Lavrado

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Lavrado é um termo utilizado em Roraima para definir a região de vegetação aberta (do tipo savana-estépica, ao norte, e savana, mais ao sul) situada na porção nordeste deste estado da Amazônia brasileira.

Trata-se de um ecossistema único, sem correspondente em outra parte do Brasil, com elevada importância para a conservação da biodiversidade e de outros aspectos ambientais amazônicos, sendo uma paisagem que faz parte do grande sistema de áreas abertas que se assenta entre Brasil, Guiana e Venezuela (68.145 km²). O lado brasileiro, totalmente restrito a Roraima, detém 62,6% (42 706 km2) de deste complexo florístico.[nota 1]

Visão do território brasileiro a partir do monte Roraima, em Santa Elena de Uairén, Venezuela.

Dentro da divisão de biomas e ecorregiões que o Ministério do Meio Ambiente do Brasil adota, esta grande paisagem é definida como a ecorregião das «Savanas das Guianas», inserida no bioma amazônia.

O Lavrado encontra-se atualmente em grande parte protegido devido às grandes extensões de terras indígenas, as quais ocupam a maior parte da sua área (a exemplo, reservas de São Marcos e Raposa-Serra do Sol). A despeito disso, ainda há uma crescente presença de agricultura mecanizada de grãos na sua porção sul, nos municípios de Roraima, Boa Vista, Cantá e Alto Alegre.

É nesta região que vive o cavalo lavradeiro, uma espécie equina ameaçada de extinção e que habita a área há mais de 200 anos.

Notas

  1. Outros termos utilizados na literatura são «campos de Roraima» ou «campos do alto rio Branco». Na Guiana esse tipo de vegetação é denominada Rupununi Savannah, em virtude do de se situar na bacia do rio homônimo, enquanto que na venezuela recebe a denominação de Gran Sabana.[1]

Referências

  1. Editores da Britannica (2018). «Rupununi Savanna region, South America». Encyclopaedia Britannica. Consultado em 4 de abril de 2022 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Barbosa, R. I. 2010. Expedições Naturalistas e Exploratórias na Construção Histórica do Vale do Rio Branco. Mens Agitat: História da Ciência, v. 5, p. 157-164. link.
  • Miranda, Izildinha Souza; Absy, Maria Lúcia. 2000. Fisionomia das savanas de Roraima, Brasil. Acta Amaz., Manaus, v. 30, n. 3, p. 423-440. link.
  • Takeuchi, M. (1960). A estrutura da vegetação na Amazônia. II - As savanas do norte da Amazônia. Bol. Mus. Paraense E. Goeldi, Bot., 7: 1-13.
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