Melanoma

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Melanoma
Classificação e recursos externos
Star of life caution.svg Aviso médico

Melanoma é um tipo de câncer que atinge o tecido epitelial, mais especificamente a pele. Representa 5% dos tipos de câncer da pele, sendo o mais grave. O melanoma origina-se nos melanócitos, células localizadas na epiderme, responsáveis pela produção de melanina e, portanto, pela cor da pele. É sempre maligno.

Em Portugal surgem, anualmente, cerca de 700 novos casos de melanoma maligno. Nos países ocidentais, todos os anos o melanoma tem aumentado.

Tipos[editar | editar código-fonte]

  • superficial: mais comum (70% dos casos de melanoma) e menos agressivo dos melanomas;
  • nodular: segunda maior frequência entre os melanomas;
  • lentigo maligno melanoma;
  • acral lentiginoso: menos frequente (mais comum entre indivíduos de pele escura) e mais agressivo.

Existe ainda uma forma rara de melanoma, o amelanocítico. O tratamento e prognóstico dos melanomas depende do tempo evolução da doença, grau de invasão, subtipo e outros fatores.

O melanoma maligno é uma entidade das mais intrigantes em medicina diagnóstica. Isto significa dizer que existem lesões que são características por um lado, mas de outro, há lesões que são pouco características (os critérios para classificação não se apresentam de modo conclusivo). Assim, não é infrequente a presença de melanomas malignos que possuem aspectos encontrados em outras doenças (até mesmo aspectos vistos em doenças benignas).

melanoma com aspecto característico, clássico: Em geral, para um melanoma maligno cutâneo, é costume usar uma regra mnemônica para avaliação destas lesões, conhecida como A, B, C e D. A, de Assimetria, significa que a lesão possui formato irregular. B, tem a ver com Bordas irregulares, ou seja, os limites externos se mostram irregulares. C, a lesão possui coloração variada (diferentes tonalidades de cor, por vezes sem melanina, sendo que em áreas intratumorais, por vezes nota-se coloração semelhante à da pele adjacente normal). D, o diâmetro da lesão sendo maior que 6 milímetros.[1]

Melanoma com aspectos não caraterísticos: Muitas vezes, os melanomas malignos cutâneos não apresentam estes itens descritos. Além disso, muitas vezes há a concomitância com lesões benignas (alguns especialistas descrevem que melanomas malignos cutâneos podem surgir a partir de lesões benignas pre existentes). Neste caso, ainda mais se a lesão possui grandes dimensões, é possível que na primeira biópsia para o diagnóstico microscópico, tenha sido representada grande parte do espectro benigno da doença. Deve-se dar preferência à biópsia excisional (quando se pretende retirar toda a lesão) para tumores com até 2 cm de extensão na superfície da pele. No entanto, nem sempre isso é possível, ou por vezes a aparência da lesão para o cirurgião ou dermatologista, não é característica e então a representação para o médico patologista (o especialista que avalia a lesão no microscópio óptico) é de apenas parte da lesão. A esse propósito, é interessante notar que a literatura médica descreve um longo histórico de discussões sobre lesões benignas que simulam melanoma maligno, ou o contrário: lesões que pareciam benignas a princípio, e que acabaram por apresentar evolução muito adversa.[2] [3] [4] Para ilustrar essa dificuldade, há uma entidade conhecida como "nevo de Spitz", descrita como uma proliferação melanocítica benigna. Descrita em 1948, pela primeira vez, por Sophie Spitz como melanoma da infância, observou-se que esse tipo de lesão não tinha a evolução agressiva dos melanomas cutâneos clássicos. Para piorar essa confusão, essa lesão pode se mostrar eventualmente assimétrica e quando finalmente ela é avaliada pelo microscópio óptico, é comum notar alterações celulares nucleares que podem assustar um médico patologista pouco experiente. Levando em conta que os melanomas malignos eram pouco conhecidos, portanto relativamente pouco estudados, é natural pensar que confusões como esta permaneceram por um certo tempo, até que se deixou de chamar melanoma juvenil (ou da infância), nome que indica comportamento maligno e passou-se ao termo "nevo de Spitz", que indica evolução benigna.[5] É ainda curioso notar que em que pese toda evolução nos conceitos sobre melanomas cutâneos, ainda permanecem como importantes elementos para a traçar um prognóstico dos pacientes, os dados descritos por Clark e Breslow (com respectivo colaboradores), desde há pelo menos algumas décadas. No entanto, ainda há controvérsias sobre como esses critérios devem ser utilizados.[6] Levando em conta que o diagnóstico precoce e a pronta retirada das lesões suspeitas é o principal meio de se evitar a progressão desta doença, é crucial entender que nem sempre o diagnóstico delas é algo livre de dificuldades, pelo contrário: isso significa que ainda teremos muitos estudos populacionais ou do mecanismo como as células tumorais progridem, para que possamos melhorar ainda mais a abordagem das pessoas afetadas por esta enfermidade.

Referências

  1. Cochran AJ, Bailly C, Eberhard P, Remotti F. Melanocytic tumors: a guide to diagnoses. Philadelphia: Lippincott-Raven; 1997.
  2. http://www.puc-campinas.edu.br/centros/ccv/revcienciasmedicas/artigos/v15n5a10.pdf)
  3. Cochran AJ, Bailly C, Eberhard P, Remotti F. Melanocytic tumors: a guide to diagnoses. Philadelphia: Lippincott-Raven; 1997
  4. Peris K, Ferrari A, Argenziano G, Soyer HP, Chimenti S. Dermoscopic classification of Spitz/Reed nevi. Clin Dermatol. 2002; 20(3):259-62
  5. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0365-05962010000400021&script=sci_arttext
  6. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7009438

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