Cabeça de cuia

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Cabeça de Cuia é uma lenda da região nordeste do Brasil, mais precisamente criada no estado do Piauí.[1]

A lenda do Cabeça de Cuia trata-se da história de Crispim, um jovem pescador que morava nas margens do rio Parnaíba.[2] e de família muito pobre.

Em uma das épocas de poucos peixes no rio devido às suas cheias, Crispim e sua mãe sofriam com a fome.

Conta a lenda que certo dia, Crispim saiu cedo para pescar, porém naquele dia nada conseguiu do rio. Sua mãe se compadecendo com a situação, foi pedir à vizinha algo para que pudesse fazer o almoço de seu filho. Porém a única coisa que lhe foi oferecido foi um osso de boi, assim, a mãe de Crispim fez uma sopa rala, sem carne, com o osso apenas para dar gosto à agua, que vinha misturada com farinha em forma de pirão.

Nesse dia, ao voltar cansado e frustrado da pescaria Crispim pediu à mãe o que comer e ao se deparar com a sopa de ossos, se revoltou, e no meio da discussão com sua mãe, atirou o osso contra ela, atingindo-a na cabeça e matando-a. Antes de morrer sua mãe lhe amaldiçoou a ser um monstro, que ficaria vagando entre os rios, 6 meses no Parnaíba e 6 meses no Poty dia e noite e só se libertaria da maldição após devorar sete Marias virgens. Tomado pela culpa de ter matado sua mãe, Crispim, desesperado, põe-se a correr. Enquanto corre, sua cabeça começa a crescer, ao passo que seus cabelos se transformam em lodo. Por onde passa as pessoas caçoam daquela cabeça imensa, chamando-o “cabeça de cuia”, dando início à lenda, e Crispim, sem encontrar remédio para sua sorte, lança-se nas águas do rio, onde teria se afogado.

Porém, seu corpo nunca foi encontrado e, até hoje[quando?], as pessoas mais antigas proíbem suas filhas virgens de nome Maria de lavarem roupa ou se banharem nas épocas de cheia do rio. Alguns moradores da região afirmam que o Cabeça de Cuia, além de procurar as virgens, assassina os banhistas do rio e tenta virar embarcações que passam por ali. Outros também asseguram que Crispim ou, o Cabeça de Cuia, procura as mulheres por achar que elas, na verdade, são sua mãe, que veio ao rio Parnaíba para lhe perdoar. Mas, ao se aproximar, e se deparar com outra mulher, ele se irrita novamente e acaba por matá-la. O Cabeça de Cuia, até hoje, não conseguiu devorar nem uma virgem de nome Maria.

A Prefeitura de Teresina instituiu, em 2003, o Dia do Cabeça de Cuia, a ser comemorado na última sexta-feira do mês de abril.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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