Capivari

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Município de Capivari
"Terra dos Poetas"
Bandeira de Capivari
Brasão de Capivari
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 10 de julho de 1832 (181 anos)
Gentílico capivariano
Prefeito(a) Rodrigo Proença (Partido Popular Socialista)
(2013–2016)
Localização
Localização de Capivari
Localização de Capivari em São Paulo
Capivari está localizado em: Brasil
Capivari
Localização de Capivari no Brasil
22° 59' 42" S 47° 30' 28" O22° 59' 42" S 47° 30' 28" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Piracicaba IBGE/2008[1]
Microrregião Piracicaba IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Elias Fausto, Mombuca, Monte Mor, Porto Feliz, Rafard, Rio das Pedras e Santa Bárbara d'Oeste
Distância até a capital 108 km
Características geográficas
Área 322,707 km² [2]
População 51 949 hab. IBGE Cidades/2013[2]
Densidade 160,98 hab./km²
Altitude 636 m
Clima tropical de altitude Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,803 muito alto PNUD/2000[3]
PIB R$ 884 417 mil IBGE/2009[2]
PIB per capita R$ 19 089,11 IBGE/2009[2]
Página oficial

Capivari é um município do estado de São Paulo, no Brasil. Localiza-se a 22º59'42" de latitude sul e a 47º30'28" de longitude oeste, estando a uma altitude de 636 metros. Possui uma área de 322,707 km². Sua população estimada em 2013 pelo IBGE é de 51 949 habitantes.[2]

Por ser a terra natal dos poetas Amadeu Amaral e Rodrigues de Abreu, o município é conhecido como a "Terra dos Poetas".

É também a terra natal da pintora brasileira Tarsila do Amaral, do escritor e jornalista Léo Vaz, do jurista Almir Pazzianotto Pinto, do atleta olímpico Ricardo Raschini, da atriz Adriana Ferrari, do futebolista Amaral e do ex-procurador-geral de Justiça de São Paulo e atual secretário de Segurança Pública de São Paulo Fernando Grella Vieira.

História[editar | editar código-fonte]

O estado de São Paulo já era habitado pelo homem desde aproximadamente 12000 a.C.[4] No começo do século XVIII, diversas monções partiam de Porto Feliz rumo a Cuiabá, onde ricas jazidas de ouro haviam sido descobertas. Mas a viagem, feita pelos rios, era penosa. Muitos morriam pelo caminho, sucumbindo à fome ou devido às lutas contra os índios durante o percurso.

Às margens dos rios, formavam-se diversos acampamentos que eram utilizados para descanso ou degredo daqueles que desagradavam os governadores das capitanias. Por volta do ano de 1800, uma colina às margens do Capivary (palavra tupi que significa "rio das capivaras", através da junção dos termos kapibara, capivara e 'y, rio)[5] ) viu uma pequena população dando início ao que, no futuro, seria o município de Capivari.

Em 1813, o pequeno povoado foi oficializado como freguesia, nos sertões de Itu, sob o nome de "São João Batista do Capivary". Em 5 de junho de 1820 (193 anos), foi celebrada a primeira missa, em uma capelinha rodeada por grande número de casas, pelo padre João Jacinto dos Serafins. No dia 10 de julho de 1832 (181 anos), o povoado foi oficialmente elevado à condição de vila, recebendo o nome de "Vila de São João Baptista do Capivary de Baixo". Usou-se "Capivary de Baixo" para distinção da "Vila de São João Baptista do Capivary de Cima", hoje Monte Mor. Esta data é considerada como o dia de fundação de Capivari. Em 21 de outubro de 1875, os trilhos da Companhia Ytuana de Estradas de Ferro chegaram ao município.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2010

População total: 48 576

  • Urbana: 45 904
  • Rural: 2 672
    • Homens: 24 353
    • Mulheres: 24 223

Densidade demográfica (hab./km²): 150,45

Taxa de Alfabetização: 87,42%

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística[2]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Capivari é tropical de altitude (tipo Cwa segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 22,4 graus centígrados, tendo invernos secos e amenos (raramente frios de forma demasiada) e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas. O mês mais quente, fevereiro, conta com temperatura média de 24,9 graus centígrados, sendo a média máxima de 30,0 graus centígrados e a mínima de 19,9 graus centígrados. E o mês mais frio, julho, de 18,5 graus centígrados, sendo 24,8 e 12,3 graus centígrados a média máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.

A precipitação média anual é de 1 524,5 milímetros, sendo agosto o mês mais seco, quando ocorrem apenas 222,9 milímetros. Em janeiro, o mês mais chuvoso, a média fica em 380,3 milímetros. Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 30 graus centígrados, especialmente entre julho e setembro. Em agosto de 2010, por exemplo, a precipitação de chuva em Capivari não passou de zero milímetro. Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso, também são comuns registros de queimadas em morros e matagais, principalmente na zona rural da cidade, o que contribui para o desmatamento e o lançamento de poluentes na atmosfera, prejudicando ainda a qualidade do ar.

A temperatura mínima registrada na cidade foi de -1,5 grau centígrado, registrada no dia 25 de junho de 1918. Já a máxima foi de 39,0 graus centígrados, observada no dia 17 de novembro de 1985. O maior acumulado de chuva registrado em 24 horas no município entre junho de 1988 e outubro de 2008 foi de 243,4 milímetros, no dia 25 de maio de 2005. Entre 1910 e 2004, houve 41 registros de geadas em Capivari. O mais recente foi em 18 de julho de 2000, quando a temperatura mínima chegou aos 2,2 graus centígrados. Ocasionalmente, também ocorrem episódios de forte ventania, com rajadas superiores a 100 quilômetros por hora. Houve registros de formação de tornados no município nos dias 4 de maio de 2001 e 9 de março de 2008.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Administração[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. a b c d e f IBGE Cidades@. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 31 de agosto de 2013.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. Scribd. Disponível em http://pt.scribd.com/doc/35430825/Os-povos-Guarani-na-regiao-de-Indaiatuba. Acesso em 17 de maio de 2013.
  5. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. São Paulo. Global. 2005. 463 p.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]