Osteoclasto

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Osteoclasto (do grego para "osso" (Οστό) e "quebrado" (κλαστός)) é uma célula móvel, gigante e extensamente ramificada, com partes dilatadas e, é multinucleada. Os osteoclastos foram descobertos por Kolliker em 1873.[1]

Nas áreas de reabsorção de tecido ósseo encontra-se porções dilatadas dos osteoclatos, colocadas em depressões da matriz escavadas pela atividade dos osteoclastos e conhecidas como lacunas de Howship. Os osteoclatos tem citoplasma granuloso, algumas vezes com vacúolos, fracamente basófilo nos osteoclatos jovens e acidófilos nos maduros.

Estas células se originam de precursores mononucleados provenientes da medula óssea que, ao contato com o tecido ósseo, unem-se para formar os osteoclatos multinucleados. A superfície ativa dos osteoclastos, voltada para a matriz óssea, apresenta prolongamentos vilosos irregulares.

A maiorias desses prolongamentos tem a forma de folhas ou pregas que se subdividem. Circundando essa área com prolongamentos vilosos, existe uma zona citoplasmática, a zona clara, pobre em organelas porém com muitos filamentos de actina. A zona clara é um local de adesão do osteoclasto com a matriz óssea e cria um microambiente fechado, ácido (H+), colagenase e outras hidrolases que atuam localmente digerindo a matriz orgânica e dissolvendo os cristais de sais de cálcio.

A atividade dos osteoclastos é coordenada por citocinas (pequenas proteínas sinalizadoras que atuam localmente) e por hormônios como calcitocina, um hormônio produzido pela glândula tireoide, e paratormônio, secretado pelas glândulas paratireoides. As enzimas proteolíticas emitidas pelos osteoclastos, durante o processo de destruição da matriz óssea, tendem a atuar na parte orgânica. A principal enzima emitida é a colagenase, responsável pela despolimerização do colágeno.

Já o ácido (H+), é proveniente da fermentação lática. Este tende a atuar na parte inorgânica da matriz óssea. É responsável pela dissolução dos cristais presentes nesta. Além disso, diminui o pH do meio, ou seja, o torna mais ácido, favorecendo a atuação das enzimas proteolíticas. A velocidade de liberação desses elementos é melhorada pela borda pregueada, ou seja, a superfície irregular dos osteoclastos.

Os osteoclastos degradam melhor o osso quando estão em contato com matriz óssea mineralizada e isso só é possível com o auxílio dos osteoblastos. Os osteoblastos, produzem enzimas que degradam a camada não mineralizada da matriz permitindo assim aos osteoclastos, um fácil acesso à matriz óssea mineralizada para a degradarem.

Morfologia[editar | editar código-fonte]

Os osteoclastos são células muito grandes, que tem cerca de 40 micrómetros de diâmetro. Possuem vários núcleos e são responsáveis pela destruição do osso. Quando a membrana celular dos osteoclastos entra em contato com a matriz óssea formam-se prejecções que constituem um bordo pelo qual entram íons hidrogênio para assim ser produzido um meio ácido que provocará a descalcificação da matriz óssea. Nos osteoclastos o retículo endoplasmático rugoso é escasso, e o complexo de Golgi é extenso.[2] [3]

Referências

  1. Nijweidi Peter J., JEAN H. M. FEYEN. (1986). "Cells of Bone: Proliferation, Differentiation, and Hormonal Regulation". Physiological Reviews 66 (4): 855–886. PMID 3532144.
  2. Holtrop, M. E. and G. J. King (1977). (1977). "The ultrastructure of the osteoclast and its functional implications". Clin Orthop Relat Res 123 (123): 177–196. PMID 856515.
  3. Väänänen H, Zhao H, Mulari M, Halleen J. (2000). "The cell biology of osteoclast function". J Cell Sci 113 (3): 377–81. PMID 10639325. p. 378
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