Léon (filme)

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Léon
Léon, o Profissional (PT)
O Profissional (BR)
 França
1994 •  cor •  133 min 
Direção Luc Besson
Roteiro Luc Besson
Patrice Ledoux
Elenco Jean Reno
Gary Oldman
Natalie Portman
Danny Aiello
Género Suspense policial
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

Léon (Brasil: O Profissional; Portugal: Léon, o Profissional) é um filme francês de 1994, do gênero suspense policial, dirigido por Luc Besson e estrelado por Jean Reno, Natalie Portman, Gary Oldman e Danny Aiello.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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Léon Montana (Jean Reno) é um assassino profissional (ou "homem das limpezas", como ele se refere à sua profissão) e vive uma vida solitária em Nova Iorque. É contratado regularmente por Tony (Danny Aiello), um chefe da máfia, a única pessoa com quem fala. Nos seus tempos livres exercita-se, toma conta da sua planta de estimação e vai ao cinema ver filmes antigos.

Um dia repara em Mathilda (Natalie Portman), uma rapariga de 12 anos que vive com a sua família disfuncional no apartamento do lado. Esta deixou de ir às aulas e será expulsa do colégio que frequenta, algo que é totalmente ignorado pelo seu pai abusivo e a sua mãe egocêntrica. O pai de Mathilda envolve-se em problemas com a polícia, ao cortar um quilo de cocaína que lhe pediram para guardar. Quando este é pressionado para devolver a parte que falta, este insiste que não sabe de nada, ao que Norman Stansfield (Gary Oldman), um psicótico e corrupto agente da DEA, lhe dá até ao dia seguinte para resolver a situação. No dia seguinte, Stansfield e os seus homens irrompem pelo apartamento, matando não só o pai, mas também a mãe, a irmã e o irmão de Mathilda. Esta descera para ir às compras e, quando regressa, apercebe-se do que aconteceu e toca desesperadamente à porta de Léon, que, hesitante, a deixa entrar.

Ao perceber como Léon ganha a vida, Mathilda pede-lhe que este a acolha e a ensine aquilo que sabe fazer, pois quer vingar a morte do seu irmão, o único membro da sua família por quem tinha afecto. Léon, abalado por esta alteração na sua vida quotidiana, está de início relutante, mas começa a treinar Mathilda no uso de várias armas. Em troca, esta faz as limpezas e ensina-o a ler e escrever. Com o tempo, ambos aproximam-se. Mathilda confessa-lhe que se apaixonou por ele, mas Léon recusa-se a alimentar esse sentimento.

Um dia, quando Léon sai para um trabalho, Mathilda enche um saco com armas e decide ser ela própria a matar Stansfield. Inflitra-se no edifício da DEA, disfarçada de moça de entregas, mas é apanhada por Stansfield numa casa de banho. Quando este a interroga, fica a saber que Léon matou um dos seus homens em Chinatown. Depois de ler o bilhete que Mathilda lhe deixou, Léon dirige-se ao edifício e resgata-a, matando mais dois dos seus homens. Stansfield confronta Tony, que é interrogado para que este revele onde Léon mora.

Quando Mathilda regressa das compras, é apanhada pelas forças especiais do NYPD, enviadas por Stansfield, que se preparam para invadir o apartamento. Após uma violenta troca de tiros em que vários agentes são mortos por Léon, este consegue voltar a pôr Mathilda dentro do apartamento e abrir um buraco numa conduta de ar para que esta possa escapar. Apesar de Mathilda não querer sair sem ele, Léon promete-lhe que irá ter com ela ao restaurante de Tony dentro de uma hora, dizendo que a ama, e que esta lhe deu vontade de viver. Momentos após Mathilda fugir, a polícia faz explodir o apartamento. Léon aproveita a destruição para se disfarçar de agente ferido, e escapar nas barbas da polícia. No entanto, Stansfield reconhece-o, persegue-o e dá-lhe um tiro pelas costas. Prestes a morrer, Léon dá um objecto a Stansfield e diz que este é um presente de Mathilda. Quando Stansfield abre a mão, percebe que são as cavilhas do casaco de granadas de Léon, que explode e mata ambos.

Mathilda vai ter com Tony. Este diz-lhe que Léon decidiu dar-lhe todo o dinheiro que ganhou se alguma coisa acontecesse com ele, concordando em dar-lhe uma mesada, desde que Mathilda regresse à escola. Esta conta à directora da escola o que lhe aconteceu, e é readmitida. Por fim, dirige-se ao jardim da escola e lá deposita a planta de Léon, para que esta ganhe raízes.

Elenco[editar | editar código-fonte]

  • Jean Reno .... Léon
  • Gary Oldman .... Stansfield
  • Natalie Portman .... Mathilda
  • Danny Aiello .... Tony
  • Peter Appel .... Malky
  • Michael Badalucco .... pai de Mathilda
  • Ellen Greene .... mãe de Mathilda
  • Elizabeth Regen .... irmã de Mathilda
  • Carl J. Matusovich .... irmão de Mathilda

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Academia Japonesa de Cinema (Japão)

  • Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Prêmio César 1995 (França)

  • Indicado nas categorias de Melhor Ator (Jean Reno), Melhor Fotografia, Melhor Diretor, Melhor Montagem, Melhor Filme, Melhor Música e Melhor Som.

Czech Lions (República Tcheca)

  • Venceu na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • O filme foi um marco na carreira da atriz Natalie Portman, pois foi seu primeiro filme em papel principal, com apenas onze anos de idade. Portman foi seleccionada após um processo de seleção que envolver centenas de raparigas. De início, Besson considerou-a demasiado nova, mas esta desempenhou uma das cenas do guião de forma tão emotiva que o realizador acabou por escolhê-la.
  • Entediado com a demora para o início das filmagens de O Quinto Elemento, adiadas por conta da movimentada agenda de Bruce Willis, o prolífico Luc Besson escreveu O Profissional. Em 30 dias o diretor tinha um script, entregue nas mãos de Jean Reno como um presente. A inspiração para o filme veio do personagem do ator em Nikita - Criada Para Matar. Besson decidiu aproveitar a ideia de Victor - O Limpador, dando ao personagem um "primo" nos EUA. Os dois matadores aparecem em cena usando sobretudo, óculos escuros e gorro de lã. Depois de 90 dias de filmagens, com locações em Paris e Nova York, o longa sobre a menina que é acolhida por um assassino profissional chegava aos cinemas franceses em 14 de setembro de 1994, fazendo sua estreia nos EUA quatro dias depois. Foi um sucesso de bilheteria, visto o modesto orçamento, faturando um total de US$ 45 milhões para um custo de US$ 16 milhões. Nada mal para um filme que nasceu como um passatempo.
  • Besson queria que Mathilda tivesse uma mistura de sensualidade e inocência, entre 12 e 14 anos. Devido a complexidade libidinosa do papel, Thaler rejeitou a novata Portman, de apenas 13 anos, e procurou meninas na faixa dos 15 com um quê de Lolita. Besson descartou todas as candidatas, incluindo Liv Tyler - o diretor queria uma atriz que "involuntariamente" tivesse um lado sensual. Portman foi chamada para um novo teste e ganhou o papel com a cena em que Mathilda lamenta a morte do seu irmãozinho.
  • O ator interpretou o assassino como mentalmente lento e emocionalmente reprimido para que o público não pensasse que o personagem-título era alguém que se aproveitaria de uma garotinha em situação vulnerável. Segundo Reno, uma relação física seria inconcebível por Léon e nas cenas em que o contato romântico é discutido, é Mathilda quem tem o controle da cena.
  • No roteiro original, Mathilda seria a responsável por matar Stansfield. Besson mudou o trecho por julgar que o público não aceitaria a transformação da garota inocente em uma assassina juvenil. Segundo o diretor, não era essa a transformação que ele queria para a personagem.
  • Ao entrar no hotel, Mathilda registra a ela e Léon como MacGuffin. A palavra é um termo popularizado por Alfred Hitchcock e representa o elemento narrativo existente apenas para mover a trama para frente.
  • O ícônico "Bring me everyone!" ("Traga-me todo mundo") foi uma brincadeira para fazer Besson rir. Nas tomadas anteriores, o ator tinha dito as suas falas em um tom normal, mas, depois de pedir para o responsável pelo som tirar os seus fones de ouvido, ele gritou o mais alto que podia. Besson gostou e o take gritado acabou no filme.
  • Besson escreveu o roteiro da continuação que teria direção de Olivier Megaton (Carga Explosiva 3) e traria Portman novamente ao papel. As filmagens foram adiadas até que atriz ficasse mais velha. Neste intervalo, o diretor deixou a Gaumont para começar o seu próprio estúdio, o EuropaCorp. Sentindo-se traída pela saída de Besson, a Gaumont manteve os direitos de O Profissional e não tem planos de liberar a franquia para o seu criador.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]