Hino Nacional da Mauritânia

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O Hino Nacional da Mauritânia (em árabe: نشيد وطني موريتاني) é o nome do hino nacional da Mauritânia, e foi adotado depois da independência do país, em 1960. Teve sua melodia composta pelo maestro Tolia Nikipowetzky, e a seu texto é baseado num poema do século XIX, de autoria de Baba Ould Cheikh.

Música[editar | editar código-fonte]

O ritmo incomum e altamente complexo, conhecido como fatchou, torna o hino extremamente difícil de ser cantado; por este motivo, o hino frequentemente é citado como instrumental, omitindo-se os versos tradicionais.

Não há como determinar a data exata de sua criação, presume-se, pelo seu texto, que data originalmente do período imediatamente posterior à conversão da região ao islamismo, que se deu entre os séculos VIII e XI.

O primeiro presidente e primeiro-ministro da Mauritânia, Moktar Ould Daddah (que foi derrubado posteriormente, num golpe de estado, em 1978), pediu ao maestro do serviço de radiotransmissão francês, Tolia Nikiprovetzki, que escolhesse uma melodia básica para o novo hino. Nikiprovetzki escolheu, entre inúmeras canções e lamentos populares tradicionais ("griots aos mortos"), a peça - que já continha os versos tradicionalmente utilizados, e introduziu um arranjo moderno, com fanfarras e salvas, porém mantendo o estilo rítmo tradicional mauritano.

Texto[editar | editar código-fonte]

Considerado como um dos hinos mais incomuns do mundo,[1] [2] o seu texto baseia-se num antigo poema de Baba Ould Cheikh Sidiya, escrito durante um período de intensa produção cultural, em que foram feitas diversas obras relevantes de poesia árabe. O autor se inspirou, para escrevê-lo, nos diversos conflitos que ocorreram entre as diversas seitas ou confrarias surgidas simultaneamente à conquista da região pelos árabes que trouxeram o islamismo.

Versão original em árabe Transliteração Tradução em português[3]


كن للاله ناصرا وأنكر المناكرا
وكن مع الحق الذي يرضاك منك دائرا
ولا تعد نافعا سواه أو ضائرا
واسلك سبيل المصطفى ومت عليه سائرا
وكن لقوم احدثوا في أمره مهاجرا
قد موهوا بشبه واعتذروا معاذرا
وزعموا مزاعما وسودوا دفاترا
واحتنكوا أهل الفلا واحتنكوا الحواضرا
وأورثت أكابر بدعتها أصاغرا
وإن دعا مجادل في أمرهم إلى مرا<
فلا تمار فيهم إلا مراء ظاهرا

Kun lil-ilāhi nāṣirā / wa-ankiri-l-manākirā
Wa-kun ma‘a-l-ḥaqqi-l-ladhī / yarḍāhu minka dā’irā
Wa-lā ta‘udd nāfi‘ā / siwāhu au ḍā’irā
Wa-sluk sabīla-l-muṣṭafā / wa-mut ‘alaihi sā’irā
Fa-mā kafā awwalanā / a-laisa yakfī-l-ākhirā
Wa-kun li-qaumin aḥdathū / fī amrihi muhājirā
Qad mawwahū bi-šibhin / wa-‘tadharū mu‘ādhirā
Wa-za‘amū muzā‘imā / wa-sawwadū dafātirā
Wa-ḥtanakū ahla-l-falā / wa-ḥtanakū-l-ḥawāḍirā
Wa-aurathat akābira / bid‘atuhā aṣāghirā
Wa-in da‘ā majādila / fī amrihim ilā mirā
Fa-lā tumāri fīhim / illā mirā’a ẓāhirā

Seja um ajudante de Deus, e censure o que é proibido,
E siga a lei que Ele quer que você siga,
Não considere ninguém útil ou prejudicial, exceto Ele,
E caminhe pelos passos do escolhido, e morra enquanto estiver sobre ele!
Pois o que for bom para o primeiro de nós também será bom para o último.
E abandone as pessoas que fazem o Mal, em relação a Deus.
Eles O deturparam, tornando-O comum, utilizando-se de todo tipo de desculpas.
Fizeram alegações ousadas, e enegreceram livros.
Deixaram que nômades e sedentários passassem por experiências amargas,
E legaram os grandes pecados de suas inovações [doutrinárias].
E, se um desses discordantes o chame para discordar de suas afirmações,
Não discorde dele então, mas só o faça através da discórdia externa.

Referências

  1. "And the winning anthem is...", Alex Marshall in The Guardian, 11 de agosto de 2008.
  2. Mauritania - NationalAnthems.info
  3. A partir da versão em inglês em National Anthem of Mauritania, em en.wikipedia.org.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Ragozat, Ulrich, Die Nationalhymnen der Welt, Verlag Herder, Freiburg/D, 1982, citado em [1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]