. Num determinado momento, regressa à sua antiga casa, conseguindo relembrar a mulher e o filho há muito afastados, acreditando que Murphy estava morto.

Após "sonhar" com o assassinato de Murphy, RoboCop se determina a caçar os culpados, conseguindo perseguir Boddicker até uma fábrica de cocaína. RoboCop ameaça matar Boddicker, mas este revela sua afiliação com Jones, e lembra a RoboCop que ele é um policia, provocando a Directiva 3. RoboCop descobre que não pode matar Boddicker e em vez disso prende-o. RoboCop, então, vai ter com Jones à sede da OCP para tentar prendê-lo, mas Jones revela a quarta directiva, introduzida por ele na produção de RoboCop, programação que impede o policia-robô de tomar qualquer ação contra um executivo da OCP. Jones passa a explicar que o seu maior objetivo é assumir o controlo da OCP, e admite ter sido ele a encomendar o assassinato de Morton. Jones então envia o seu ED-209 pessoal contra RoboCop, que é superado por uma máquina maior e mais fortemente armada. Lewis, que tinha seguido RoboCop, é capaz de ajudá-lo a escapar e leva-lo para a mesma fábrica de siderurgia para o reparar e recuperar. Lá, Lewis descobre que muita da personalidade de Murphy ainda existe dentro de RoboCop.

Enquanto isso, a polícia finalmente entra em greve. Como consequência, o crime começa a alastrar-se. Através de um dispositivo de rastreamento fornecido por Jones e solto da prisão por influência deste, Boddicker reúne o seu grupo para localizar RoboCop e atirar nele com uso de armas militares de alta potência também arranjadas por Jones. Eles convergem para a fábrica, mas RoboCop e Lewis são capazes de afastar o ataque e matar o grupo, embora Lewis seja gravemente ferida na perna. RoboCop garante que ajuda médica está a caminho, e volta para OCP, eliminando facilmente o ED-209 que guarda o prédio da corporação com uma das potentes armas militares que o grupo de Boddick acabara de usar.

Quando RoboCop chega à sala de direcção, Jones está oferecendo o ED-209 para substituir o Departamento de Polícia de Detroit, que ainda está em greve. Utilizando imagens que gravou de Jones confessando o assassinato encomendado de Morton, RoboCop mostra ao conselho a duplicidade de Jones. Explica também que está programado para não agir contra um oficial da OCP, mas consegue embaraçar os demais da sala contra Jones, que de repente agarra O Velho e ameaça matá-lo se não lhe derem um helicóptero. O Velho imediatamente anuncia a demissão de Jones, permitindo assim brecha para RoboCop matá-lo. O Velho agradece a RoboCop pela sua ajuda e pede o seu nome; RoboCop, sorrindo, responde "Murphy".

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem Dublagem Brasil
Peter Weller Oficial Alex J. Murphy/RoboCop Júlio César Barreiros
Nancy Allen Oficial Anne Lewis Vera Miranda
Ronny Cox Richard "Dick" Jones, Número 2 da OCP Domício Costa
Kurtwood Smith Clarence Boddicker Ionei Silva
Miguel Ferrer Robert "Bob" Morton, Executivo da OCP Nilton Valério
Dan O'Herlihy "The Old Man" (O Velho), Presidente da OCP Ênio de Azevedo Santos
Paul McCrane Emil Antonowsky Rodney Gomes
Ray Wise Leon Nash Heliobas "Hélio" Ribeiro
Jesse D. Goins Joe Cox Marcus Jardym
Calvin Jung Steve Minh Ayrton Cardoso ‽
Michael Gregory Tenente Hedgecock
Robert DoQui Sargento Warren Reed Orlando Drummond Cardoso
Felton Perry Donald Johnson, Executivo da OCP Leonardo José
Lee de Broux Sal Alfredo Martins
S. D. Nemeth Bixby Snyder (comediante da TV)

Creditos da Dublagem

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Applications-multimedia.svg A Wikipédia possui o

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Estados Unidos Oscar 1988

Estados Unidos Prêmio Saturno 1988

  • Venceu nas categorias de melhor diretor, melhor filme de ficção científica, melhor maquiagem, melhores efeitos especiais e Melhor Roteiro.

França Festival de Cinema Fantástico de Avoriaz 1988

  • Venceu o Prêmio C.S.T. e o Prêmio por Excelência

Indicações[editar | editar código-fonte]

Estados Unidos Oscar 1988

Estados Unidos Prêmio Saturno 1988

  • Indicado nas categorias de melhor ator (Peter Weller), melhor atriz (Nancy Allen) e melhor figurino.

Reino Unido BAFTA 1989 (Reino Unido)

  • Indicado nas categorias de melhor maquiagem e melhores efeitos especiais.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • O RoboCop é feito uma maquina que humanamente comete falhas.
  • A arma de fogo utilizada pelo personagem Robocop é uma adaptação da pistola Beretta 93R automática.
  • Eddie Van Halen, guitarrista do grupo Van Halen, faz uma ponta no primeiro filme vivendo Keva Rosenberg, um cidadão comum que dá sua opinião sobre a greve dos policiais a um repórter.
  • RoboCop foi utilizado para um comercial brasileiro de calças jeans Pool no começo dos anos 90.
  • Graças ao sucesso de Robocop, surgiu o herói japonês Jiban, em 1989. A produtora Toei Company, na época em que a série Jiraiya estava sendo gravada, estava no projeto da série que a sucederia, e se tornaria uma continuação direta, enfocando as aventuras de um "Policial Ninja". No entanto, graças ao ótimo êxito do "homem-máquina" de Detroit, a Toei mudou completamente o planejamento, e para pegar carona, criou às pressas a história de Jiban, onde o policial Naoto Tamura foi morto em uma missão, mas que acabaria sendo ressuscitado quase nas mesmas condições de Alex Murphy/Robocop, virando um "policial-ciborgue".
  • Todd Marinovich, o melhor quarterback do futebol americano, foi chamado "Robo-QB".
  • A ideia de Robocop não é pioneira, como muitos imaginam. O conceito de um policial morto que é transformado num ciborgue já tinha sido abordado no anime japonês O Oitavo Homem, em 1963.
  • Os estúdios Disney também criaram a sua paródia a Robocop. Chama-se Robopato.
  • Até o grupo brasileiro Os Trapalhões numa revista fizeram paródia a Robocop: Didicop, o policial sem futuro. Era o personagem Didi Mocó, vivido por Renato Aragão, que se vestia de Robocop.
  • Foi feita uma paródia também em quadrinhos pela revista MAD em 1990.
  • Em seu único disco, a banda brasileira Mamonas Assassinas gravou a música "Robocop Gay", parodiando a ideia do policial-robô como um personagem que se torna homossexual.
  • Uma nova versão do filme foi produzida, desta vez sobre direção do diretor José Padilha de Tropa de Elite, com lançamento em fevereiro de 2014 .

Referências

  1. a b c d Box Office Information for Robocop. Box Office Mojo. Página visitada em 21-3-2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]