Teoria empírica de campo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Teoria Empírica de Campo)
Ir para: navegação, pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém uma ou mais fontes no fim do texto, mas nenhuma é citada no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde maio de 2012)
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto quando necessário.

Teoria Empírica de Campo é um modelo de teoria da comunicação, também conhecido como Teoria dos Efeitos Limitados. Trata de influência e não apenas da que é exercida pelos mass media, mas da influência mais geral das relações sociais. É difícil separar completamente esta teoria, de orientação sociológica, da Teoria da persuasão, cujo desenvolvimento ocorreu de forma paralela. Em síntese, diz respeito a todos os mass media do ponto de vista da sua capacidade de influência sobre o público e da influência mais geral das relações sociais, da qual os mass media são apenas uma parte. Nesta teoria, que consiste em associar os processos comunicativos de massa às características do contexto social em que estes se realizam, é possível distinguir duas correntes: a primeira diz respeito ao estudo da composição diferenciada dos públicos e dos seus modelos de consumo da comunicação de massa. A segunda, e mais significativa, compreende as pesquisas sobre a mediação social que caracteriza esse consumo.

Síntese[editar | editar código-fonte]

Contexto[editar | editar código-fonte]

A Pesquisa de Lazarsfeld sobre o consumo dos mass media[editar | editar código-fonte]

Em 1940, Paul Lazarsfeld, estabeleceu três processos diferentes para se saber o que um programa significa para o público. 1- Análise de conteúdo 2- Características dos ouvintes 3- Estudos sobre as satisfações

A este propósito, Lazarsfeld fala de efeitos pré-seletivos e de efeitos posteriores. Em primeiro lugar, o meio seleciona o público e só posteriormente exerce a influência sobre esse público. Dessa forma, deixa de salientar a relação causal direta entre propaganda de massas e manipulação da audiência para passar a insistir num processo indireto de influência e formação de opinião, no seio de determinadas comunidades. Na dinâmica que gera a formação da opinião pública, em que participam também os mass media, o resultado global não pode ser atribuído aos indivíduos considerados isoladamente; deriva, da rede de interações que une as pessoas umas às outras. Portanto, A teoria dos efeitos limitados, em suma, coloca em vantagem a influência pessoal, em relação à eficácia dos mass media, limitando assim, os efeitos destes.

Aspectos Importantes[editar | editar código-fonte]

  • Este ponto de vista completa a revisão crítica da Teoria Hipodérmica
  • A palavra-chave desta teoria é influência
  • Os estudos de campo explicitam a escassa relevância dos mass media em confronto com os processos de interação social
  • Lazarsfeld propõe que o público é capaz de fazer suas próprias escolhas
  • Existem variações do consumo de comunicações de massa segundo as características do público
  • Descobre-se os líderes de opinião e a Two Step Flow ou Fluxo de Comunicação a Dois Níveis
  • Pessoas que pertencem a um mesmo grupo tendem a possuir opiniões parecidas sobre determinados assuntos
  • Primeiro a informação chega às pessoas bem informadas e que inspiram confiança e através delas chegariam a todo o público
  • No que diz respeito a assuntos diferentes, influenciados e influentes podem trocar reciprocamente de papéis, porque o líder de opinião é aquele legitimado pela audiência por fazer a ponte entre o meio de comunicação (que detém as mensagens) e a audiência.
  • Dentro da dinâmica de formação de opiniões, Lazarsfeld relaciona três efeitos:
    • Efeito de ativação: transforma tendências latentes em opiniões efetivas
    • Efeito de reforço: preserva decisões tomadas, evitando mudanças de atitude
    • Efeito de conversão: mais limitado porque os indivíduos mais expostos e atentos já tem opiniões formadas, ao passo que os indivíduos que são mais indecisos, estão menos expostos.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Wolf, Mauro "'Teorias da Comunicação"'
  • Pena, Felipe "' 1000 Perguntas, Teoria da Comunicação, Conceitos, Mídias, Profissões"'