Testes com animais
Os testes com animais (ou experimentos com animais) são testes realizados com a utilização de animais a fim de produzir conhecimento científico útil aos seres humanos.1
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Cientificidade [editar]
Os testes em animais são uma das bases científicas para o desenvolvimento de diversos tratamentos a serem utilizados futuramente em humanos, como a elaboração de novas drogas, novos métodos cirúrgicos, vacinas, terapia gênica etc. Contudo, nem sempre a analogia entre aspectos anatômicos e fisiológicos é possível, o que leva a uma pesquisa severa para que se decida qual o modelo animal mais indicado para determinada pesquisa. No caso dos humanos, a talidomida acabou se tornando o mais emblemático, por ter causado má formação fetal em milhares de crianças ao redor do mundo, mesmo após os testes em roedores não ter demonstrado indícios de malefícios.
Talidomida [editar]
No final dos anos 1850, época em que o medicamento começou a ser utilizado, os testes realizados em caramujos acusaram problemas, visto que estes metabolizam a droga de uma maneira igual aos humanos. Mas depois do ocorrido foram realizados muitos testes em outros animais, como jacares, crocodilos, que confirmaram as ocorrências de má-formações fetais de membros.
Por isso que, atualmente, há um controle muito maior na realização de testes em animais, sendo que eles devem começar com animais de pequeno porte, como pequenos roedores, passando para animais de maior porte, como coelhos e cachorros, para então animais que são mais geneticamente parecidos com os homens, que é o caso dos primatas. Esse caso mostra como é importante que os testes em animais sejam realizados progressivamente, de maneira que se tenha uma segurança antes que sejam testados em seres humanos.
Ética [editar]
Existe um severo código de estudo que deve ser seguido pelos pesquisadores, para que se garanta o melhor tratamento possível aos animais, evitando que sintam dor e que sejam maltratados. Apesar disso, esse código de ética não está presente na legislação brasileira, devido principalmente ao ativismo de ONGs como o PEA e o PETA que lutam contra a aprovação do projeto de lei que visa estabelecer normas para regulamentação dos testes em animais no Brasil.
Todo projeto de pesquisa, no Brasil, precisa ser enviado a um comitê de ética para que este o aprove. Esses comitês são internos (da própria instituição que realiza a pesquisa), sendo essa instituição a responsável pela fiscalização.
A ausência de uma lei regulamentando os testes em animais é um sério revés tanto para cientistas como para os cidadãos que são contrários aos testes, aos primeiros devido a possibilidade de se criar leis municipais sem qualquer argumento sólido que proíbam os testes, aos segundos devido a impossibilidade de haver uma fiscalização externa à da instituição que realiza os testes.
Ver também [editar]
- Sonia Felipe
- Testes com primatas não-humanos
- Lista de empresas que não fazem testes com animais
- Vivissecção
Referências gerais [editar]
- Associação Brasileira dos Portadores da Síndrome de Talidomida (em português)
- Por que a ciência precisa dos animais de laboratório (Revista Pesquisa FAPESP) (em português)
- Cobea (em português)
- Polêmica sobre uso de cobaias chega a Brasília (em português)