Dryas iulia

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D. iulia, subespécie alcionea, em vista superior (acima) e inferior (abaixo).

D. iulia, subespécie alcionea, em vista superior (acima) e inferior (abaixo).
D. iulia, subespécie moderata.
D. iulia, subespécie moderata.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Subordem: Papilionoidea
Família: Nymphalidae
Subfamília: Heliconiinae[1]
Tribo: Heliconiini[2]
Género: Dryas
Hübner, [1807][1]
Espécie: D. iulia
Nome binomial
Dryas iulia
(Fabricius, 1775)[1]
Ilustração de D. iulia, mostrando a sua crisálida e a lagarta, em uma planta de Passiflora.
Sinónimos
Papilio iulia Fabricius, 1775
Papilio delila Fabricius, 1775
Papilio fucatus Boddaert, 1783
Colaenis iulia Dyar, 1903
Dryas julia (sic)[1]
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Dryas iulia

Dryas iulia (erroneamente denominada Dryas julia, com "j", e conhecida popularmente por Julia, Flambeau[2] ou Labareda)[3] é uma borboleta neotropical da família Nymphalidae e subfamília Heliconiinae[1], nativa do sul dos Estados Unidos até o norte do Uruguai e Argentina.[4] É a única espécie do seu gênero (táxon monotípico). Foi classificada por Johan Christian Fabricius, com a denominação de Papilio iulia, em 1775.[1]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Indivíduos desta espécie possuem as asas longas e estreitas e são de coloração laranja[5] ou amarelo escuro[6], vistos por cima, com uma faixa amarronzada, mais ou menos pronunciada[7], cruzando a parte superior das asas anteriores e outra bem menor, formando um triângulo agudo, logo acima.[5] Apresentam leve dimorfismo sexual, com as fêmeas maiores e mais escuras que os machos.[8][9] Vistos por baixo, apresentam padrão de folha seca, com ou sem manchas.[10]

Hábitos[editar | editar código-fonte]

Borboletas Dryas iulia geralmente são vistas voando em trilhas de florestas úmidas e decíduas, mas são comumente encontradas em áreas abertas e antrópicas, como clareiras florestais, pastagens, ao longo das margens dos rios e em jardins floridos. Se alimentam, muitas vezes coletivamente, de substâncias mineralizadas retiradas de pedras, do solo[11], de frutos[12] e de substâncias retiradas de flores como a Lantana camara.[13][2]

Ovo, lagarta, crisálida e planta-alimento[editar | editar código-fonte]

Os ovos de Dryas iulia são colocados em plantas do gênero Passiflora (Maracujá) e são de coloração amarela a laranja-opaca. As suas lagartas passam por cinco estágios[4] e, em seu último estágio larvar, são de coloração predominantemente branca a creme, com listras negras, manchas avermelhadas na lateral, e com projeções espinescentes sobre a superfície.[14] Segundo Otero, elas são agressivas e canibais.[11] A crisálida não é uniforme em sua coloração, constituída por diversas tonalidades de marrom e cinza.[4]

Subespécies[editar | editar código-fonte]

D. iulia possui catorze subespécies:[1]

  • Dryas iulia iulia - Descrita por Fabricius em 1775, de exemplar proveniente de Porto Rico ("America", na descrição).
  • Dryas iulia fucatus - Descrita por Boddaert em 1783, de exemplar proveniente da República Dominicana.
  • Dryas iulia delila - Descrita por Fabricius em 1775, de exemplar proveniente da Jamaica ("America", na descrição).
  • Dryas iulia alcionea - Descrita por Cramer em 1779, de exemplar proveniente do Suriname.
  • Dryas iulia dominicana - Descrita por Hall em 1917, de exemplar proveniente da Dominica.
  • Dryas iulia framptoni - Descrita por Riley em 1926, de exemplar proveniente de São Vicente e Granadinas.
  • Dryas iulia lucia - Descrita por Riley em 1926, de exemplar proveniente de Santa Lúcia.
  • Dryas iulia carteri - Descrita por Riley em 1926, de exemplar proveniente das Bahamas.
  • Dryas iulia moderata - Descrita por Riley em 1926, de exemplar proveniente de Honduras.
  • Dryas iulia nudeola - Descrita por Bates em 1934, de exemplar proveniente de Cuba.
  • Dryas iulia warneri - Descrita por Hall em 1936, de exemplar proveniente de São Cristóvão e Nevis.
  • Dryas iulia martinica - Descrita por Enrico & Pinchon em 1969, de exemplar proveniente da Martinica.
  • Dryas iulia largo - Descrita por Clench em 1975, de exemplar proveniente da Flórida (EUA).
  • Dryas iulia zoe - Descrita por Miller & Steinhauser em 1992, de exemplar proveniente das ilhas Cayman.

Diferenciação entre espécies[editar | editar código-fonte]

As borboletas Dryas iulia podem facilmente ser confundidas com a espécie Dione juno, da mesma subfamília, diferindo por sua maior envergadura, pelo padrão de manchas escuras das asas anteriores e por não apresentar as manchas em prata que esta última espécie apresenta, em baixo. Também podem ser confundidas com Eueides aliphera, sendo esta última menor e apresentando asas anteriores mais arredondadas, ou com Marpesia petreus, em voo.

Referências

  1. a b c d e f g Savela, Markku. «Dryas / Dryas iulia» (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. p. 1. Consultado em 21 de outubro de 2016. 
  2. a b c Hoskins, Adrian. «Julia, or Flambeau - Dryas iulia (Fabricius, 1775)» (em inglês). Learn about butterflies. p. 1. Consultado em 21 de outubro de 2016. 
  3. SANTOS, Eurico (1985). Zoologia Brasílica, vol. 10. Os Insetos 2ª ed. Itatiaia [S.l.] p. 45. 
  4. a b c d Paim, Antonio C.; Kaminski, Lucas A.; Moreira, Gilson R. P. (Março de 2004). «Morfologia externa dos estágios imaturos de heliconíneos neotropicais: IV. Dryas iulia alcionea (Lepidoptera, Nymphalidae, Heliconiinae. Iheringia, Sér. Zool. vol.94 no.1. p. 1. Consultado em 21 de outubro de 2016. 
  5. a b MDS, Pablo (15 de julho de 2012). «Julia or Flambeau - Dryas iulia» (em espanhol). Flickr. p. 1. Consultado em 21 de outubro de 2016. 
  6. Warren, Andrew; Stangeland, Mike; Davis, Kim (2009). «Dryas iulia nudeola, macho» (em inglês). Butterflies of America. p. 1. Consultado em 22 de outubro de 2016. 
  7. Warren, Andrew; Stangeland, Mike; Davis, Kim (2009). «Dryas iulia moderata, macho» (em inglês). Butterflies of America. p. 1. Consultado em 21 de outubro de 2016. 
  8. «Dryas iulia alcionea (Cramer, 1779)» (em inglês). Lepidoptera Brasiliensis. 13 de janeiro de 2013. p. 1. Consultado em 21 de outubro de 2016. 
  9. Cubero, Rolando (2011). «Dryas iulia moderata» (em inglês). Butterflies of America. p. 1. Consultado em 21 de outubro de 2016. «♀ ♂ COSTA RICA: Barva de Heredia, 1200m, 02-VIII-2011» 
  10. Warren, Andrew; Stangeland, Mike; Davis, Kim (2011). «Dryas iulia delila, fêmea» (em inglês). Butterflies of America. p. 1. Consultado em 21 de outubro de 2016. 
  11. a b OTERO, Luiz Soledade; MARIGO, Luiz Claudio (1990). Borboletas. Beleza e comportamento de espécies brasileiras 1ª ed. Marigo Comunicação Visual [S.l.] p. 25. ISBN 85-85352-01-9. 
  12. Young, Brandy (21 de abril de 2013). «Julia - Dryas iulia» (em inglês). Flickr. p. 1. Consultado em 21 de outubro de 2016. 
  13. Pustjens, Maartje (23 de junho de 2012). «Dryas iulia» (em inglês). Flickr. p. 1. Consultado em 21 de outubro de 2016. 
  14. Cubero, Rolando (2011). «Dryas iulia moderata, lagarta» (em inglês). Butterflies of America. p. 1. Consultado em 21 de outubro de 2016. «Last instar larva COSTA RICA: Barva de Heredia, 1200m, 05-XI-2011» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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