Hidropsia coclear

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Hidropsia coclear
Esquema de cóclea (em espanhol)
Classificação e recursos externos
CID-10 H81.0
CID-9 386.0
OMIM 156000
DiseasesDB 8003
MedlinePlus 000702
eMedicine emerg/308
MeSH D008575
Star of life caution.svg Aviso médico

Hidropsia coclear, Hidropsia endolinfática ou Doença de Mènière é um distúrbio do ouvido interno que afeta a audição e equilíbrio, caracterizado por episódios de vertigem, zumbido de baixa frequência e pode levar a surdez. A perda auditiva aumenta com o tempo e pode alternar entre as orelhas e se não tratada pode tornar-se permanente. Foi descoberta pelo médico francês Prosper Ménière, que, em um artigo publicado em 1861, relatou pela primeira vez que a vertigem foi causada por distúrbios do ouvido interno.[1]

Causa[editar | editar código-fonte]

Estrutura da cóclea (em inglês)

Aumento da quantidade de fluidos endolinfática (hidropisia ou edema) pelos canais normais do ouvido interno causando danos. O sistema vestibular do ouvido interno é responsável pela sensação de equilíbrio do corpo. Seu labirinto membranoso, um sistema de membranas do ouvido, contém um líquido chamado endolinfa. As membranas podem ficar dilatados como um balão quando a pressão aumenta e drenagem está bloqueada e param de funcionar. Caso a membrana se rompa com a pressão, a vertigem ou/e surdez se tornam permanentes.

Em alguns casos esse aumento de endolinfa ocorre porque a drenagem do líquido endolinfático está obstruída por uma fibrose (tecido de cicatriz) ou porque o canal de drenagem era estreito desde o nascimento. Em outros casos pode haver um aumento na quantidade de líquido secretado pelo epitélio vascular. Essa doença pode ser desencadeado por presença de uma infecção do ouvido médio, traumatismo craniano ou uma infecção do trato respiratório superior. O uso de aspirina, consumo excessivo de sódio, fumar e o consumo de álcool aumentam os riscos. Também tem sido proposto que os sintomas de Ménière em muitos pacientes são causadas pelos efeitos tóxicos de um Herpesvírus.[2]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Os sintomas variam muito de paciente para paciente dependendo da causa e da progressão, podendo envolver[3] :

  • Episódios recorrentes de vertigem: ocorrem sem aviso e geralmente duram de 20 minutos a duas horas, mas podendo durar até 24 horas. Vertigem severa pode causar náuseas e vômitos e descontrole do movimento dos olhos.
  • Episódios de perda de audição progressivamente piores: durando de vinte minutos a 4 horas. Eventualmente, a maioria das pessoas experimenta algum grau de perda de audição permanente.
  • Zumbido ou tinido no ouvido.
  • Sensação de aumento da pressão no ouvido.
  • Migrânea (apenas em 30% dos casos)

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Atinge aproximadamente 0,2% da população (20 em cada 10.000) em graus muito variados, sendo tão comum em homens quanto em mulheres. É mais comum após os 40 anos aumentando o risco com a idade. Sua prevalência varia muito de país para país sendo mais comum nos EUA que na Europa e Japão.[4]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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O tratamento pode ser necessário por toda a vida e é difícil impedir danos permanentes a audição. O tratamento medicamentoso envolve o uso de remédios para vertigem como meclizina e diazepam (Valium), diuréticos como hidroclorotiazida para reduzir o edema/hidropisia e remédios para náusea. Recomenda-se reduzir o consumo de sódio, como sal de cozinha e refrigerantes e aumentar o consumo de potássio, encontrado em muitas frutas e grãos.[5]

Aparelhos auditivos podem ser usados para diminuir a surdez e o dispositivo de Meniett, um aparelho para reduzir a pressão do ouvido usando pulsos de pressão positiva, mas que deve ser usado três vezes por dia durante cinco minutos para reduzir a vertigem, surdez, zumbido e dor de cabeça. Outra alternativa são as injeções de Gentamicina ou esteroides no ouvido médio. Em casos graves pode ser necessário uma cirurgia para descomprimir o labirinto membranoso ou para seccionar o nervo vestibular, remover o labirinto (labirintectomia) para reduzir os sintomas. [6]

Referências

  1. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/839917
  2. Gacek RR, Gacek MR (2001). "Menière's disease as a manifestation of vestibular ganglionitis". Am J Otolaryngol 22 (4): 241–50. doi:10.1053/ajot.2001.24822
  3. http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/menieres-disease/basics/symptoms/con-20028251
  4. http://www.dizziness-and-balance.com/disorders/menieres/men_epi.html
  5. Greenberg, Simon; Julian Nedzelski (October 2010). "Medical and Noninvasive Therapy for Meniere's Disease". Otolaryngologic Clinics of North America 43 (5): 1081–1090. doi:10.1016/j.otc.2010.05.005. PMID 20713246.
  6. http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/menieres-disease/basics/treatment/con-20028251