Câncer pancreático

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Câncer pancreático
Classificação e recursos externos
CID-10 C25
CID-9 157
OMIM 260350
DiseasesDB 9510
MedlinePlus 000236
eMedicine med/1712
MeSH D010190
Star of life caution.svg Aviso médico

O carcinoma de pâncreas é o tipo de cancro/câncer de pâncreas mais comum - 90% dos casos de neoplasia maligna deste órgão. Atualmente, corresponde à 5ª causa de morte por malignidade no ocidente. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) o colocam como 2% de todos os tipos de câncer e 4% do total de mortes por câncer. É alta a taxa de mortalidade devido ao diagnóstico tardio e pela sua característica extremamente agressiva. A sobrevida média em 5 anos é menor que 0,4%, após o diagnóstico o tempo de vida em média é de 4 a 6 meses. Se o tumor é ressecável a sobrevida média em 5 anos é menor que 20%, em média 13 a 20 meses de vida após a cirurgia. Discretamente mais comum em homens e mais em negros. Raro antes dos 30 anos, mais comum após os 60 anos.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros estudos feitos por Morgagni em 1761 são de grande relevância histórica. Outros estudos no século XIX podem ser citados como os de Mondière (1836), Bigsby (1854) e Da Costa (1858). Com relação à cirurgia, Halsted realizou a primeira ressecção (1899) e Alan Oldfather Whipple, em seu estudo publicado em 1935, descreveu a técnica usada ainda hoje, chamada de "Cirurgia de Whipple" ou duodenopancreatectomia cefálica. Mais tarde Transverso e Longmire (1978) modificaram a técnica.

Tipos[editar | editar código-fonte]

Tumores de pâncreas podem ser: pseudotumor pancreático, tumores endócrinos, neoplasias císticas, neoplasias sólidas, neoplasias mesenquimais ou hematopoiéticas. Os adenocarcinomas ou carcinomas são os mais comuns, podem ser divididos pelo tipo histológico em ductais (90%), papilares mucosos intraductais, carcinoma de células acinares, cistoadenocarcinomas (malignização dos cistoadenomas mucosos) ou pancreatoblastomas.

Localização[editar | editar código-fonte]

O pâncreas é dividido em cabeça, processo uncinado, corpo, colo e cauda. Os adenocarcinomas são mais comuns na cabeça do órgão, mas podem ocorrer em qualquer local.

Patogênese[editar | editar código-fonte]

O adenocarcinoma ductal parece seguir uma seqüencia de desenvolvimento a partir de uma alteração genética. A perda dos genes de supressão tumoral p53 e p16 são as mais importantes. Ocorrem mutações do gene K-ras ( mais de 90% dos casos de adenocarcinoma invasivo). Há um modelo de transformação em neoplasia Intraepitelial Pancreática (NIPan) e de neoplasia mucosa papilar intraductal (NMPI).

Fatores de risco[editar | editar código-fonte]

O tabagismo é o principal, aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de pâncreas em até 8 vezes (nitrosaminas tabaco-específicas que chegam ao pâncreas pelo sangue e bile).

Fatores nutricionais como a ingestão de calorias de origem animal (gordura/carne estimulam a liberação de colecistoquinina que pode causar hiperplasia/hipertrofia das células acinares pancreáticas), obesidade e elevada ingestão calórica por si só também aumentam o risco. Exercícios físicos reduzem o risco.

O álcool não está bem definido como um fator de risco específico. O café já foi apontado como uma das causas do câncer de pâncreas mas os estudos mais recentes não confirmaram essa hipótese. Da mesma forma os pesticidas, formaldeido e organoclorados não estão confirmados.

A pancreatite crônica hereditária é outro fator de risco bem definido. Outras doenças associadas a um maior risco são polipose familiar (Peutz-Jeghers), síndrome de von Hippel-Lindau, Lynch II, ataxia-telangectasia, câncer de mama familiar e melanomas de pele familiares.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Como em todos os casos de câncer, o emagrecimento é freqüente e importante. O crescimento do tumor é lento e leva quando já adiantado a um quadro de icterícia.

Pode estar presente também o sinal de Trousseau de malignidade.

O sinal de Courvoisier, que define a presença de icterícia e de uma vesícula biliar distendida sem a presença de dor, é um forte indicativo de câncer pancreático, e pode ser usado para distinguir o câncer pancreático da colelitíase.

Existem exames que podem nortear o diagnóstico, como os marcadores tumorais, o mais usado para tumores de pâncreas é o CA 19-9. Exames de imagem vão servir para fechar o diagnóstico sendo os mais comuns o ultrassom, tomografia, colangiopancreatografia endoscópica retrógrada, colangiorressonância magnética e o PET.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Cirurgia[editar | editar código-fonte]

O único tratamento com objetivo de cura é a cirurgia, com a retirada de todo o tumor e dos órgãos vizinhos (parte do estômago, duodeno e vesícula biliar). Este procedimento cirúrgico é chamado de procedimento de Whipple e é realizado somente em pacientes capazes de suportar uma cirurgia de grande porte e que possuem câncer localizado e que não possuem metástases.

Cânceres na cauda do pâncreas podem ser removidos através de um procedimento chamado pancreatectomia distal.

Em casos avançados da doença, uma cirurgia de bypass pode ser realizada de forma paliativa para diminuir a obstrução e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Radioterapia e quimioterapia[editar | editar código-fonte]

A quimioterapia e a radioterapia podem ser úteis associadas à cirurgia ou somente como tratamento paliativo.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • TOWNSEND, Courtney M. . BEAUCHAMP, R; SABISTON - TRATADO DE CIRURGIA - 17a Edição Sabiston 2004
  • DR. CARLOS EDUARDO RODRIGUES SANTOS; DR. EDUARDO LINHARES RIELLO DE MELLO; MANUAL DE CIRURGIA ONCOLÓGICA, INCA

Ligações externas[editar | editar código-fonte]