Tapeçaria

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Tapeçaria, Museus Capitolinos, Roma.

A tapeçaria define-se como uma técnica de tecelagem manual na qual o tecido é produzido pelo entrelaçamento de linhas, sobre uma estrutura de fios de urdidura montados num tear. Este entrelaçar das linhas no urdume é realizado de forma a esconder totalmente a urdidura [1].

As Tapeçarias de Pastrana são um conjunto de tapeçarias que constituem um dos melhores exemplos da manufatura de Tournai do século XV.

História[editar | editar código-fonte]

A tapeçaria é uma técnica milenar, sendo os mais antigos exemplares que chegaram aos nossos dias oriundos da civilização egípcia. Apesar desta técnica ter sido praticada em vários países ao longo dos séculos, este termo é normalmente utilizado para designar a tapeçaria europeia que atingiu o seu apogeu num período que vai desde o século XIV ao século XVIII.

A tapeçaria floresceu na Europa durante a idade média devido à abundância de lã e pela quantidade de mão de obra disponível. As tapeçarias mais antigas, normalmente produzidas em conventos e destinada as igrejas, têm temática religiosa. Com o tempo, os tapetes começaram a ser mais usados nos castelos. Esses tapetes laicos incorporam lendas, fábulas pagãs e temas de romance de cavalaria (A dama e o unicórnio, O Rei Arthur, etc.).

O alto-liço ou pente liço é considerado o mais difícil e mais apreciado, apareceu na França em 1302 e em Arras por volta de 1313. A fama das tapeçarias flamengas se espalhou por toda a Europa. Promoviam grandes exposições comerciais e a manufatura de Flandres abastecia extensa clientela.

Pintores como Andrea Mantegna, Rafael e Rubens realizaram cartões que foram utilizados como modelos para produção de tapeçarias. Após a invenção dos corantes químicos e dos processos industriais de fabricação de tapetes, no século XX, a tapeçaria artesanal foi revalorizada pelo movimento britânico Arts and Crafts e pelos modernistas.

Referências

  1. Lennard, Frances (2005). Tapestry Conservation: Principles and Practice. London: [s.n.]