Convento dos Lóios (Évora)

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Fachada da Igreja do Convento dos Lóios.

O Convento dos Lóios, também conhecido como Convento de São João Evangelista, foi construído no século XV sobre o que restava de um castelo medieval, tendo ficado bastante danificado aquando do terramoto de 1755.

É um conjunto de planta rectangular que se desenvolve em torno de um claustro de dois pisos, sendo o piso inferior de estilo gótico-manuelino e o superior já com características renascença.

A igreja, de estilo manuelino, tem uma nave de cinco tramos rectangulares e é coberta por uma abóbada nervurada. As paredes estão revestidas com painéis azulejares do século XVIII.

A capela-mor, de planta poligonal, é coberta por uma abóbada de complicado desenho, com ogivas entrecruzadas, e as suas paredes estão revestidas de azulejos dos séculos XVII e XVIII.

A Casa do Capítulo, atribuída a Diogo de Arruda, é precedida por um portal mourisco do início do século XVI.

História do edifício[editar | editar código-fonte]

Em 1487 o primeiro conde de Olivença, D. Rodrigo de Melo, Governador de Tânger e guarda-mor do rei D. Afonso V, iniciou a construção deste convento sob licença de D. João II.[1]

O convento foi erguido nos terrenos onde tinha existido parte do Castelo de Évora, de origem árabe, que estava totalmente destruído na sequência de um grande incêndio que o consumiu durante as lutas ocorridas durante a Crise de 1383-1385. Contíguo ao futuro convento, estava já em construção, por iniciativa do mesmo D. Rodrigo de Melo, uma igreja, sob invocação de São João Evangelista e que este destinou a panteão da família. Em 1491 com as obras do convento praticamente concluídas, deu-se a consagração da igreja.[1]

Em 1498 realizaram-se importantes obras prolongando o edifício até ao vizinho "Colégio dos Meninos do Coro da Sé de Évora".

No século XVIII, o terramoto de 1755 viria a arruinar ainda mais o edifício já em estado de degradação,[2] realizando-se então obras de recuperação, nomeadamente na fachada e dormitórios.[1]

Em 1834, com a extinção das ordens religiosas masculinas, foi desactivado ficando desabitado durante longos anos, sabendo-se todavia que em 1937 foi adaptado para sede da Direcção dos Monumentos do Sul e que em 1944 sofreu obras para instalação do Arquivo Distrital de Évora.

Encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1922 (Dec. nº 8.217, DG 130 de 29 de Junho de 1922).

Em 1957 inicou-se o estudo de adaptação para Pousada, que, sob projecto do arquitecto Rui Ângelo do Couto,[3] viria a ser inaugurada em 27 de Março de 1963.[2]

No piso térreo o portal mainelado com arcos em ferradura, à entrada da Sala do Capítulo, é considerado um perfeito exemplar da arquitectura regional manuelino-mudéjar.[1] Nesta porta pode-se ainda ver um medalhão alusivo à participação de D. Rodrigo de Melo na Batalha de Azamor.[3]

Em 1986 o centro histórico da cidade de Évora, incluindo o convento, é classificado como Património Mundial pela UNESCO.[4]

A Pousada[editar | editar código-fonte]

A adaptação a Pousada manteve praticamente intacta a estrutura original do edifício, contando esta com 31 quartos nos locais onde se situavam as antigas Celas dos Cónegos Regrantes, e duas suites mais amplas, possuindo uma delas, a "Suite presidencial", uma sala decorada com frescos.

No piso térreo encontra-se o antigo refeitório dos monges, utilizado como sala dos pequenos almoços ou sala de refeições no Inverno, bem como a antiga cozinha do convento, agora transformada numa das salas de estar da Pousada. A sala de refeições desenvolve-se em torno do claustro.

O acesso ao 1º andar faz-se por uma escadaria em mármore que permite aceder à "Sala do Império", antiga "Sala do D. Prior", revestida com pinturas murais de Francisco de Figueiredo e com retratos de personagens da Literatura e da História de Portugal bem como do fundador do convento.

A Pousada conta também com uma pequena piscina, bar e esplanada.

Hotel Convento[editar | editar código-fonte]

Construído no século XV sobre o que restava de um castelo medieval, o Convento dos Lóios, conhecido também como Convento de São João Evangelista, ficou muito danificado aquando do terramoto de 1755.

O Museu Convento de Loiós contém um majestoso e imponente claustro de dois pisos, sendo o piso inferior de estilo gótico-manuelino e o superior já com características renascentistas.

A igreja, construída no estilo manuelino, tem uma nave de cinco tramos rectangulares e cobre-se por uma abóbada esplendorosa. As paredes, revestidas com painéis azulejares do século XVIII, são autênticas jóias do azulejo setecentista, em Portugal.

Já a capela-mor é coberta por uma abóbada de complicado desenho, com excelsas ogivas entrecruzadas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências


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