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Idi Amin: diferenças entre revisões

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Foi um dos [[ditador]]es mais sanguinários da África, tendo sido denunciado dentro e fora do continente por matar dezenas de milhares de pessoas durante seu governo. Algumas estimativas dizem que o número ultrapassa as trezentas mil pessoas. Muitos ugandenses acusavam o ex-campeão de boxe de manter cabeças decepadas no frigorífico, de alimentar crocodilos com cadáveres, de ter desmembrado uma de suas esposas (Kay Adroa foi encontrada esquartejada dentro do porta-malas de um carro), de mutilar pessoas e deixá-las sangrar até morrer e manter prisioneiros enterrados em buracos fundos cheios de água gelada até morrerem lentamente de frio. Alguns{{Quem?|data=Outubro de 2015}} diziam que praticava [[canibalismo]].
 
Rompeu relações diplomáticas com [[Israel]] sem um motivo aparente (depois alegou que o governo israelense desejava invadir o Uganda, mas nunca apresentou provas sobre tal especulação), e quando o grupo palestino [[Setembro Negro]] atacou onze atletas de Israel em [[Munique]], enviou um telegrama a [[Kurt Waldheim]], na época [[secretário-geral da ONU]], onde elogiou [[Adolf Hitler]], dizendo que fizera bem em [[Holocausto|assassinar 6 milhões de judeus]].<ref>KLEIN, p. 238.</ref> Em um dos atos mais notórios do seu regime, ele declarou "guerra econômica" no país e ordenou a expulsão de 60 mil asiáticos, a maioria comerciantes de origem [[Índia|indiana]] e [[Paquistão|paquistanesa]], e de vários judeus e cidadãos estrangeiros, principalmente europeus. Num de seus comentários chegou a se oferecer para tornar-se rei da [[Escócia]] e liderar seus súditos para conquistar a independência do [[Reino Unido]].<ref>{{citar web | url=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft1708200315.htm. | título= Título ainda não informado (favor adicionar) | publicado=www1.folha.uol.com.br }}Página visitada em 24 de setembro de 2014.</ref> Foi recebido, em [[1975]], pelo [[Papa Paulo VI]] como chefe em exercício da [[Organização da Unidade Africana]]. Foi notícia internacional em [[1976]] quando, depois do sequestro de um avião da [[Air France]] por terroristas palestinos e da intervenção das [[Forças de Defesa de Israel]] (FDI) na operação militar conhecida como [[Operação Entebbe]] (ocorrida no aeroporto de [[Entebbe]] - nome do aeroporto onde se sucederam os fatos, que fica nos arredores de Kampala, a 37 km do centro da cidade), foram libertados todos os reféns com exceção de um (uma senhora idosa, posteriormente executada a mando de Amin como retaliação pelo ocorrido). O ataque deixou 31 mortos, entre eles 20 ugandenses, uma intervenção que foi encarada como uma humilhação pessoal, pois Idi Amin na ocasião declarava-se neutro para a imprensa internacional, quando na verdade apoiava os sequestradores palestinos.
 
Foi notícia internacional em [[1976]] quando, depois do sequestro de um avião da [[Air France]] por terroristas palestinos e da intervenção das [[Forças de Defesa de Israel]] (FDI) na operação militar conhecida como [[Operação Entebbe]] (ocorrida no aeroporto de [[Entebbe]] - nome do aeroporto onde se sucederam os fatos, que fica nos arredores de Kampala, a 37 km do centro da cidade), foram libertados todos os reféns com exceção de um (uma senhora idosa, posteriormente executada a mando de Amin como retaliação pelo ocorrido). O ataque deixou 31 mortos, entre eles 20 ugandenses, uma intervenção que foi encarada como uma humilhação pessoal, pois Idi Amin na ocasião declarava-se neutro para a imprensa internacional, quando na verdade apoiava os sequestradores palestinos.
 
Rompeu em [[1976]] relações diplomáticas com o [[Reino Unido]] e, dois anos depois, fracassa um atentado contra ele nos subúrbios de Kampala. Após os assassinatos do bispo Luwum e dos ministros Oryema e Oboth Ofumbi em 1977, vários ministros e integrantes do governo de Amin ou desertaram ou fugiram do país.<ref name=bishop>{{citar jornal|url=http://www.ugandaobserver.com/new/archives/2006arch/features/spec/feb/spec200602161.php |título=Not even an archbishop was spared |arquivourl=http://web.archive.org/web/20071012152659/http://ugandaobserver.com/new/archives/2006arch/features/spec/feb/spec200602161.php |arquivodata=12 de outubro de 2007 |obra=The Weekly Observer |data=16 de fevereiro de 2006}}</ref> Em 1978, o apoio ao general Amin, dentro e fora de Uganda, havia declinado e, com a economia e a infraestrutura da nação entrando em colapso devido a má gestão, fez com que o número de inimigos do seu regime aumentasse. Em novembro de 1978, o vice do presidente Amin, o general [[Mustafa Adrisi]], foi gravemente ferido em um suspeito acidente de carro. As tropas leais a ele decidiram se amotinar. Idi Amin enviou forças do exército para enfrentar os amotinados, mas muitos já haviam fugido para a Tanzânia.<ref name=LOC_Rule_Under_Amin>{{citar web|obra=Federal Research Division |publicado=United States Library of Congress |título=Country Studies: Uganda: Military Rule Under Amin |acessodata=8 de agosto de 2009 |url=http://lcweb2.loc.gov/frd/cs/ugtoc.html#ug0159}}</ref> Amin acusou o presidente daquele país, [[Julius Nyerere]], de agressão contra Uganda, e ordenou a invasão de partes do território da [[Tanzânia]] e formalmente [[Guerra Uganda-Tanzânia|anexou]] uma seção da [[Kagera (região)|região de Kagera]].<ref name=LOC_Rule_Under_Amin/><ref name="Idi-otic" />
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