Linfócito T

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde dezembro de 2014). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Da esquerda para a direita : eritrócito, plaqueta e linfócito T.

Os linfócitos T ou células T pertencem a um grupo de glóbulos brancos do sangue e são os principais efectores da chamada imunidade celular. São originados a partir de células hematopoiéticas pluripotentes na medula óssea (assim como os demais leucócitos) e sofrem posterior maturação no timo. Nesse órgão, os linfócitos T adquirem os receptores de membrana específicos CD4 ou CD8, além de um TCR, que pode ser tanto formado por cadeias αβ quanto [[Linfócitos T gama/delta|γδ] .

Ap

O TCR (do inglês T cell receptor, ou seja receptor de células T), receptor específico dessas células, é formado a partir do processo de recombinação somática e é diferente em cada célula T. Dessa forma, a população dessas células é capaz de reconhecer uma variedade enorme de antígenos, capacitando os indivíduos para se defender das mais diversas ameaças. O TCR é intimamente ligado a a diversas proteínas, notavelmente o complexo CD3, importante para a ativação dessas células e as proteínas CD4 e CD8, responsáveis pelo reconhecimento da cadeia constante de MHC classe II e I, respectivamente, tendo papel na transdução desse sinal.[1]

Após a maturação no timo, os linfócitos são enviados para a circulação. A expressão de L-selectina, uma selectina, e de receptores de quimiocinas como CCR7, nos linfócitos virgens (ou seja, ainda não ativados com antígeno), permite o reconhecimento de adressinas expressas pelas células dos vasos sanguíneos em linfonodos (células das HEV). Essa ligação promove a migração da célula T para o parênquima do órgão, onde, na região paracortical, o contato com células apresentadoras de antígeno, permite que se inicie uma resposta imune a partir do reconhecimento de um antígeno. [2]

Há vários grupos de linfócitos T, destacando-se entre eles os Linfócitos T Auxiliares CD4+ (Helper) e Citotóxicos CD8. Dentre esses grupos, ainda há diversos subgrupos responsáveis por processos como memória imunológica e regulação do sistema imune . O segundo subgrupo, conhecido como "Tregs" expressa ou fator de transcrição FoxP3 ou FoxA1 [3] e são essenciais para a proteção do indivíduo contra doenças auto imunes como lupus e esclerose múltipla

Linfócito T auxiliar[editar | editar código-fonte]

O linfócito T auxiliar, CD4+, tem a função de coordenar a função de defesa imunológica contra vírus, bactérias e fungos, principalmente através da produção e liberação de citocinas e interleucinas. São capazes de estimular a resposta imune humoral através de ligação direta com linfócitos B, ativados através da expressão de MHC de classe II carregado com antígeno, que interagem com o TCR.

Linfócito T citotóxico[editar | editar código-fonte]

O linfócito T citotóxico, CD8+, tem como função principal a eliminação de células infectadas por parasitas intracelulares, nominalmente os vírus. Dentro dessas células, a produção de proteínas não pertencentes ao indivíduo são em parte processadas pelo proteassoma, produzindo peptídeos exógenos, que, após envio ao Retículo Endoplasmático Rugoso com auxílio da proteína TAP, são expostos na parte de fora da célula. Ao reconhecer um antígeno como não próprio, o linfócito citotóxico libera grânulos contendo perforinas e granzimas que causam dano direto às células adjacentes, além de fatores como o ligante de Fas e TNFα que induzem apoptose na célula alvo, prevenindo o espalhamento da infecção.[4]


Ícone de esboço Este artigo sobre sistema circulatório é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.



Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Abbas K, Lichtman S, Pillai: Cellular and Molecular Immunology. Seventh edition, Elsevier/Saunders 2012
  2. Traffic signals for lymphocyte recirculation and leukocyte emigration: the multi-step paradigm Springer,T.A. Cell (1994 ), Volume: 76 , Pages: 301-314
  3. Greg M Delgoffe & Dario A A Vignali, A Fox of a different color: FoxA1 programs a new regulatory T cell subset , Nature Medicine, doi:10.1038/nm.3493
  4. Roitt, I. , Brostoff, J., Maled, D; Immunology, Sixth edition , Mosby, 2001