Nuno Artur Silva

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Nuno Artur Silva
Nome completo Nuno Artur Neves Melo da Silva
Nascimento 5 de outubro de 1962 (57 anos)
Lisboa, Portugal
Cargo Secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media (2019—)
Género literário comédia
guiões de televisão
dramaturgia
Magnum opus Antologia do Humor Português

Nuno Artur Neves Melo da Silva[1] (Lisboa, 5 de outubro de 1962), mais conhecido apenas por Nuno Artur Silva, é um escritor ficcionista, dramaturgo, argumentista, empresário, produtor, programador e apresentador português. É um dos fundadores das Produções Fictícias, uma das empresas mais importantes na área do humor em Portugal.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Estudou no Liceu Pedro Nunes, estudando na área artístico-cultural. Aí teve oportunidade de integrar um grupo de teatro anarquista.

Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Nova de Lisboa e foi professor do ensino básico e secundário. Na época da faculdade escreveu algumas peças de teatro com Rui Cardoso Martins, chegando a criar um grupo de teatro de peças cómicas[2].

Começou a escrever humor no início dos anos 1990, enviando textos até que um dia conseguiu uma entrevista com José Nuno Martins. Estreou-se em 1990 como autor de sketches de humor para televisão no programa "Joaquim Letria" (RTP2), produzido por José Nuno Martins, Thilo Krassman, Fialho Gouveia e Vitor Mamede, nos estúdios Edipim [1]. O realizador era António Carlos Rebesco (Pipoca). A dupla José Pedro Gomes e Miguel Guilherme convidaram-no a escrever após sugestão de José Nuno Martins [2]. Miguel saiu ao fim de poucos meses sendo substituído por António Feio. Depois destacou-se ao trabalhar para Herman José no programa "Parabéns" onde começou por fazer as aberturas.

Fundou em 1993 as Produções Fictícias, agência e rede criativa[3], tendo sido director geral. Foi também Director Criativo e co-autor de projectos e programas como: Herman Zap, Herman Enciclopédia, Contra Informação, Não És Homem Não És Nada, O Programa da Maria, Paraíso Filmes, Manobras de Diversão, O Inimigo Público, Urgências, Voz, Isto Não É Um Recital de Poesia, É A Cultura Estúpido, A História Devida, Os Contemporâneos, Herman 2010/11 e Estado de Graça, entre outros.

Foi também fundador e director Geral do Canal Q, propriedade das Produções Fictícias.

Foi administrador e assessor criativo de direcção de programas da RTP desde Fevereiro de 2015[4] até Janeiro de 2018, quando foi anunciado pelo Conselho Geral Independente (CGI) da RTP que Nuno Artur Silva não seria reconduzido no cargo devido, segundo o CGI, à "irresolução do conflito de interesses" entre a posição de Nuno Artur Silva "na empresa [RTP] e os seus interesses patrimoniais privados".[5]

Em 2018, após a saída da RTP, passou a trabalhar como freelancer. Organizou o projeto "O Gosto dos Outros" na Fundação Gulbenkian[6].

Trabalhos[editar | editar código-fonte]

Teatro[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

  • Colaborador do talk show Domingo em Grande, no canal público português de televisão RTP4, 2018/19
  • Autor e anfitrião dos programas Mapa, Os Culturistas e Nas Nuvens, no canal português de televisão por cabo Canal Q.
  • Autor e apresentador do documentário “O que nos faz rir – o Humor no País do Fado”, RTP, 2012, no âmbito da exposição “Riso” da Fundação EDP, 2012/13, de que foi um dos comissários.
  • Assessor Criativo da direcção de Programas do canal público português de televisão RTP, 1996/97.

Obras[editar | editar código-fonte]

Principais livros publicados[editar | editar código-fonte]

  • As Aventuras De Filipe Seems / banda desenhada (com desenhos de António Jorge Gonçalves)
  • A Tribo dos Sonhos Cruzados, Ed. Asa, 2003;
  • As Passagens Do Tempo, Ed. Cotovia, 2000.
  • O Rapaz De Papel, guião gráfico para peça de teatro musical (com desenhos de João Fazenda), Ed. Cadernos Da Bedeteca / Cotovia, 1999.
  • Co-Autor do livro/disco e peça de teatro infantil Bom Dia Benjamim, 1998.
  • Ao serviço de sua Majestade: uma selecção de textos para Herman José 1992-1996/ textos de Nuno Artur Silva... [et al.]e ilustrações de João Fazenda, 1996
  • A História Do Tesouro Perdido, Ed. Asa, 1994;
  • À Procura do F.I.M., banda desenhada (com desenhos de António Jorge Gonçalves), Ed. Instituto Português de Museus, 1994.
  • Ana, Ed. Asa, 1993.
  • A Elaboração Dos Acasos, (com Luís Miguel Viterbo), Ed. &Etc., 1989.
  • Onde o Olhar, Ed. Indício, 1986.

DVD[editar | editar código-fonte]

  • Caixa com DVD, incluindo a versão teatral da Conspiração e os três álbuns, Ed. Asa, 2009;

Referências

  1. RTP.pt http://www.rtp.pt/wportal/grupo/ca/ca.php  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  2. Ana Soromenho, Expresso (24 de Novembro de 2018). «Nuno Artur Silva. "Na cultura pop sou uma nota de rodapé"». Consultado em 26 de Novembro de 2018 
  3. «Entrevista a Nuno Artur Silva (director das Produções Fictícias): "Irrita-me o grafitismo péssimo de Lisboa"». 7 de Julho de 2007. Consultado em 29 de Maio de 2012 [ligação inativa]
  4. «Gonçalo Reis e Nuno Artur Silva na administração da RTP». 12 de Janeiro de 2015. Consultado em 18 de Feveriero de 2016  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  5. «Nuno Artur Silva sai da administração da RTP». Diário de Notícias. 25 de janeiro de 2018. Consultado em 1 de fevereiro de 2018 
  6. Fundação Gulbenkian. «O Gosto dos Outros». Consultado em 26 de Novembro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]