João Vaccari Neto

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João Vaccari Neto
João Vaccari Neto
Dados pessoais
Nascimento 30 de outubro de 1958 (58 anos)[1]
São Paulo, SP
Nacionalidade brasileiro
Partido PT
Profissão bancário
João Vaccari Neto
Crime (s)
Pena
  • 6 anos e 8 meses pela 21ª fase da Operação Lava Jato[3]
  • Total das condenações, 22 anos de prisão[2][3]
Situação cumprindo pena em Prisão[2]

João Vaccari Neto (São Paulo, 30 de outubro de 1958) é um bancário e sindicalista brasileiro, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) e ex-presidente do Bancoop.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Vaccari foi secretário de Finanças e Planejamento do Partido dos Trabalhadores (PT) e foi presidente da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), cooperativa conhecida pelo Caso Bancoop.

Em 2002 foi eleito 2º suplente de senador por São Paulo, na chapa encabeçada por Aloizio Mercadante.[4]

Vaccari foi membro do Conselho de Administração da Itaipu Binacional. Foi exonerado em janeiro de 2015 do cargo por Dilma Rousseff.[5]

Em 22 de junho de 2015 Vaccari foi condenado pela justiça em primeira instância, com pena de 15 anos e 4 meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, na Operação Lava Jato.[2] Em 15 de setembro de 2016, Vaccari voltou a ser condenado em primeira instância, novamente na Lava Jato, em outra fase da operação, a 6 anos e 8 meses pelo crime de corrupção passiva.[6][3]

Caso Bancoop[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 2010, Vaccari se tornou réu no Caso Bancoop por crime de formação de quadrilha, estelionato e tentativa de estelionato, falsidade ideológica e crime de lavagem de dinheiro por desvios de recursos no total aproximado de 70 milhões de reais e prejuízo de aproximadamente cem milhões de reais a cooperados que não receberam suas unidades habitacionais.[7] Em novembro de 2016, foi absolvido pela justiça. [8]

Caso Petrobras[editar | editar código-fonte]

Foi preso pela Polícia Federal no dia 15 de abril de 2015 na 12ª fase da Operação Lava Jato.[9] Está preso no complexo médico-penal em Pinhais, em Curitiba.[2]

CPI da Petrobras[editar | editar código-fonte]

Convocado pela comissão à CPI da Petrobras, Vaccari afirmou em 9 de abril de 2015 em audiência que as doações de campanhas oficiais feitas por empresas investigadas pela Operação Lava Jato na campanha eleitoral de 2010 não representam peso excessivo no total arrecadado. Também admitiu ter frequentado o escritório do doleiro Alberto Youssef.[10]

Ao ser indagado por questionamentos, Vaccari afirmou que poderia se calar, devido à decisão do Supremo Tribunal Federal, mas que tem respondido a todas as perguntas. "Respondo porque tenho dito que estou à disposição das autoridades nas investigações".[10]

Condenações[editar | editar código-fonte]

Em 4 de agosto de 2016, se tornou réu de um processo da Operação Custo Brasil, um desdobramento da Lava Jato. É acusado de montar um esquema que teria desviado 100 milhões de reais de empréstimos consignados de servidores públicos federais.[11]

No dia 15 de setembro de 2016, foi condenado a 6 anos e 8 meses pelo crime de corrupção passiva pela participação do esquema do empréstimo fraudulento do Banco Schahin ao Partido dos Trabalhadores.[3]

O ex-tesoureiro do PT já foi condenado em quatro ações decorrentes da Lava Jato, que, juntas, resultam em uma pena de 41 anos de prisão.[12]

Em março de 2017, se tornou réu pela quinta vez, desta vez, em um esquema de corrupção na Sete Brasil e responderá por corrupção passiva.[12]

No dia 27 de junho de 2017 o Tribunal Regional Federal da 4ª Região derrubou uma sentença do juiz federal Sérgio Moro e absolveu o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto de 15 anos e 4 meses de prisão.[13][14] O Ministério Público federal (MPF) irá recorrer.[15]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Políticos do Brasil - João Vaccari Neto». UOL. 2002. Consultado em 16 de abril de 2015 
  2. a b c d e Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome condenado
  3. a b c d e Adriana Justi e Alana Fonseca (15 de setembro de 2016). «Bumlai é condenado a 9 anos de prisão pela Lava Jato». G1. Globo.com. Consultado em 15 de setembro de 2016 
  4. «Senador da 52ª Legislatura - Perfil de Aloizio Mercadante Oliva». Senado Federal. Consultado em 16 de abril de 2015 
  5. «Dilma exonera Vaccari neto do Conselho de Itaipu». Revista Exame. 22 de janeiro de 2015. Consultado em 4 de setembro de 2015 
  6. «Bumlai, Cerveró, Vaccari e Fernando Baiano são condenados por Moro na Lava Jato». EBC. 15 de setembro de 2016. Consultado em 15 de setembro de 2016 
  7. «Vaccari vira réu em processo do caso Bancoop». Paraná Online. Parana-online.com.br. 28 de outubro de 2010. Consultado em 15 de outubro de 2016 
  8. Costa, Cristina (9 de novembro de 2016). «Sentença Vaccari» (PDF). Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Consultado em 3 de fevereiro de 2017 
  9. «Tesoureiro do PT é preso na 12ª etapa da Operação Lava Jato». G1. 15 de abril de 2015. Consultado em 15 de abril de 2015 
  10. a b IG São Paulo (9 de abril de 2015). «Vaccari confirma que foi ao escritório de Youssef: "Mas ele não estava"». iG. Consultado em 11 de março de 2016 
  11. «Justiça aceita denúncia e ex-ministro Paulo Bernardo vira réu». G1. Globo.com. 4 de agosto de 2016. Consultado em 5 de agosto de 2016 
  12. a b Fabio Munhoz. «Sérgio Moro aceita mais uma denúncia contra João Vaccari, ex-tesoureiro do PT». iG 
  13. Macedo, Fausto (27 Junho 2017). «Tribunal derruba sentença de Moro e livra Vaccari de 15 anos de prisão». Estadão. Consultado em 28 Junho 2017 
  14. Bergamo, Mônica (27 de junho de 2017). «Tribunal reverte decisão de Moro e absolve Vaccari na Lava Jato». Folha de S.Paulo. Consultado em 28 Junho 2017 
  15. Moraes, Lucas (28 de junho de 2017). «MPF recorrerá da absolvição de Vaccari Neto na Lava Jato». JC Online. Consultado em 28 de junho de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]