Cidade inteligente

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Uma Cidade inteligente (CI) é uma área urbana que usa tipos diferentes de sensores eletrônicos da Internet das Coisas (IoT) para coletar dados e usá-los para gerenciar recursos e ativos eficientemente. Incluindo dados coletados de cidadãos, dispositivos que são processados ​​e analisados ​​para monitorar e gerenciar sistemas de tráfego e transporte[1], usinas de energia, redes de abastecimento de água, gerenciamento de saneamento básico, detecção de crimes, sistemas de informação, escolas, livrarias, hospitais e diversos outros serviços para a comunidade.[2][3]

O conceito de cidade inteligente integra a tecnologia da informação e comunicação (TIC), vários dispositivos físicos conectados à rede IoT para otimizar a eficiência das operações e serviços da cidade e conectar-se aos cidadãos. [4] [5] A tecnologia da cidade inteligente permite que as autoridades da cidade interajam diretamente com tanto a infraestrutura da comunidade e da cidade como monitorem o que está acontecendo na cidade e como a cidade está evoluindo. As Tecnologias de informação e comunicação são usadas para melhorar a qualidade, desempenho e interatividade dos serviços urbanos, reduzir custos e consumo de recursos e aumentar o contato entre cidadãos e governo. [6][7]As cidades inteligentes podem ajudar tanto o poder público a reconhecer problemas em tempo real, quanto o cidadão a produzir informações, auxiliando a mapear, discutir e enfrentar essas dificuldades. Uma CI pode, portanto, estar mais preparada para responder a desafios do que uma com um simples relacionamento "passivo" com seus cidadãos. [8] No entanto, o próprio termo permanece pouco claro para suas especificidades e, portanto, aberto a muitas interpretações, vulnerável à mudanças. [9]

As principais mudanças tecnológicas, econômicas e ambientais geraram interesse em cidades inteligentes, incluindo mudança climática, reestruturação econômica, mudança para consumo por varejo e entretenimento on-line, populações envelhecidas, crescimento da população urbana e pressões nas finanças públicas. [10] A União Europeia (UE) dedicou esforços constantes à elaboração de uma estratégia para alcançar um crescimento urbano 'inteligente' para as cidades e regiões metropolitanas. [11][12]A UE desenvolveu uma série de programas no âmbito da "Agenda Digital da Europa"[13] . Em 2010, destacou o seu foco no fortalecimento da inovação e do investimento em serviços de TIC, com o objetivo de melhorar os serviços públicos e a qualidade de vida. Estimativas da Arup é de que o mercado global de serviços urbanos inteligentes será de US$ 400 bilhões por ano até 2020. [14]Exemplos de tecnologias e programas de cidades inteligentes foram implementados em Cingapura, [15] cidades inteligentes na: Índia, [16][17]Dubai, [18] Milton Keynes[19], Southampton, [20] Amsterdã, [21] Barcelona,[22] ​​[23] Madri, Estocolmo [24], Copenhague, China [25] e Nova York.[26]


Conceitos[editar | editar código-fonte]

Podem ser encontradas na literatura pelo menos cinco descrições do que seja uma cidade inteligente:

  1. Uma CI muitas vezes é definida como uma reconstrução virtual de uma cidade, ou como uma cidade virtual (Droege, 1997). [27]. O termo já foi usado como um equivalente de cidade digital, cidade da informação, 'cidade conectada', telecidade, cidade baseada no conhecimento, comunidade eletrônica, espaço comunitário eletrônico etc., cobrindo uma ampla gama de aplicações eletrônicas e digitais, relacionadas ao espaço digital de cidades e comunidades (MIMOS).
  2. Um outro significado foi dado pela World Foundation for Smart Communities (ou "Fundação Mundial de Comunidades Inteligentes"), que associa cidades digitais ao crescimento inteligente, um tipo de desenvolvimento baseado nas tecnologias da informação e comunicação. "Uma Comunidade Inteligente é uma comunidade que fez um esforço consciente para usar a tecnologia da informação para transformar a vida e o trabalho dentro de seu território de forma significativa e fundamental, em vez de seguir uma forma incremental" (California Institute for Smart Communities, 2001). [28]
  3. Uma CI também pode ser definida como um ambiente inteligente, que embute tecnologias da informação e da comunicação (TIC) que criam ambientes interativos, que trazem a comunicação para o mundo físico. A partir desta perspectiva, uma cidade inteligente (ou em termos mais gerais um espaço inteligente) se refere a um ambiente físico no qual as tecnologias de comunicação e de informação, além de sistemas de sensores, desaparecem à medida que se tornam embutidos nos objetos físicos e nos ambientes nos quais vivemos, viajamos e trabalhamos (Steventon e Wright, 2006).[29]
  4. Uma cidade inteligente também é definida como um território que traz sistemas inovativos e TIC dentro da mesma localidade. O Forum de comunidades inteligentes (2006) [30] desenvolveu uma lista de indicadores que criam um quadro conceitual para a compreensão de como as comunidades e regiões podem ganhar vantagem competitivas na economia de hoje, que pode ser chamada de Economia da Banda Larga. Para se ter uma cidade inteligente (CI) é necessário combinar: (1) oferta ampla de banda larga para empresas, prédios governamentais e residências; (2) educação, treinamento e força de trabalho eficazes para oferecer trabalho do conhecimento; (3) políticas e programas que promovam a democracia digital, reduzindo a exclusão digital, para garantir que todos setores da sociedade e seus cidadãos se beneficiem da revolução da banda larga; (4) inovação nos setores público e privado e iniciativas para criar agrupamentos econômicos e capital de risco para apoiar o desenvolvimento de novos negócios; e (5) marketing do desenvolvimento econômico efetivo que alavanque a comunidade digital, para que ela atraia empregados e investidores talentosos.
  5. Na mesma linha, cidades (ou comunidades, clusters, ou regiões) inteligentes são aqueles territórios caracterizados pela alta capacidade de aprendizado e inovação, que já é embutida na criatividade de sua população, suas instituições de geração de conhecimento, e sua infra-estrututura digital para comunicação e gestão do conhecimento. A característica distintiva de uma cidade inteligente é o grande desempenho no campo da inovação, pois a inovação e a solução de novos problemas são recursos distintivos da inteligência (Komninos 2002[31] and 2006[32]).
  6. Por vezes, o conceito de cidades inteligentes se cruza com outros, como os de cidades resilientes e cidades conectadas. Mas a alternância nas ideias defendidas por esses conceitos não significa necessariamente uma frivolidade intelectual, mas sim um entendimento da cidade num determinado momento.

As três dimensões das cidades inteligentes[editar | editar código-fonte]

As cidades inteligentes evoluem na direção de uma forte integração de todas dimensões da inteligência: humana, coletiva e artificial, disponíveis em uma cidade. Elas são construídas como aglomerados multi-dimensionais, combinando as três principais dimensões (Komninos 2006, 17-18; Komninos 2008, 122-123).

A primeira dimensão está ligada às pessoas da cidade: a inteligência, inventividade e criatividade dos indivíduos que vivem e trabalham na cidade. Esta perspectiva foi descrita por Richard Florida (2002)[33] como ‘cidade criativa’, que agrega os valores e desejos da ‘nova classe criativa’, constituída pelo talento e conhecimento de cientistas, artistas, empresários, capitalistas de risco, além de outras pessoas criativas, que têm enorme impacto na determinação de como é organizado o espaço de trabalho e, portanto, se as companhias vão prosperar, e se a cidade vai se desenvolver ou não.

A segunda dimensão tem a ver com a inteligência coletiva da população de uma cidade: 'a capacidade de comunidades humanas cooperarem intelectualmente na criação, na inovação e na invenção'; 'o aprendizado e o processo criativo coletivos realizado através de trocas de conhecimento e de criatividade intelectual'; 'a capacidade de um grupo se organizar para decidir a respeito de seu próprio futuro e controlar as formas de atingi-lo em contextos complexos' (Atlee 2004).[34] Esta dimensão é baseada nas instituições da cidade que permitem a cooperação no conhecimento e na inovação.

A terceira dimensão é relacionada com a inteligência artificial embutida no ambiente físico da cidade, e disponível para sua população: a infra-estrutura de comunicação, os espaços digitais e as ferramentas públicas para a solução de problemas disponíveis para a população da cidade.

Assim, o conceito de "cidade inteligente" integra todas as três dimensões mencionadas de uma aglomeração: seus espaços físicos, a institucionais e digitais. Consequentemente, o termo "cidade inteligente" descreve um território com

  1. atividades bem desenvolvidas relacionadas a conhecimento, ou grupos de tais atividades;
  2. rotinas embutidas de cooperação social, permitindo o que o conhecimento e o know-how sejam adquiridos e adaptados;
  3. um conjunto desenvolvido de infra-estrutura de comunicação, espaços digitais e ferramentas de conhecimento e inovação; e
  4. uma habilidade comprovada de inovar, gerenciar e resolver problemas que apareçam pela primeira vez, uma vez que a capacidade de inovar e gerenciar a incerteza são os fatores críticos para se medir inteligência.


Cenário brasileiro (BRASIL)[editar | editar código-fonte]

O Brasil está no meio do caminho no processo de construir cidades inovadoras e, no mínimo, mais agradáveis de se viver. É o que revela o novo ranking Connected Smart Cities, da consultoria Urban Systems,que avaliou cerca de 700 municípios para apontar os 50 mais desenvolvidos nesse sentido. O Ranking tem como objetivo identificar fatores relevantes para desta forma temos o crescimento sustentável dos municípios e apontar as cidades brasileiras com maior potencial de desenvolvimento. [35]

O Rio de Janeiro (RJ) conquistou a primeira colocação com 29,9 pontos, de um total de 63, classificando-se como a cidade brasileira mais inteligente e conectada. Além disso, a cidade faturou a primeira posição nas categorias Tecnologia e Inovação e Economia.

“O desenvolvimento urbano na cidade do Rio de Janeiro é uma realidade que salta aos olhos, com grandes projetos e investimentos focados no princípio do espaço público útil, democrático, acolhedor e seguro. Partindo dessa premissa, avançamos no conceito de cidade integrada, valorizando bairros que antes se encontravam fora do eixo mais turístico do Rio e, principalmente, conectando-os a outras regiões e aos próprios cariocas. Além de chancelar nossas decisões e mostrar que estamos no caminho certo, o Ranking é um estímulo à busca de novas soluções e aprimoramento das existentes”, ressalta o secretário de Coordenação de Governo da Prefeitura do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Teixeira.

São Paulo (SP) - Com população de aproximadamente 12 milhões de habitantes, a segunda colocada no Ranking Geral foi a cidade de São Paulo (SP), com 29,36 pontos. A metrópole também liderou no segmento de Mobilidade, que considerou aspectos como transporte urbano (indicadores de transporte coletivo, idade da frota e meios de transporte público de massa), acessibilidade (rampas de acesso para cadeirantes e ciclovias) e conectividade (do município a outros, nos modelos intermunicipal rodoviário e aéreo).

Segundo o ex prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, o conceito de cidade está em gradual transformação para os moradores. “Para avançar nessa questão foi preciso reconhecer que São Paulo sofreu, ao longo das décadas, uma privatização de seus espaços, que gerou um impacto muito negativo na vida urbana. A cidade, que deveria ser um lugar de encontro, passou a ser um espaço de isolamento. Nesse sentido, a aprovação do novo Plano Diretor Estratégico, em 2014, foi fundamental para iniciar um processo de transformação mais profunda. Ele orienta o desenvolvimento da cidade nos próximos 15 anos e prevê a revisão da Lei de Zoneamento”, explica Haddad.

Belo Horizonte (BH) - Reconhecida como uma cidade que possui parte de seus sistemas integrados, a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, faturou a terceira colocação no ranking geral. Somando pontuação de 28,91, a capital mineira classificou-se como a melhor opção no segmento de Meio Ambiente. O prefeito do município, Marcio Lacerda, acredita que, nos últimos anos, Belo Horizonte tem sido protagonista de ações e políticas públicas que contemplam áreas estratégicas para um crescimento sustentável e para melhorias significativas da qualidade de vida. “São investimentos em áreas como a saúde, mobilidade, educação, meio ambiente, tecnologia e urbanismo. E tudo o que tem sido feito tem como base o Planejamento Estratégico BH 2030, elaborado em 2009 e que vem sendo permanentemente aperfeiçoado. Trata-se de um conjunto de seis grandes objetivos estratégicos que a cidade está perseguindo em direção ao futuro desejado por todos os seus moradores”, pontua.

Ainda no Ranking Geral de Cidades Inteligentes e Conectadas, a melhor colocada na faixa populacional de 100 a 500 mil habitantes foi São Caetano do Sul (SP), que também alcançou o primeiro lugar no segmento Segurança. Na categoria com até 100 mil habitantes, Nova Lima (MG) foi a campeã. [36]

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

As Cidades Inteligentes são uma prioridade nas políticas da União Europeia e de Portugal, nomeadamente na estratégia de reindustrialização, na Agenda Digital e nas estratégias nacionais e regionais de inovação para uma especialização inteligente. Em Portugal, foi criada em 2013 a Rede “Smart Cities Portugal”, que tem como objectivos:

  1. Promover o desenvolvimento e produção de soluções urbanas inovadoras, de forma integrada, com vista à estruturação da oferta e sua valorização nos mercados internacionais
  2. Potenciar a participação das empresas e cidades portuguesas no mercado das cidades inteligentes
  3. Afirmar a imagem de Portugal como espaço de concepção, produção e experimentação de produtos e serviços para cidades inteligentes.[37]

Referências

  1. «Connected Vehicles in Smart Cities: The Future of Transportation». interestingengineering.com (em inglês). 16 de novembro de 2018. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  2. McLaren, Duncan; Agyeman, Julian (20 de novembro de 2015). Sharing Cities: A Case for Truly Smart and Sustainable Cities (em inglês). [S.l.]: MIT Press. ISBN 9780262029728 
  3. Musa, Dr Sam. «Smart City Roadmap» (em inglês) 
  4. Cohen, Boyd (10 de agosto de 2015). «The 3 Generations Of Smart Cities». Fast Company (em inglês). Consultado em 11 de outubro de 2019 
  5. Peris-Ortiz, Marta; Bennett, Dag R.; Yábar, Diana Pérez-Bustamante (5 de outubro de 2016). Sustainable Smart Cities: Creating Spaces for Technological, Social and Business Development (em inglês). [S.l.]: Springer. ISBN 9783319408958 
  6. «Aplicativos são aposta para cidades inteligentes e mais próximas da população». Gazeta do Povo. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  7. Lemos, André (22 de abril de 2013). «Cidades inteligentes». GV EXECUTIVO. 12 (2): 46–49. ISSN 1806-8979. doi:10.12660/gvexec.v12n2.2013.20720 
  8. Innovation and Skills, United Kingdom Department for Business (Outubro 2013). «Smart Cities: Background Paper» (PDF) (em inglês). United Kingdom Department for Business. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  9. «Smart city». Wikipedia (em inglês). 10 de outubro de 2019 
  10. «Department for Business, Innovation and Skills». Wikipedia (em inglês). 18 de setembro de 2019 
  11. «Inderscience Publishers - linking academia, business and industry through research». www.inderscience.com. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  12. «Inderscience Publishers - linking academia, business and industry through research». www.inderscience.com. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  13. metenar (5 de outubro de 2012). «Digital Agenda for Europe: key publications». Digital Single Market - European Commission (em inglês). Consultado em 11 de outubro de 2019 
  14. «Department for Business, Innovation and Skills». Wikipedia (em inglês). 18 de setembro de 2019 
  15. «Singapore best performing 'smart city' globally: Study». CNA (em inglês). Consultado em 11 de outubro de 2019 
  16. «Estaria o plano da Índia de construir 100 cidades inteligentes fadado ao fracasso?». ArchDaily Brasil. 14 de março de 2018. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  17. Government of India, Ministry of Urban Development (june 2015). «Mission Statement & Guidelines» (PDF). Smart City: Mission Transformation. Consultado em 11 10 2019  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  18. «Smart Dubai 2021». Smart Dubai 2021 (em inglês). Consultado em 11 de outubro de 2019 
  19. «Home». MK:Smart (em inglês). Consultado em 11 de outubro de 2019 
  20. «SmartCities card». www.southampton.gov.uk (em inglês). Consultado em 11 de outubro de 2019 
  21. «Amsterdam Smart City». Amsterdam Smart City (em inglês). Consultado em 11 de outubro de 2019 
  22. «Barcelona Ciutat Digital». Barcelona Ciutat Digital (em catalão). Consultado em 11 de outubro de 2019 
  23. «O PLANO DE MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL QUE BUSCA DIMINUIR O USO DO AUTOMÓVEL EM MADRI». Smart City Laguna. 3 de maio de 2017. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  24. «The Smart City - City of Stockholm». international.stockholm.se. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  25. «ZTE involved in more than 150 smart city projects across China». RCR Wireless News (em inglês). 30 de junho de 2016. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  26. Intersection. «LinkNYC». LinkNYC (em inglês). Consultado em 11 de outubro de 2019 
  27. Droege, P. (ed.), (1997) Intelligent Environments -- Spatial Aspect of the Information Revolution, Oxford, Elsevier.
  28. California Institute for Smart Communities, (2001) Ten Steps to Becoming a Smart Community Arquivado em 29 de novembro de 2014, no Wayback Machine..
  29. Steventon, A., and Wright, S. (eds), (2006) Intelligent spaces: The application of pervasive ICT, London, Springer.
  30. Intelligent Community Forum, (2006) What is an Intelligent Community Arquivado em 4 de abril de 2008, no Wayback Machine..
  31. Komninos, N. (2002) Intelligent Cities: Innovation, knowledge systems and digital spaces, London and New York, Routledge.
  32. Komninos, N. (2006) The Architecture of Intelligent Cities[ligação inativa], Conference Proceedings Intelligent Environments 06, Institution of Engineering and Technology, pp. 53-61.
  33. Florida, R. (2002) The Rise of the Creative Class and how It's Transforming Work, Leisure, Community and Everyday Life, New York: Basic Books.
  34. Atlee, T. (2004) Definitions of Collective Intelligence Arquivado em 1 de junho de 2009, no Wayback Machine., Blog of Collective Intelligence.
  35. http://exame.abril.com.br/brasil/as-50-cidades-mais-inteligentes-do-brasil-em-2016/
  36. http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2015/julho/as-tres-cidades-mais-inteligentes-do-brasil/
  37. «Smart Cities Portugal». página oficial. Consultado em 23 de dezembro de 2016 

Ver também[editar | editar código-fonte]