Pinhalzinho (São Paulo)

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Pinhalzinho
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Pinhalzinho
Bandeira
Brasão de armas de Pinhalzinho
Brasão de armas
Hino
Gentílico pinhalzinhense
Localização
Localização de Pinhalzinho em São Paulo
Localização de Pinhalzinho em São Paulo
Pinhalzinho está localizado em: Brasil
Pinhalzinho
Localização de Pinhalzinho no Brasil
Mapa de Pinhalzinho
Coordenadas 22° 46' 44" S 46° 35' 27" O
País Brasil
Unidade federativa São Paulo
Região intermediária[1] Campinas
Região imediata[1] Bragança Paulista
Municípios limítrofes Monte Alegre do Sul, Tuiuti, Pedra Bela, Bragança Paulista, Socorro
Distância até a capital 114 km
História
Fundação 1840 (179 anos)
Emancipação 28 de fevereiro de 1964 (55 anos)
Aniversário 3 de maio
Administração
Prefeito(a) Luis Antônio Godoi (PT, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 154,948 km²
População total (Estimativa IBGE/2019[3]) 40 hab.
Densidade 0,3 hab./km²
Clima tropical de altitude (Cwb)
Altitude 910 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000[4]) 0,788 alto
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 1800,00
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 8 138,87

Pinhalzinho é um município brasileiro do estado de São Paulo.

História[editar | editar código-fonte]

Pinhalzinho, nome derivado da abundância de araucárias na região, foi fundado em 1840, pelas famílias de João Domingues Siqueira e de Generoso de Godoi Bueno. O povoamento de Pinhalzinho deu-se principalmente por imigrantes italianos, entre eles Antonio Fornari e filhos, que fundaram a primeira casa comercial. Foi também significante a imigração de espanhóis oriundos sobretudo da Andaluzia.

A imigração estrangeira decorreu do fim da escravidão, em 1888, principalmente de colonos da imigração subvencionada, encaminhados pela Hospedaria de Imigrantes de São Paulo para as fazendas de café da região, como a Fazenda de João Gomes, no bairro da Rosa Mendes. Do tempo da escravidão, deixou memória a Fazenda Velha, no atual bairro desse nome, cujo fazendeiro, com a Lei Áurea, decidiu dividir e distribuir suas terras entre seus antigos escravos. Dos descendentes desses escravos ficaram conhecidas Nhá Sabina e Nhá Florinda, benzedeiras, nascidas depois da Lei do Ventre Livre, de cujo sítio sobrevive o antigo terreiro e algumas de suas plantas.

Pinhalzinho foi, até os anos 1950, um reduto de sobrevivência do dialeto caipira, a língua portuguesa falada com forte sotaque da língua nheengatu ou língua geral falada pelos povos do tronco tupi. O dialeto caipira do Pinhalzinho, além do sotaque nheengatu na pronúncia das palavras portuguesas (como em cuié, muié, zóio, arriá, oreia, mecê, corgo) tinha também muitas palavras propriamente tupis, como pacuera, tapera, pipoca, muquirana. É uma região que ainda tem muitos pardos de zigomas salientes e olhos ligeiramente repuxados, resquício da ancestralidade indígena não muito anterior ao século XVIII.

O povoado, em 1900, contava com vinte habitações dispersas. A partir de 1910 o crescimento foi acelerado em função da criação de uma escola particular, mantida por moradores como Eduardo Fornari, Henrique Torricelli e outros, e o aumento da população causada pelo anúncio de oferta de terrenos gratuitos, divulgado pelo jornal Cidade de Bragança.

Em 1922, concluiu-se a igreja, obra realizada pelo construtor Tomás de Camargo e o carpinteiro José, sendo trazida diretamente de Barcelona, a imagem da padroeira, Nossa Senhora de Copacabana.

Em 23 de dezembro de 1936, através da Lei nº 2784 é criado o distrito de Pinhal, no município de Bragança (atual Bragança Paulista).

Em 30 de novembro de 1938, através do Decreto-Lei Estadual nº 9775 o distrito passou a denominar-se Pinhalzinho.

Em 28 de fevereiro de 1964, através da Lei Estadual nº 8092, Pinhalzinho foi elevado à categoria de município, desmembrado de Bragança Paulista. Sua instalação ocorreu no dia 28 de março de 1965.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 22º46'46" sul e a uma longitude 46º35'26" oeste, estando a uma altitude de 910 metros. Sua população estimada em 2004 era de 12.296 habitantes.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2010

População total: 13.104

  • Urbana: 11.138
  • Rural: 1.966
  • Homens: 7.207
  • Mulheres: 5.897

Densidade demográfica (hab./km²): 84,57

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 7,523

Expectativa de vida (anos): 79,73

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 1,38

Taxa de alfabetização: 97,99%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,850

  • IDH-M Renda: 0,808
  • IDH-M Longevidade: 0,880
  • IDH-M Educação: 0,862

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Pinhalzinho é cortada pelo Ribeirão do Pinhal, que desagua no Rio Camanducaia, no município de Monte Alegre do Sul.

O município se insere na Bacia Hidrográfica PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí), formadores do Rio Tietê.

Na parte norte do município passa o Rio Camanducaia.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

A cidade foi atendida pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB) até 1973[6], quando passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que construiu a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[7], sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[8] para suas operações de telefonia fixa.

Administração[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Estimativa Populacional 2019». Estimativa Populacional 2019. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 27 de agosto de 2019. Consultado em 31 de agosto de 2019 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. «Relação do patrimônio da CTB incorporado pela Telesp» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo 
  7. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  8. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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