The Chronic

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
The Chronic
Álbum de estúdio de Dr. Dre
Lançamento 15 de Dezembro de 1992
Gravação Junho de 1992
Death Row Studios
(Los Angeles, California)
Bernie Grundman Mastering
(Hollywood)
Gênero(s) G-funk
Duração 62:52
Gravadora(s) Death Row, Interscope, Priority
P1-50611
Produção Dr. Dre, Suge Knight (exec.)
Certificação Triple Platinum.png 3× Platina (RIAA)
Silver.png Prata (BPI)
Cronologia de Dr. Dre
Último
Último
2001
(1999)
Próximo
Próximo
Singles de The Chronic
  1. "Nuthin' but a 'G' Thang"
    Lançamento: 19 de Janeiro de 1993
  2. "Fuck wit Dre Day"
    Lançamento: 20 de Maio de 1993
  3. "Let Me Ride"
    Lançamento: 13 de Setembro de 1993

The Chronic é o primeiro álbum de estúdio do rapper e produtor Dr. Dre. Foi lançado em 15 de dezembro de 1992, em sua antiga marca própria, Death Row Records, e distribuído pela Priority Records. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame[1] Foi gravado por Dr. Dre após sua saída do N.W.A e sua gravadora Ruthless Records por uma disputa financeira, e consequentemente contém insultos diretos e subliminares a gravadora e a seu dono, o ex-membro do N.W.A Eazy-E. Apesar de ser um álbum solo, contém várias participações de Snoop Dogg, que usou o álbum para lançar sua própria carreira solo.

Desde seu lançamento, The Chronic recebeu críticas positivas da maioria dos críticos de música e também foi um sucesso de vendas. O álbum chegou ao número três na Billboard 200 e foi certificado como platina tripla pela RIAA, o que fez de Dr. Dre um dos dez artistas que mais venderam discos em 1993.[2] A produção de Dr. Dre tem sido notada por popularizar o sub gênero do gangsta rap, o g-funk. Em 2003, o álbum foi eleito o 137º melhor álbum de todos os tempos pela Rolling Stone.

Música[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

A produção em The Chronic foi vista como inovativa e pioneira, e recebeu aclamação universal dos críticos. Allmusic comentou sobre os trabalhos de Dr. Dre, "Aqui, Dr. Dre estabilizou seu som G-funk patenteado: batidas do Parliament-Funkadelic, vozes de fundo emotivas, e instrumentos ao vivo nas linhas de baixo com sintetizadores relinchantes[3] e que "Para os próximos quatro anos, foi virtualmente impossível escutar hip-hop da moda que não fosse afetado de algum jeito por Dr. Dre e seu G-funk patenteado.[4] Ao contrário de outros artistas de hip hop (como The Bomb Squad) que sampleavam muito, Dr. Dre usava apenas um ou poucos samples por canção.[5] No The Immortals - The Greatest Artists of All Time da Rolling Stone, onde Dr. Dre foi listado como número 54, Kanye West escreveu sobre a qualidade de produção do álbum: "The Chronic ainda é o hip-hop equivalente a Songs in the Key of Life de Stevie Wonder. É a referência com a qual você põe seu álbum contra se você for sério."[6]

Letras[editar | editar código-fonte]

As letras do álbum causaram alguma controvérsia, já que os assuntos principais incluiam homofobia e representações violentas. Foi notado que o álbum era uma "amálgama assustadora das gangues de rua da periferia que incluia políticas misoginistas e cenários vingativos violentos."[7]

Singles[editar | editar código-fonte]

Três singles foram lançados do álbum: "Nuthin' but a 'G' Thang", "Fuck wit Dre Day" e "Let Me Ride". "Nuthin' but a 'G' Thang" foi lançado como o primeiro single em 19 de Janeiro de 1993. Chegou ao número 2 na Billboard Hot 100 e número um na Hot R&B/Hip-Hop Singles & Tracks e Hot Rap Singles.[8] Vendeu mais de um milhão de cópias e a Recording Industry Association of America (RIAA) o certificou como Platina em 24 de Março de 1993.[9] A canção foi nomeada para Melhor Performance de Rap por um Duo ou Grupo nos Grammy Awards de 1994,[10] mas perdeu para "Rebirth of Slick (Cool Like Dat)" de Digable Planets. Steve Huey do Allmusic o chamou de "o single arquetípico do G-funk" e adicionou "O som, o estilo, e performances de "Nuthin' but a 'G' Thang" não se pareciam com nada na cena do hip-hop do começo dos anos 90."[11] Ele elogiou a performance de Snoop Dogg, dizendo que "o flow [de Snoop Dogg] era lacônico e relaxado, maciçamente confiante e capaz de rápidos trava línguas, mas friamente descontraído e quase sem esforço ao mesmo tempo".[11] Hoje é considerado uma das mais bem sucedidas canções de hip-hop/rap comercialmente e criticamente.

"Fuck wit Dre Day (and Everybody's Celebratin')" foi lançada como o segundo single em 20 de Maio de 1993 e como o single anterior, foi um hit em várias paradas. Chegou ao número oito na Billboard Hot 100 e número seis na Hot R&B/Hip-Hop Singles & Tracks.[8] Vendeu mais de 500.000 unidades e a RIAA o certificou como Ouro em 8 de Outubro de 1993.[9] O escritor do Allmusic Steve Huey disse que a canção foi um "single clássico de hip-hop" citando a produção de Dr. Dre como "impecável como sempre, unindo suas melodias de sintetizadores com uma hesitante e decrescente linha de baixo, uma bateria bombástica, e vocais femininos emotivos no fundo"[12] e mencionou Snoop Dogg, dizendo "Atitude foi uma coisa que Snoop tinha na barcada, sua entrega relaxada e arrastada projetando um controle intangível - soava lento mesmo quando não era, e isso ajudou a desenvolver a personalidade "Eu não tô nem aí" de Snoop."[12] A faixa contém insultos diretos ao rapper da costa leste Tim Dog, o líder do 2 Live Crew Luke, e o antigo cúmplice de Dre Eazy-E.

"Let Me Ride" foi lançado como um cassete single em 13 de Setembro de 1993.[13] Experimentou sucesso moderado nas paradas, alcançando o número 34 na Billboard Hot 100 e número três na Hot Rap Singles.[8] Este single deu a Dr. Dre o Grammy Award de Melhor Performance Solo de Rap nos Grammy Awards de 1994.[14] A revista Time notou que as estrofes de Dr. Dre foram entregados com uma "facilidade intimidante e hipnótica" e fez as canções parecerem com "a noite em uma larga avenida de L.A, cheia de possibilidades e ameaças".[15]

Influência[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Allmusic 5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svg[3]
Blender 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[16]
Robert Christgau (C+)[17]
Entertainment Weekly (A+)[18]
Los Angeles Times 3 de 4 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svg[19]
Rolling Stone 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg 1993[7]
Rolling Stone 5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svg 2004[20]
The Source 4.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar half.svg[21]
USA Today 3.5 de 4 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar half.svg[22]
The Washington Post (favorable)[23]

Após o fim do N.W.A, o 1º álbum solo de Dr. Dre o estabeleceu como uma das maiores estrelas do hip-hop de sua época[24] . Yahoo! escritor musical SL Duff escreveu sobre o impacto do álbum sobre o seu estatuto no hip hop, no momento, afirmando que "a reputação considerável de Dre baseia-se neste lançamento, juntamente com a sua técnica de produção em Snoop e seus primeiros trabalhos com o N.W.A.".[25] The Chronic trouxe o G-funk para o mainstream, um gênero definido por batidas lentas, baixos e sintetizadores melódicos, encimado por samples de P-funk, vocais femininos, e um estilo de cantar mais tranquilo e descontraído. O álbum leva o nome de uma gíria para uma variação da maconha um pouco mais sativa, comum na área de South Central Los Angeles. A capa do álbum é uma homenagem ao Zig-Zag mortalhas.

O álbum lançou as carreiras de artistas da West Coast hip hop, incluindo Snoop Doggy Dogg, Daz Dillinger, Kurupt, Nate Dogg e Warren G, todos eles atingiram carreiras de sucesso comercial. The Chronic é amplamente considerado como o álbum que redefiniu o hip hop da Costa Oeste, demonstrando o potencial comercial do gangsta rap como um produto multi-platina e estabeleceu o G-funk como o som mais popular da música hip hop por mais ou menos 7 anos, com Dr. Dre produzindo álbuns mais importantes que caracterizaram o seu estilo de produção.[4] O sucesso do álbum estabeleceu a Death Row Records como a gravadora de hip hop dominante na década de 1990. Ele foi re-lançado 3 vezes, primeiro como um CD remasterizado, então como um DualDisc remasterizado com som melhorado e quatro vídeos, e em 2009 como "The Chronic Re-Lit", com um DVD bônus contendo uma entrevista de 30 minutos e 7 faixas inéditas. Os singles "Fuck Wit Dre Day" e " Nuthin' but a 'G' Thang" estão em Grand Theft Auto: San Andreas, na fictícia estação de rádio Radio Los Santos. O vice-presidente sênior da Death Row Records, John Payne, veio recentemente a público dizer que o álbum seria relançado como The Chronic Re-Lit[26] . Payne afirmou: "Ele será remasterizado com mais músicas que foram feitas na mesma época, bem como um lote de imagens e arte. Estamos remasterizando para que ele funcione com a tecnologia de hoje, mas nós não estamos mudando os mixes ou fazendo qualquer outra coisa semelhante.

Faixas[editar | editar código-fonte]

# Título Compositor(es)[27] Cantor(es) Samples[27] Duração
1 "The Chronic" (Intro) Snoop Dogg, Dr. Dre, Colin Wolfe 1:57
2 "Fuck wit Dre Day (And Everybody's Celebratin')" Dr. Dre, Snoop Dogg, Colin Wolfe
  • First verse: Dr. Dre
  • Second verse: Snoop Dogg
  • Interlude: RBX
  • Third verse: Snoop Dogg, Dr. Dre
  • Outro: Snoop Dogg
  • Outro vocals: Jewell
4:52
3 "Let Me Ride" RBX, Snoop Dogg
  • Verses: Dr. Dre
  • Refrain: Snoop Dogg
  • Vocals: Ruben, Jewell
4:21
4 "The Day the Niggaz Took Over" Dr. Dre, RBX, Snoop Dogg, Dat Nigga Daz
  • Chorus: Snoop Dogg, RBX
  • First verse: Dat Nigga Daz
  • Second verse: Dr. Dre
  • Third verse: RBX
  • Fourth verse: Dat Nigga Daz
  • Fifth verse: Snoop Dogg
4:33
5 "Nuthin' but a 'G' Thang" Snoop Dogg
  • Dr. Dre, Snoop Dogg
3:58
6 "Deeez Nuuuts" Dr. Dre, Dat Nigga Daz, Snoop Dogg, Colin Wolfe, Nate Dogg
  • Intro: Warren G
  • Chorus: Snoop Dogg, Dr. Dre
  • First verse: Dr. Dre
  • Second verse: Dat Nigga Daz
  • Third verse: Dr. Dre
  • Outro: Nate Dogg
5:06
7 "Lil' Ghetto Boy" Snoop Dogg, D.O.C.
  • First verse: Snoop Dogg
  • Second verse: Dr. Dre
  • Third verse: Snoop Dogg
  • Backing vocals: Dat Nigga Daz
5:27
8 "A Nigga Witta Gun" D.O.C., Snoop Dogg
  • Dr. Dre
3:28
9 "Rat-Tat-Tat-Tat" Dr. Dre, Snoop Dogg
  • Intro: RBX
  • Verses: Dr. Dre
  • Chorus: Snoop Dogg, BJ
  • Outro: Snoop Dogg
3:48
10 "The $20 Sack Pyramid" (Skit) D.O.C., Snoop Dogg, Dr. Dre
  • Intro: Dr. Dre
  • Vocals: Snoop Dogg, Samara
  • Show host: Big Tittie Nickie
  • Contestant 1: The D.O.C.
  • Contestant 2: Samara
2:53
11 "Lyrical Gangbang" Kurupt, RBX, The Lady of Rage, Snoop Dogg, Dr. Dre, D.O.C. 4:04
12 "High Powered" Dr. Dre, RBX, Colin Wolfe
  • Intro: Dr. Dre
  • Backing vocals: Lady of Rage
  • Verses: RBX
  • Outro: Dat Nigga Daz
  • "Buffalo Gals" by Malcolm McLaren
2:44
13 "The Doctor's Office" (Skit) Dr. Dre, Kevin Lewis, Jewell, The Lady of Rage
  • Jewell, The Lady of Rage, Dr. Dre
1:04
14 "Stranded on Death Row" Kurupt, RBX, The Lady of Rage, Snoop Dogg
  • Intro: Bushwick Bill
  • First verse: Kurupt
  • Second verse: RBX
  • Third verse: The Lady of Rage
  • Fourth verse: Snoop Dogg
  • Outro: Bushwick Bill
4:47
15 "The Roach" (The Chronic Outro) RBX, The Lady of Rage, Dat Nigga Daz
  • Verses: RBX
  • Chorus: Emmage, Ruben
  • Backing vocals: Dat Nigga Daz, The Lady of Rage, Jewell
4:36
16* "Bitches Ain't Shit" Dr. Dre, Colin Wolfe, Snoop Dogg, D.O.C., Kurupt, Dat Nigga Daz
  • Chorus: Snoop Dogg
  • First verse: Dr. Dre
  • Second verse: Dat Nigga Daz
  • Third verse: Kurupt
  • Fourth verse: Snoop Dogg
  • Outro: Jewell
  • "Adolescent Funk" by Funkadelic
  • "Let's Get Small" by Trouble Funk
4:48

­


Desempenho nas paradas[editar | editar código-fonte]

Parada Melhor
posição
República da Irlanda Albums Top 75 48
Reino Unido Albums Top 75 43
Estados Unidos Billboard 200 3
Estados Unidos Billboard Top R&B/Hip-Hop Albums 1
Estados Unidos Billboard Top Indie Albums[28] 1

Referências

  1. 2007 National Association of Recording Merchandisers (em inglês) timepieces. (2007). Página visitada em 24/05/2010.
  2. Stephen Holden (January 12, 1994). The Pop Life. The New York Times. Accessed March 24, 2008.
  3. a b Huey, Steve. Review: The Chronic. Allmusic. Retrieved on 2009-08-12.
  4. a b Stephen Thomas Erlewine. Dr. Dre > Biography. Allmusic. Accessed March 5, 2008.
  5. Ethan Brown, (2005). Straight Outta Hollis, Queens Reigns Supreme: Fat Cat, 50 Cent, and the Rise of the Hip Hop Hustler. Anchor. ISBN 1400095239. "[Unlike] popular hip-hop producers like the Bomb Squad, Dre instead utilized a single sample to drive a song."
  6. Kanye West (April 7, 2005). The Immortals - The Greatest Artists of All Time. Rolling Stone. Accessed March 9, 2008. Arquivado em março 16, 2008 no Wayback Machine
  7. a b Nelson, Havelock. Review: The Chronic. Rolling Stone. Retrieved on 2009-08-12. Arquivado em junho 21, 2008 no Wayback Machine
  8. a b c The Chronic – Billboard Singles. Allmusic. Accessed March 6, 2008.
  9. a b RIAA Searchable database – Dr. Dre Singles. RIAA. Accessed March 7, 2008.
  10. Dr. Dre Timeline. Rock on the Net. Accessed March 22, 2008.
  11. a b Steve Huey. "Nuthin' But a "G" Thang" Review. Allmusic. Accessed March 6, 2008.
  12. a b Steve Huey. "Fuck Wit Dre Day" Review. Allmusic. Accessed March 6, 2008.
  13. Dr. Dre | Let Me Ride (Dirty Cassette Single) | Album. MTV. Accessed April 7, 2008.
  14. Grammy Searchable database – Dr. Dre
  15. All-TIME 100 Albums
  16. Pappademas, Alex. Review: The Chronic. Blender. Retrieved on 2009-08-12.
  17. Christgau, Robert. "Review: The Chronic". The Village Voice: March 1, 1994. Archived from the original on 2009-08-12.
  18. Columnist. "Review: The Chronic". Entertainment Weekly: 54. January 8, 1993.
  19. Gold, Jonathan. Review: The Chronic. Los Angeles Times. Retrieved on 2009-08-12.
  20. Hoard, Christian. "Review: The Chronic". Rolling Stone: 249. November 2, 2004.
  21. The Mind Squad (Matty C). "Review: The Chronic". The Source: 55. February 1993. Archived from the original on 2009-08-12.
  22. Gundersen, Edna. "Review: The Chronic". USA Today: 04.D. March 2, 1993.
  23. Griffin, Gil. "Review: The Chronic". The Washington Post: N.15. February 19, 1993.
  24. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas RapCentral
  25. Duff, S.L. Review: The Chronic. Yahoo! Music. Retrieved on 2009-08-12.
  26. Death Row To Re-Release “The Chronic”. HipHopDX. Accessed May 16, 2009.
  27. a b The Chronic: Credits. RapBasement.com. Retrieved on 2009-04-16.
  28. Billboard March 26, 1994 p.88