Ave Sangria

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Ave Sangria
Informação geral
Origem Recife, Pernambuco
País Brasil
Gênero(s) rock psicodélico, baião, rock progressivo
Período em atividade 1969 - 1974
2014 - atualmente
Integrantes Marco Polo
Ivson Wanderley
Almir de Oliveira
Zé da Flauta
Júnior do Jarro
Gilú Amaral
Juliano Holanda
Ex-integrantes Israel Semente Proibida
Agrício Noya
Ivson Wanderley
Paulo Rafael
Página oficial www.avesangria.com

Ave Sangria é um conjunto musical brasileiro de rock psicodélico, um dos principais expoentes da cena musical psicodélica pernambucana dos anos 1970, junto com Alceu Valença, Flaviola e O Bando do Sol, Lula Côrtes, Marconi Notaro e Lailson.[1][2]

História[editar | editar código-fonte]

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

A maior parte dos seus músicos nasceu e viveu a vida toda na Vila dos Comerciários, região pobre de Recife. O embrião da banda surgiu em 1968, quando Almir conheceu o cantor Marco Polo, que dividiu com Almir a função de compor as músicas da banda. O baixista tocava covers em conjuntos de bailes, mas ele queria mesmo era trabalhar de forma autoral, o mesmo que Marco, e houve uma identificação rápida entre a dupla.[3]

Inicialmente chamado de Tamarineira Village (em referência ao Greenwich Village de Nova York e ao bairro da Zona Norte do Recife). Durante 1973, o grupo chegou a se apresentar com esse nome em Salvador, Natal e João Pessoa.[3]

O conjunto mudou de nome por sugestão de uma cigana que os integrantes conheceram no interior da Paraíba.[4] Era formado por Marco Polo (vocais), Ivson Wanderley (guitarra solo e violão), Paulo Raphael (guitarra base, sintetizador, violão, vocal), Almir de Oliveira (baixo), Israel Semente (bateria) e Agrício Noya (percussão). Dessa primeira formação surgiu o álbum Ave Sangria, gravado no Rio de Janeiro em maio e lançado em junho de 1974.[3]

O álbum ficou apenas um mês e meio nas lojas – em agosto ele foi proibido pela Ditadura. O grupo foi alvo da censura do governo militar,[2] com questionamentos morais à canção "Seu Waldir".[5] A ilustração da capa do primeiro disco da banda sofreu modificações, sendo definida pelos integrantes como um "papagaio drag queen".[6]

As últimas performances da banda aconteceram no Teatro de Santa Isabel, no centro do Recife,[7] em 28 e 29 de dezembro de 1974.[3]

Retorno 40 anos depois[editar | editar código-fonte]

Em 2014, a banda se reuniu para realizar shows comemorativos aos 40 anos do seu álbum.[8] O primeiro deles aconteceu em 2 de setembro, no Teatro de Santa Isabel. A apresentação acabou rendendo shows Brasil afora, incluindo o festival Psicodália, em 2015, em Santa Catarina.[5] Também nesta época, o álbum é relançado em CD e vinil, além do áudio do show Perfumes y baratchos, famoso por ser a última performance da banda. [7]

Em 26 de abril de 2019,[5] 45 anos após o lançamento do primeiro álbum, voltaram ao mercado fonográfico com Vendavais, disco que contou com 3 integrantes da formação original: Almir, Marco Pólo e Paulo Rafael (morto em 2021). O disco apresentou 11 músicas inéditas, compostas entre 1972 e 1974, mas até então inéditas em disco.[8] O disco foi eleito um dos 25 melhores álbuns brasileiros do primeiro semestre de 2019 pela Associação Paulista de Críticos de Arte.[9]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Atuais[editar | editar código-fonte]

Ex-integrantes[editar | editar código-fonte]

  • Israel Semente - bateria, percussão e backing vocal (1969-1982 - falecido em 1990)
  • Agrício Noya - percussão (1969-1979 - falecido em 2015)
  • Ivinho - guitarra (1969-1979, 2014 - falecido em 2015)
  • Paulo Rafael - guitarra (n. 1955 - m. 2021)[10]

Músicos de apoio em turnê[editar | editar código-fonte]

  • Zé da Flauta - flauta transversal
  • Ebel Perrelli - percussão (2009-atualmente)
  • Nando Barreto - baixo e backing vocal (2009-atualmente)
  • Jerimum - percussão (2010-2012)
  • Marco da Lata - baixo e backing vocal (2011)
  • Cris Rás - guitarra (2011)
  • André Sette - teclados (2011)
  • Rodrigo Duplicata - bateria (2011)
  • Breno Lira - guitarra (2009-2011)
  • Cassio Sette - teclado e backing vocal (2009-2011)
  • Wellington Santana - baixo e backing vocal (2009)

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Álbuns ao vivo[editar | editar código-fonte]

  • 1974 - Perfumes e Baratchos

Compactos[editar | editar código-fonte]

  • 1974 - O Pirata - RCA
  • 1975 - Lá Fora - RCA

Singles[editar | editar código-fonte]

  • 2020 - Janeiro

Bootlegs[editar | editar código-fonte]

  • 2009 - Tamarineira Village 1975 - ao vivo em Recife - CD Kopka

Referências

  1. «Ave Sangria». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 10 de março de 2013 
  2. a b Nunes, Gabriel. «13 "heróis desconhecidos" do rock nacional Ave Sangria - "Geórgia, A Carniceira" (1974)». Rolling Stone Brasil. Grupo Spring de Comunicação. Consultado em 16 de junho de 2017 
  3. a b c d «Ave Sangria: o voo e a queda dos ícones da psicodelia nordestina». NOIZE | Música do site à revista. 2 de setembro de 2014. Consultado em 30 de maio de 2021 
  4. «Ave Sangria lançará disco ao vivo com último show histórico de 1974». Revista O Grito!. UOL. 8 de agosto de 2014 
  5. a b c Continente, Revista. «Ave Sangria retoma seu voo em 'Vendavais'». Revista Continente. Consultado em 30 de maio de 2021 
  6. Camila Holanda e Marcos Sampaio (4 de outubro de 2011). «Ave Sangria: um escândalo psicodélico pernambucano». O Povo 
  7. a b Continente, Revista. «Ave Sangria: O desbunde, 40 anos depois». Revista Continente. Consultado em 30 de maio de 2021 
  8. a b «Ave Sangria, cultuada banda psicodélica da década de 1970, lança o primeiro álbum em 45 anos». G1. Consultado em 30 de maio de 2021 
  9. Antunes, Pedro (16 de agosto de 2019). «Os 25 melhores discos de 2019 até agora, segundo a APCA [LISTA]». Rolling Stone Brasil. Grupo Perfil. Consultado em 2 de janeiro de 2021 
  10. «Morre aos 66 anos Paulo Rafael, guitarrista de Alceu Valença». G1. Consultado em 22 de agosto de 2021 
Flag of Brazil.svgGuitarra masc.png Este artigo sobre uma banda ou grupo musical do Brasil é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]