Cabeça de Cuia
As referências deste artigo necessitam de formatação. (fevereiro de 2025) |

Cabeça de Cuia é uma lenda brasileira da região Nordeste, mais precisamente contada no estado do Piauí, ao longo da bacia do rio Parnaíba.[3]
Há várias versões de lendas que envolvem a figura do Cabeça de Cuia. Em uma das lendas mais difundidas trata-se da história de Crispim, um jovem pescador que morava às margens do rio Parnaíba.[4]
A lenda do Cabeça de Cuia ganhou notoriedade no Piauí no final do século XIX.[5][6]
Em 3 de outubro de 2023, a Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) aprovou um projeto de lei que reconhece a lenda do Cabeça de Cuia como Patrimônio Cultural Imaterial do Piauí.[7][8] Em 23 de outubro de 2023, o projeto foi sancionado pelo governador do estado, Rafael Fonteles.[9]
Descrição
[editar | editar código]O Cabeça de Cuia é uma figura lendária do folclore brasileiro, especialmente do estado do Piauí. A lenda narra a trajetória de Crispim, um jovem magro, cabeludo e oriundo de uma família pobre, que vivia próximo às margens do rio Parnaíba, no município de Teresina, capital do Piauí. Certo dia, ao deparar-se com uma refeição escassa preparada por sua mãe, ele teria se enfurecido e atirado um osso de boi contra a cabeça dela, causando sua morte. Antes de falecer, a mãe o amaldiçoou, condenando-o a vagar dia e noite pelos rios Parnaíba e Poti sob a forma de uma criatura com uma cabeça grande, semelhante a uma cuia, daí o nome "Cabeça de Cuia". A lenda ainda afirma que Crispim só poderia quebrar a maldição após devorar sete moças virgens chamadas Maria. Após ser amaldiçoado, ele teria corrido em direção ao rio Parnaíba e se lançado nas águas, afogando-se. No entanto, seu corpo nunca foi encontrado, alimentando a crença de que ele continua vagando pelos rios da região, procurando virgens, assassinando banhistas e virando embarcações.[10][11][12]
Ver também
[editar | editar código]Bibliografia
[editar | editar código]- Câmara Cascudo; Geografia dos Mitos Brasileiros; Editora Global, 2001.
- Fontes Ibiapina; Passarela de Marmotas, COMEPI, 1975.
- Rafael Nolêto; "Mitologia Piaga", Clube de Autores, 2019.
- Reinaldo Coutinho; Cabeça de Cuia: Monstro ou ET?, Edições do autor, 2002.
Referências
- ↑ «Escrava Luminosa e Cabeça de Cuia, conheça as lendas populares que aterrorizaram gerações no Piauí». G1. 13 de maio de 2022. Consultado em 12 de março de 2025
- ↑ «Cabeça-de-Cuia: monstro ou ET? – Portal Piracuruca - Desvendando o Piauí». Portal Piracuruca. 10 de abril de 2014. Consultado em 12 de março de 2025
- ↑ «Cabeça de Cuia - Lendas e Mitos». Só História. Consultado em 12 de março de 2025
- ↑ [1]
- ↑ «Escrava Luminosa e Cabeça de Cuia, conheça as lendas populares que aterrorizaram gerações no Piauí». G1. 13 de maio de 2022. Consultado em 12 de março de 2025
- ↑ «Projeto de lei reconhece lenda do 'Cabeça de Cuia' como patrimônio cultural imaterial do Piauí; conheça a história». G1. 4 de outubro de 2023. Consultado em 12 de março de 2025
- ↑ «Projeto de lei reconhece lenda do 'Cabeça de Cuia' como patrimônio cultural imaterial do Piauí; conheça a história». G1. 4 de outubro de 2023. Consultado em 12 de março de 2025
- ↑ «Lei reconhece a lenda do "Cabeça de Cuia" como patrimônio cultural». Assembleia Legislativa do Piauí. Consultado em 12 de março de 2025
- ↑ «Lei estadual indica Cânion do Rio Poti e Lenda do Cabeça de Cuia como Patrimônio Cultural Imaterial do Piauí». pi.gov. 24 de outubro de 2023. Consultado em 12 de março de 2025
- ↑ MELHORAMENTOS, Editora (1998). Michaelis: Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: Melhoramentos. p. 374. ISBN 85-06-02759-4
- ↑ «Escrava Luminosa e Cabeça de Cuia, conheça as lendas populares que aterrorizaram gerações no Piauí». G1. 13 de maio de 2022. Consultado em 12 de março de 2025
- ↑ «Cabeça de Cuia - Lendas e Mitos». Só História. Consultado em 12 de março de 2025