Guaiamu

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Cardisoma guanhumi na Praia do Monte Woodford, em Dominica

Cardisoma guanhumi na Praia do Monte Woodford, em Dominica
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Crustacea
Classe: Malacostraca
Ordem: Decapoda
Infraordem: Brachyura
Superfamília: Grapsoidea
Família: Gecarcinidae
Género: Cardisoma
Espécie: C. guanhumi
Nome binomial
Cardisoma guanhumi
Latreille, 1828
Um grupo de guaiamus
Guardando a toca

O guaiamu (Cardisoma guanhumi)[1] é um caranguejo da família dos gecarcinídeos. Esse crustáceo pode ser encontrado deste o estado da Flórida, nos Estados Unidos, até a Região Sudeste do Brasil, quase sempre em locais entre o manguezal lamacento e a área de transição entre este e a mata, normalmente são terrenos arenosos e úmidos.

No Brasil, tal crustáceo está ameaçado de extinção em várias partes de seu território, sobretudo devido à caça predatória e à destruição do seu habitat. Em virtude disso, várias atitudes governamentais vêm sendo tomadas, o que inclui a criação de área protegidas e a adoção da prática do período de defeso.

A partir de abril de 2017 a sua venda será proibida em todo o território brasileiro através das Portarias 445/2014 e 395/2016 do Ministério do Meio Ambiente.[2]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Guaiamu, guaiamum, goiamu e goiamum derivam do termo tupi waia'mu ou guaiá-m-u, que significa «caranguejo escuro azulado»[1][3]. O crustáceo é também chamado fumbamba e caranguejo-mulato-da-terra.[1] .[4]

Características[editar | editar código-fonte]

Caranguejos de grande porte, essa espécie possui carapaça azulada, com cerca de dez centímetros de comprimento e chegam a pesar mais de 500 gramas. Possuem pinças desiguais, a maior chegando a atingir trinta centímetros,[5] o que facilita levar os alimentos à boca, exceção feita à fêmea, cujas pinças são, normalmente, ambas de tamanhos iguais.

Atingem a maturidade sexual aos quatro anos e seu ciclo reprodutivo depende do verão e das fases da lua. A fêmea, à época de desova, assume a coloração da carapaça em tons na cor creme ou amarelada.

O macho, bem maior, tem a coloração do exoesqueleto em tom azulado. Cada guaiamu tem sua toca, feita no terreno, geralmente arenoso, entre o manguezal e a restinga (área de transição).

Dieta[editar | editar código-fonte]

Alimentam-se de frutos e folhas, mas também consomem insetos, animais mortos, detritos do lodo ou qualquer outro alimento que possam transportar para a toca, sendo portanto onívoros.

Contudo, se não houver outra alternativa, podem se alimentar até mesmo de caranguejos menores, no ato de canibalismo.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c FERREIRA, Aurélio B.H. (1986). Novo Dicionário da Língua Portuguesa. [S.l.]: Nova Fronteira. 871 páginas 
  2. «Meio Ambiente proíbe venda do Guaiamum em todo Brasil» 
  3. Redação (2007). «Verbete Guaiamu». Dic. Caldas Aulete. Consultado em 23 de agosto de 2016 
  4. GREGÓRIO, José (1980). Contribuição indígena ao Brasil. [S.l.]: União Brasileira de Educação e Ensino. 1.316 páginas 
  5. INGLEZ SOUZA, Julio Seabra (1995). Enciclopédia agrícola brasileira: C-D. [S.l.]: EdUSP. 608 páginas. ISBN: 9788531404603