Sílio Itálico

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Sílio Itálico (em latim: Tiberius Catius Asconius Silius Italicus; c.25 - Campânia, 101) foi um político e poeta épico latino, autor de importante obra sobre as Guerras Púnicas.

Vida[editar | editar código-fonte]

Seu ano de nascimento é desconhecido. Supõe-se que ele nasceu durante o reinado de Tibério. Descendia da família nobre dos Silii. Seu local de nascimento também é desconhecido, cogitam-se como possibilidades Sevilha na Hispania, chamada então de Italica, de onde ele teria obtido seu sobrenome, ou Corfinio, na Itália, que, segundo Estrabão, tinha o nome de Italica durante a Guerra Social.[1]

Conforme Plínio, o Jovem, Sílio teve sua reputação atacada por ter sido conivente com Nero, contribuindo talvez com suas habilidades de orador nas farsas judiciárias que amiúde condenavam as vítimas do imperador. Era cônsul no ano da morte de Nero [2] (68) e, segundo Tácito [3] , foi uma das duas testemunhas presentes nas conferências entre Vitélio e Flávio Sabino, irmão mais velho de Vespasiano, quando as legiões do Oriente se encaminhavam rapidamente para a capital.

A vida de Sílio depois de seu consulado foi brevemente descrita por Plínio, o Jovem: Sílio foi amigo de Vitélio, procônsul da Ásia e apagou a má fama que ganhara sob o governo neroniano com o bom governo da província que lhe coubera e, após ter-se retirado da vida pública, usando de maneira admirável seu tempo livre. Com seu estilo de vida tranquilo, evitando o poder e, em consequência a hostilidade, Sílio teria passado dos setenta e cinco anos, vivendo de maneira digna e satisfatória, ocupando seu tempo com a sua poesia e com as coleções de estátuas, livros e casas.[2] Dois grandes romanos do passado, Cicero e Virgilio, eram venerados por ele, e chegou a possuir as propriedades que haviam pertencido a ambos, em Túsculo e Nápoles.[carece de fontes?] Sílio passou os últimos anos de sua vida na costa da Campânia, onde visitava o túmulo de Virgilio no aniversário do autor para homenageá-lo.[2]

Lúcio Aneu Cornuto, estoico, retórico e gramático, dedicou a Sílio um comentário sobre Virgílio.

Sílio pôs em prática a teoria sobre o suicídio proposta pelo estoicismo:[carece de fontes?] acometido por um tumor incurável, não tomou alimentos até morrer de fome, mantendo um semblante alegre até o final.[2]

Obra[editar | editar código-fonte]

Sua grande obra, e a única que chegou até nós, foi o poema Punica, carme épico em dezessete livros, em que narrou a história da Segunda Guerra Púnica.

Como a obra se debruça sobre um período anterior ao da vida do autor em mais de trezentos anos, contém somente duas passagens relacionadas aos Flávios. Em ambas Domiciano é elogiado como guerreiro, e numa delas figura como cantor cuja lira era mais doce que a do próprio Orfeu.[4]

Referências e notas

  1. D. Browne, Biographia Classica: The Lives and Characters of All the Classic Authors, the Grecian and Roman Poets, Historians, Orators, and Biographers. With an Historical and Critical Account of Them and Their Writings (1750), Silus Italicus, p.288 [google books]
  2. a b c d Plínio, o Jovem, Epístolas, 3,7 [em linha]
  3. Histórias, 3,65.
  4. Punica, 3.607-29 e 14.686-88. [S.l.: s.n.].

Ligações externas[editar | editar código-fonte]