Antipapa João XXIII

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Antipapa João XXIII
Nascimento 1370
Nápoles
Morte 22 de dezembro de 1419 (49 anos)
Florença
Sepultamento Florença
Alma mater Universidade de Bolonha
Ocupação padre católico
Religião cristianismo

João XXIII nascido Baldassare Cossa (Nápoles, a cerca de 1370 - Florença, 22 de dezembro de 1419) foi Antipapa de 1410 a 1415, que figura em muitas listas de papas.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Foi corsário na mocidade, mas depois estudou na Universidade de Bolonha. Entrou no serviço da Igreja Católica durante o pontificado de Gregório XII (1406-1415). Cardeal em 1402. Eleito e sagrado em Bolonha, em 1410, para suceder ao antipapa Alexandre V, o primeiro papa cismático eleito em Pisa, de cuja morte seus inúmeros desafetos sempre o acusaram de não ser de todo inocente. Foi sua eleição reconhecida com a adoção do nome de João XXII, pela França, Inglaterra, parte da Itália e da Alemanha.

Vários historiadores atribuem sua ascensão ao trono pontifício por influência e ingerência direta do rei Luís II, Duque de Anjou, que buscava a todo custo controlar o poder dos Papas.

O ano de 1410 apenas refletiu um período particularmente conturbado para a Igreja; um Grande Cisma enchia de dúvidas a toda a Cristandade com o aparecimento de até três papas (o de Roma, os de Avinhão e o de Pisa).

Levado a Roma pelas armas do rei Ladislau de Nápoles, foi aclamado enfim pelos seus partidários como o pontífice João XXII, o bispo de Roma, Vigário de Cristo na Terra. Não foi papa legítimo. Seu nome e seu retrato figuram nos catálogos e medalhões, por causa das dúvidas de então. Aliado a Luís II de Anjou, lutou contra o rei da Sicília e opôs-se a Gregório XII, papa legítimo de Roma, e a Bento XIII, antipapa de Avinhão.

Reuniu um Concílio em Roma, em 1413, no qual condenou os livros de John Wycliffe.

Em 1414, inaugurou o Concílio de Constança, que de tão solene e grandioso para a Cristandade, contou com a proteção do piedoso imperador Sigismundo. Chegou ao evento, o antipapa João XXII com magnificente cortejo. Vendo-se, porém, alvo de justas recriminações, fugiu disfarçado. Retratou-se depois de seu erro, submetendo-se à decisão do Concílio de Constança que terminou com o Grande Cisma do Ocidente. Foi deposto e aprisionado no ano seguinte, 1415.

Libertado em 1418, reconheceu Martinho V como verdadeiro Papa e, retornando da Alemanha, onde estivera encarcerado desde sua deposição, foi ele nomeado Cardeal-bispo de Frascati e deão do Sacro Colégio.

Baldassare Cossa viveu até o final de seus dias dignamente como Cardeal e morreu em 1419, sendo sepultado com honras em Florença. O Vaticano reconhece sua sucessão por Martinho V em 1417.

O outro antipapa, Pedro de Luna, que se intitulava Bento XIII, perseverou no cisma, embora o imperador Sigismundo tivesse ido pessoalmente procurá-lo na Espanha para sanar o erro. Morreu em 1424, na sua "Corte pontifícia", nomeando novos "Cardeais".

Quadro dos Pontífices da época[editar | editar código-fonte]

  1. Papa Urbano VI (1378-1389)
  2. Papa Bonifácio IX (1389-1404)
  3. Papa Inocêncio VII (1404-1406)
  4. Papa Gregório XII (deposto em Pisa e abdicou em Constança. Falecido em 1417).
  1. Antipapa Clemente VII (1378-1394)
  2. Antipapa Bento XIII (1394-1424). Este antipapa chamado Pedro de Luna foi deposto em Pisa e deposto em Constança, no ano de 1424, permanecendo impenitente ante a fé católica apostólica romana até sua morte no mesmo ano.
  1. Antipapa Alexandre V (1409-1410)
  2. Antipapa João XXII

O Papa Gregório XII aprovou o Concílio de Constança, e depois solenemente abdicou pelo bem da Igreja Católica. Eleito o Papa Martinho V, que pôs fim ao Cisma do Ocidente, residiu em Roma e foi reconhecido como único Pontífice em 1417.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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