Antônio da Costa Santos

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Antônio da Costa Santos
Toninho do PT
Prefeito de Campinas Bandeiracampinas.jpg
Período de governo 1 de janeiro de 2001
até 10 de setembro de 2001
Antecessor(a) Francisco Amaral
Sucessor(a) Izalene Tiene
Vice-Prefeito de Campinas Bandeiracampinas.jpg
Período de governo 1989-1992
Vida
Nascimento 14 de junho de 1952
São Paulo, SP
Morte 10 de setembro de 2001 (49 anos)
Campinas, SP
Dados pessoais
Primeira-dama Roseana M. Garcia
Partido PT

Antônio da Costa Santos (São Paulo, 04 de março de 1952Campinas, 10 de setembro de 2001), mais conhecido como Toninho do PT, foi um arquiteto, professor universitário e político brasileiro.

Filiado ao PT, exercia o cargo de prefeito de Campinas quando foi assassinado a tiros, às 22h15 do dia 10 de setembro de 2001.

Toninho estava há apenas oito meses no cargo de prefeito de Campinas. Sua atuação contra o crime organizado e as reduções em até 40% nos valores pagos em contratos a empresas de serviços como merenda escolar e limpeza urbana, somadas à insistência do prefeito em desalojar casas para a ampliação do aeroporto de Viracopos lhe renderam várias ameaças – o que reforça a hipótese de crime político.

Um inquérito policial concluiu que o prefeito, durante uma viagem que fazia de automóvel, foi morto sem nenhum motivo além do fato de cruzar por acaso com um bando de criminosos que na ocasião passava pelo local. O carro do prefeito teria inadvertidamente fechado o veículo dos bandidos e por causa disso eles atiraram na direção do prefeito. A última das três balas atingiu Toninho na artéria aorta, matando-o instantaneamente. Minutos antes, ele passara em uma loja do Shopping Iguatemi para retirar ternos que havia comprado.

A família de Toninho não se conformou com o resultado do inquérito policial e pediu novas investigações. Os familiares do prefeito morto acreditam que o crime teve motivação política, bem como colegas de partido como José Genoíno, que declarou na ocasião que o assassinato de Toninho fora motivado por suas enérgicas ações contra o narcotráfico campineiro.

Curiosamente, Toninho teve um mau pressentimento pouco antes de sua morte. Num discurso no Palácio dos Jequitibás, a sede da Prefeitura de Campinas, ele reafirmou que, caso algo lhe acontecesse, a primeira pessoa a assumir o cargo seria sua vice-prefeita, Izalene Tiene. Outro detalhe é que a cobertura de sua morte foi quase completamente ofuscada pelos ataques de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos, ocorridos na manhã seguinte ao dia da sua morte.

Em 2011, nas celebrações que marcaram 10 anos de seu assassinato, a antiga Estação Ferroviária de Campinas recebeu o nome de Estação Cultura Prefeito Antônio da Costa Santos.

Casa Grande e Tulha[editar | editar código-fonte]

Em 1978, Antônio da Costa Santos adquiriu o lote que continha o conjunto arquitetônico e histórico conhecido como Casa Grande e Tulha, vindo a restaurá-lo e a residir nela, utilizando-a como fonte de pesquisa para estudar a evolução urbana da cidade[1] . A propriedade veio a ser tombada em nível nacional pelo IPHAN em 2011[2] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Prefeitura Municipal de Campinas. Casa Grande e Tulha. Visitado em 21 de julho de 2012.
  2. Portal RAC (06 de setembro de 2011). Patrimônio tomba a casa onde viveu Toninho. Visitado em 21 de julho de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Francisco Amaral
Prefeito de Campinas
Campinas

janeiro a setembro de 2001
Sucedido por
Izalene Tiene