Campinarana

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Vista lateral de uma área com vegetação alagada, possivelmente campinarana, em Manaus, AM.

Campinarana é um termo regionalista para um tipo de vegetação amazônica. Foi empregado por Adolpho Ducke (1938),[1] Sampaio (1940, 1944),[2][3] Egler (1960),[4] Projeto Radambrasil (1973-1987)[5] e IBGE (2012).[6]

Ocorre, por exemplo, no Alto Rio Negro (região da Cabeça do Cachorro, em São Gabriel da Cachoeira, AM) e no Médio Rio Branco (Roraima), e diferencia-se da Floresta Amazônica propriamente dita pelo porte menor das árvores e pelos caules mais finos.

Formações[editar | editar código-fonte]

Formações (subtipos) de Campinarana, de acordo com o IBGE (2012):[6]

  • Campinarana Florestada (= Caatinga da Amazônia e Caatinga-Gapó)
  • Campinarana Arborizada (= Campinarana e Caatinga-Gapó)
  • Campinarana Arbustiva (= Campina da Amazônia e Caatinga-Gapó)
  • Campinarana Gramíneo-Lenhosa (= Campina da Amazônia)

O IBGE (2012) propõe o uso dos termos "Caatinga da Amazônia", "Caatinga-Gapó" e "Campina da Amazônia" como sinônimos para Campinarana; os dois primeiros, prioritariamente, para designar os tipos de vegetação mais adensados e/ou arborizados, e o terceiro, para os mais abertos ou campestres.[6]

Referências

  1. DUCKE, A. A flora do Curicuriari, afluente do rio Negro, observada em viagens com a Comissão Demarcadora das Fronteiras do Setor Oeste. In: Anais da 1a. Reunião Sul-Americana de Botênica, 1938, Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Jardim Botânico, 1938. v. 3, p. 389-398.
  2. SAMPAIO, A. J. Fitogeografia. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro: IBGE, ano 2, n. 1, p. 59-78, jan. 1940, [1].
  3. SAMPAIO, A. J. A flora amazônica. In: Amazônia brasileira: excerptos da Revista Brasileira de Geografia. Rio de Janeiro, IBGE, 1944. p. 92-102.
  4. EGLER, W. A. Contribuições ao conhecimento dos campos da Amazônia. I. Os campos do Ariramba. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Nova Série Botânica, Belém, n. 4, p. 1-36, jun. 1960, [2].
  5. BRASIL. Ministério das Minas e Energia. Departamento Nacional de Produção Mineral (1973-1987). Projeto Radambrasil. Levantamento de recursos naturais. 34 vols. Rio de Janeiro.
  6. a b c IBGE (2012). Manual Técnico da Vegetação Brasileira. 2a ed. Rio de Janeiro: IBGE. Disponível em: [3].

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Guimarães, F. S., & Bueno, G. T. (2016). As campinas e campinaranas amazônicas/The amazonian campinas and campinaranas. Caderno de Geografia, 26(45): 113-133, [4].
  • Campinaranas amazônicas: pedogênse e relações solo-vegetação
  • Mendonça, B.A.F. (2011). Campinaranas amazônicas: pedogênese e relações solo-vegetação. Tese, Universidade Federal de Viçosa. [5].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre geografia (genérico) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.