Solaris (1972)

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Solyaris
Solaris (PT/BR)
Solaris (Pôster Russo)
União Soviética
1972 • cor • 166 min 
Direção Andrei Tarkovski
Roteiro Tarkovski e Friedrick Gorenstein
Elenco Natalya Bondarchuk
Donatas Banionis
Jüri Järvet
Vladislav Dvorzhetsky
Nikolai Grinko
Anatoli Solonitsyn
Género ficção científica
Idioma russo
Página no IMDb (em inglês)

Solaris (em russo Солярис) é um filme soviético de 1972, realizado por Andrei Tarkovski. (Há também um filme estado-unidense de 2002, realizado por Steven Soderbergh). Ambos os filmes são baseados no romance Solaris, do escritor polaco Stanisław Lem.

Solaris é considerado um clássico do cinema de ficção científica, o contraponto soviético ao filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick, sendo chamado de "anti-2001". Segundo Tarkovski, o filme de Kubrick é um blefe, estéril e frio. Stanisław Lem quase não permitiu a adaptação de Tarkovski, uma vez que o diretor russo inicialmente insistia em retirar do roteiro toda a alusão à ficção científica, o que desagradou profundamente o escritor polonês. Tarkovski cedeu e a ação se dá principalmente em uma estação espacial que orbita Solaris.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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No filme, Solaris é um planeta formado por um imenso oceano, que ensejou a formação de um novo ramo científico - a solarística. A solarística tem por objetivo estudar a possibilidade de existência de inteligência extraterrestre oriunda deste planeta, tendo em vista os insólitos acontecimentos lá ocorridos.

Um famoso psiquiatra, Dr. Kris Kelvin (interpretado por Donatas Banionis), é enviado para a estação espacial que orbita Solaris para investigar estranhos acontecimentos ocorridos na estação e decidir o futuro das pequisas no planeta. Antes, na residência de seu pai à beira de um lago, recebe a visita de um antigo amigo, Burton, atormentado cientista especializado em solarística, que visitou Solaris e procura alertá-lo sobre fatos intrigantes.

Ao chegar na estação, Kelvin percebe que um dos três tripulantes, seu amigo pessoal, havia cometido suicídio. Os outros dois agem de forma estranha. Kelvin percebe que os tripulantes recebem visitas, originadas de suas experiências passadas ou mesmo da fantasia. Surpreendentemente, Hari, antigo amor de Kelvin, aparece. Ela também se matara havia dez anos. O aquoso planeta Solaris tem poderes telepáticos, capazes de penetrar no íntimo dos cientistas e tornar seus pensamentos reais, parecendo querer se comunicar com os humanos da estação. Finalmente, há o contato tão aguardado com a inteligência alienígena, em cena de encerramento antológica. Para Tarkovski o filme poderia dispensar todo o aparato da ficção científica, "para que o essencial fosse expressado com muito maior clareza".