Antipaladino

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Anti-paladino, ou algoz, é um personagem de RPG (Role Playing Game), cruel e desleal, nunca se importando com as pessoas em seu caminho.

Visão Geral[editar | editar código-fonte]

Morte e Vingança[editar | editar código-fonte]

Antigos paladinos podem tornar-se algozes também, o que ocorre comumente após desrespeitarem o seu código de honra.[1] Uma vez que os paladinos são leais, bondosos e justos, algozes são justamente o contrário. Seus poderes passam a ser o oposto à de um paladino. Algozes costumam usar armaduras na maioria de cores negras. Geralmente são as pessoas por trás de carnificinas e guerras, se aliando a assassinos e demônios, sendo o braço direito deles numa guerra.

Origens Criativas[editar | editar código-fonte]

Em termos gerais, a noção que temos hoje do arquétipo da classe conhecida como "Anti-Paladino" ou "Cavaleiro da Morte", se originou, de duas criações distintas que convergiram para o mesmo fim: a antítese sombria do paladino.

  • Como Anti-Paladino:

Na revista Dragon Magazine, edição nº 39, surgiu o Anti-Paladino (Anti-Paladin, em inglês).

Um artigo, em julho de 1980, introduziu um novo NPC (Personagem do Mestre) para Dungeons & Dragons, que seria o oposto malvado do Paladino, o Anti-Paladino (Anti-Paladin). O artigo afirmou: "O Anti-Paladino representa tudo o que é mesquinho, baixo e desprezível na raça humana".

No [[Edições de Dungeons & Dragons|Dungeons & Dragons 3.0 & 3.5 edition (2000-2002/2003-2007), surgiu o Algoz (Blackguard, no original em inglês).

No Dungeon Master’s Guide (Livro do Mestre) da 3ª edição, o “Anti-Paladino” surge através de uma Prestige Class (Classe de Prestígio) chamada Blackguard (Algoz, na tradução editorial para o Brasil).

As Prestige Classes no Dungeon Master's Guide foram as primeiras Classes de Prestígio consideradas parte das regras básicas para o jogo. A 3ª edição do Dungeon Master's Guide continha seis Classes de Prestígio originais; Dentre os quais, estava contida o Algoz (Blackguard). A revisão 3.5 do jogo, manteve esses seis, e adicionou mais dez.

Algozes (Blackguards), na 3ª edição, são dedicados campeões do mal; mecanicamente, eles são, de muitas maneiras, semelhantes a um tipo de um “Paladino Reverso”. Ou seja, o Algoz (Blackguard), em termos de sistema, é similar a uma versão mais nova dos antigo "Anti-Paladino", que é seu semelhante. Os Algozes (Blackguards) podem ser de qualquer alinhamento maligno; Os Algozes originários de “Paladinos Caídos” ganham habilidades adicionais.

  • Como Cavaleiro da Morte:

Na época do Advanced Dungeons & Dragons 1st edition (1977-1988), surgiu o Cavaleiro da Morte (Death Knight, em inglês).

Charles Stross criou o Cavaleiro da Morte (Death Knight) em 1981 para o suplemento de AD&D chamado Fiend Folio, que era um tipo de compêndio de monstros. Em um review na revista White Dwarf Magazine, Jamie Thomson referiu-se ao Cavaleiro da Morte (Death Knight) como uma das adições mais interessantes no livro, "uma espécie de paladino malvado".

Na época do Advanced Dungeons & Dragons 2nd edition (1989-1999), No momento em que a segunda edição de AD&D foi introduzida, o Cavaleiro da Morte tornou-se uma figura importante no cenário de Dragonlance Campaign Setting, com Lord Soth sendo um grande vilão para o cenário. O Cavaleiro da Morte apareceu pela primeira vez nesta edição no Apêndice Monstrous Compendium Dragonlance (1990), e foi relançado no Monstrous Manual (1993). Em Tales of the Lance - Boxed Set (1992) para o cenário de Dragonlance detalha os Cavaleiros da Morte de Krynn (Death Knight Of Krynn) ainda mais, no livro "World Book of Ansalon". O Cavaleiro da Morte também desempenha um papel proeminente no módulo The Apocalypse Stone (2000), um dos produtos finais da 2ª edição.

No Dungeons & Dragons 5th edition (2015-), o Cavaleiro da Morte (Death Knight) é apresentado no Monster Manual da 5ª edição de Dungeons & Dragons.

  • Outros Jogos:

Outros jogos, principalmente RPGs Eletrônicos e MMORPGs, contribuíram para a concepção e desenvolvimento dessa classe. Tendo um destaque maior a séries de jogos da empresa Blizzard conhecida como Warcraft, e, principalmente, a expansão de World Of Warcraft conhecida como "Wrath Of The Lich King", onde os jogadores poderiam jogar com a classe heroica chamada: Cavaleiro da Morte (Death Knight). Outros MMORPGs possuem esta classe disponível pra jogar, o nome da classe pode variar de jogo pra jogo mas o conceito básico é o mesmo: um amaldiçoado cavaleiro de armadura negra e poderes sombrios.

Alguns exemplos:

    • World Of Warcraft: Death Knight (Cavaleiro da Morte)
    • Final Fantasy: Dark Knight (Cavaleiro das Trevas)
    • Lineage 2: Hell Knight (Cavaleiro do Inferno)

Características de Classe[editar | editar código-fonte]

A seguir temos uma noção geral das características e habilidades comuns da classe anti na maioria dos jogos de RPG.

Arauto Amaldiçoado[editar | editar código-fonte]

Exemplo de Algoz que podemos citar é o de Arthas da série Warcraft, que era um Paladino que acabou sendo corrompido pela força das trevas se tornando um Cavaleiro da Morte.

Assim como um Paladino, o Cavaleiro da Morte sabe usar todos os tipos de armaduras, sendo preferencial o uso de armaduras pesadas de placas e, dependendo do sistema de RPG, também porta escudos. Assumindo um papel mais agressivo, o Cavaleiro da Morte geralmente empunha uma arma com as duas mãos para causar o maior dano em combate. Por vezes, o Cavaleiro da Morte pode assumir um papel mais defensivo no combate, aí neste caso, variando de sistema pra sistema, o uso de escudos é algo viável. Mas, a fim de continuar passando uma "impressão ameaçadora", novamente variando de sistema pra sistema, nesta classe, muitas vezes o Cavaleiro da Morte abdica do uso de escudos para empunhar uma outra arma na mão inábil de forma mais defensiva ou algum implemento profano na mão secundária a fim de aumentar suas defesas e/ou habilidades e dons sombrios.

O Cavaleiro da Morte sabe usar todos os tipos de armas simples, comuns e marciais corpo a corpo ou à distância. Sendo de sua preferência o uso de armas corpo a corpo marciais como machados de guerra, espadas longas, de duas mãos, maças, e, muito frequentemente, manguais.

A fonte principal dos poderes do Cavaleiro da Morte é divina. Mas diferente dos poderes do Paladino, que é de origem sagrada, positiva, luminosa, a manifestação dos poderes do cavaleiro da morte é profana, negativa e sombria, obtida através de maldições, necromancia, devoção a divindades sombrias de planos inferiores ou simplesmente as trevas e ao insaciável desejo de vingança. Assim como o Paladino, o Cavaleiro da Morte pode assumir a função no combate de "Agressor" (Dano)" ou Defensor" (Tanque), sempre na linha de frente do combate como um combatente corpo-a-corpo. Mas, diferentemente do paladino, que usa seus poderes sagrados para curar seus aliados, o Cavaleiro da Morte usa seus poderes profanos com o intuito de causar ainda mais dano e dor aos seus inimigos, sendo a função de "Líder/Suporte" (Cura), uma função inviável para o Cavaleiro da Morte.

Fontes de Poder[editar | editar código-fonte]

  • Magia Divina, Profana, Sombria

Implementos, Focos[editar | editar código-fonte]

  • Símbolos Profanos, Tomos Amaldiçoados, Armas Profanadas.

Funções no Combate[editar | editar código-fonte]

  • Agressor (Dano)
  • Defensor (Tanque)

Tipos de Armadura[editar | editar código-fonte]

Placas/Pesada (Preferencial), Malha/Média, Couro/Leve, Tecido e (dependendo do RPG) Escudos.

Tipos de Armas[editar | editar código-fonte]

  • Espadas
  • Maças
  • Machados
  • Manguais
  • Armas de Haste

Personagens Notáveis[editar | editar código-fonte]

Segue abaixo alguns personagens ilustres de alguns jogos que representam esta classe:

  • Lord Soth, de Dragonlance.
  • Balok, The Black Knight, de Iron & Blood: Warriors Of Ravenloft.
  • Lady Aribeth de Tylmarande, de Neverwinter Nights.
  • Scyllua Darkhope, de Forgotten Realms.
  • Cecil Harvey, de Final Fantasy IV.
  • Sidurgu Orl, de Final Fantasy XIV.
  • Grão-Lorde Darion Mograine, de World Of Warcraft.
  • Príncipe Arthas Menethil, de World Of Warcraft.

Referências[editar | editar código-fonte]

Notas


  1. Domingos S. Neto (5 de fevereiro de 2006). «Dungeon Master's Guide II (resenha)». RedeRPG 
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