Corpo-seco

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Zombie haiti ill artlibre jnl.png

Corpo-seco é uma lenda que faz parte do folclore brasileiro. Em outros estados, também é chamado de Unhudo, por ter longas e afiadas garras em suas mãos.

Diz a lenda que o Corpo-seco aparece em qualquer hora do dia, ou da noite. Quando é de dia, o Corpo-seco se move pelos matos e florestas. Ele também é bastante avistado em áreas rurais. O horário em que ele se revela é entre 00:00 até as 04:00 da manhã, depois desse horário somente é possível ouvir ele se movimentar pelas árvores.

Corpo-seco ou Unhudo, é um suposto garoto que passou a vida batendo, agredindo e respondendo seus pais. Quando morreu, nem o céu e nem o inferno o aceitaram, então teve que ficar na terra, mas ele não ficou tanto tempo enterrado, pois a terra o "cuspiu" e virou uma criatura maligna que fica grudada nos troncos das árvores e perambula em áreas urbanas, apavorando e colocando terror nas pessoas com seu corpo em decomposição. Dizem que ele se liberta das árvores entre 20:00 horas da noite. Cada pessoa que passa perto dele, ele dá um abraço mortal, pois tem unhas compridas e esmaga a pessoa no seu abraço ou até então arrasta para dentro da mata para matar. Há também outras lenda sobre ele, diz que ele era um fazendeiro muito egoísta, que apanhava suas frutas para que todos não pegassem e depois de morto fica cuidando das suas próprias frutas e mata qualquer um que chegue perto do seu pomar.

No interior do Paraná há uma variante desta lenda: conta-se que, quando uma pessoa passa perto do corpo-seco, ele pula na pessoa e suga todo o seu sangue. Se não passar ninguém perto, ele vai morrer, porque se alimenta do sangue humano (semelhante a um vampiro).

Há ainda relatos do corpo-seco no estado do Amapá, Paraná, Amazonas, Minas Gerais, São Paulo no Nordeste brasileiro e em alguns países africanos de língua portuguesa, Também houve aparições do corpo-seco relatadas por soldados zimbabuanos durante a missão UNAVEM III em Angola e na região Centro-Oeste do Brasil, principalmente.

Em Ituiutaba, interior de Minas Gerais, há uma variação desta lenda, onde conta-se que o corpo-seco depois de ser expulso pela terra várias vezes é levado por bombeiros à uma aparente caverna em uma serra que fica ao sul do município. Dizem que quem passa à noite pela estrada de terra que caminha por orla, ladeira a "serra do corpo-seco", consegue ouvir os gritos da criatura ecoando de dentro da caverna. A mãe foi amaldiçoada antes de morrer, por ter sido usada como "cavalo" pelo filho.

Até hoje, há um dito popular: "Quem bate na mãe fica com a mão seca".

O escritor brasileiro Jeferson Santiago de França reconta essa lenda no livro Corpo-seco, segundo volume da Série Folclore Brasileiro.

Referências

Ícone de esboço Este artigo sobre mitologia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.