Ourém (Portugal)

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Ourém
Brasão de Ourém Bandeira de Ourém
Castelo de Ourém (18).JPG
Ruínas do Castelo de Ourém
Localização de Ourém
Gentílico Oureense
Área 416,68 km²
População 45 932 hab. (2011)
Densidade populacional 110,2  hab./km²
N.º de freguesias 13
Presidente da
câmara municipal
Paulo Fonseca (PS)
Fundação do município
(ou foral)
1180
Região (NUTS II) Centro
Sub-região (NUTS III) Médio Tejo
Distrito Santarém
Antiga província Beira Litoral
Orago Nossa Senhora da Piedade
Feriado municipal 20 de Junho
Sítio oficial www.cm-ourem.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Ourém é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Santarém, região Centro (depois da extinta/antiga Vale do Tejo) e sub-região do Médio Tejo, com cerca de 12 994 habitantes.[1] A cidade de Ourém contém duas freguesias inseridas na sua mancha urbana. Ourém é uma cidade próspera, antiga (tem um castelo) e moderna, com avenidas extensas. A cidade de Ourém é a sede da comarca judicial (tribunal).

É sede de um município com 416,68 km² de área[2] e 45 932 habitantes (Censos 2011),[3][4] subdividido em 18 freguesias.[5] O município é limitado a norte pelo município de Pombal, a nordeste por Alvaiázere, a leste por Ferreira do Zêzere e Tomar, a sueste por Torres Novas, a sudoeste por Alcanena e a oeste pela Batalha e por Leiria. Existem duas localidades no município de Ourém com a categoria honorífica de cidade: Fátima e Ourém. Localidades com categoria de vila: Caxarias, Freixianda, Vilar dos Prazeres desde 2004 e Olival em Junho 2009.

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Ourém.

O concelho de Ourém está dividido em 13 freguesias:

História[editar | editar código-fonte]

O concelho recebeu foral em 1180, atribuído pela infanta D. Teresa, filha de D. Afonso Henriques. Nesse documento refere-se que aquele lugar se chamava em latim Auren.

No documento de doação do eclesiástico em 1183 por D. Teresa, afirma-se que o local onde foi construído o castelo anteriormente se chamava Abdegas, "Aprouve-me fazer testamento do eclesiástico de Ourém, que antes se chamava Abdegas". No entanto, no foral de Leiria de 1142 a palavra Ourém (Portus de Auren) já era referida, pela primeira vez, como limite territorial do termo de Leiria, e parece indicar um curso de água, correspondente à ribeira de Seiça. Em 1159 na doação do Castelo de Ceras, e em 1167 num documento do Bispo de Lisboa a D. Afonso Henriques sobre uma disputa territorial com os Templários, tinha voltado a aparecer Portus de Auren.

A palavra Portus significava uma travessia de um rio ou ribeiro. A comparação dos documentos leva a concluir que o "Porto de Ourém" se situava entre a Sabacheira e Seiça. Por isso, é de crer que inicialmente a palavra Auren designasse apenas a ribeira com os seus terrenos adjacentes.

O núcleo histórico desenvolveu-se em torno do Castelo de Ourém, que teve no tempo de D. Afonso, 4.º Conde de Ourém um período de grande desenvolvimento.

Grandemente atingida pelo Terramoto de 1755, a cabeça do concelho mudou-se para a Vila Nova.

Foi incendiada pelo Exército Francês durante a Terceira Invasão Francesa no final de 1810, tendo sobrado, apenas, algumas casas.

Em 1841 a sede do concelho passou da zona histórica do castelo para o vale onde se encontra actualmente, para a Vila Nova.

Desde a primeira metade do século XIX até à sua elevação a cidade em 20 de Junho de 1991[6], era conhecida como Vila Nova de Ourém. Actualmente o seu nome oficial é Ourém.

Outras cidades relativamente perto: Leiria, Fátima, Tomar, Torres Novas, Entroncamento e Pombal.

População[editar | editar código-fonte]

Número de habitantes [7]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
17 392 19 943 22 460 25 726 29 586 31 269 34 534 40 750 46 326 47 511 42 745 41 376 40 185 46 216 45 932

(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.)

Número de habitantes por Grupo Etário [8]
1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
0-14 Anos 9 630 10 597 11 099 12 997 14 782 15 845 16 176 13 285 10 300 8 076 7 815 6 667
15-24 Anos 4 222 5 413 5 640 6 158 7 193 7 892 8 438 7 345 7 660 6 329 6 520 5 330
25-64 Anos 9 811 11 108 11 956 12 960 15 350 18 063 19 120 18 050 18 058 19 294 23 281 23 778
= ou > 65 Anos 1 705 1 662 1 961 2 414 2 631 2 897 3 777 4 065 5 358 6 486 8 600 10 157
> Id. desconh 102 50 137 55 110

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no concelho à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

Património[editar | editar código-fonte]

Presidentes da Câmara Municipal[editar | editar código-fonte]

Eleições após o 25 de Abril de 1974:

  1. 1976 - António Teixeira, CDS
  2. 1979 - Mário Albuquerque, PSD
  3. 1982 - António Teixeira, CDS
  4. 1985 - Mário Albuquerque, PSD
  5. 1989 - Mário Albuquerque, PSD
  6. 1993 - Mário Albuquerque, PSD
  7. 1997 - David Catarino, PSD
  8. 2001 - David Catarino, PSD
  9. 2005 - David Catarino, PSD
  10. 2009 - Vítor Frazão, PSD
  11. 2009 - Paulo Fonseca, PS
  12. 2013 - Paulo Fonseca, PS

Lenda de Oureana[editar | editar código-fonte]

A lenda de Oureana foi divulgada por Frei Bernardo de Brito na "Crónica da Ordem de Cister" (Livro VI, Cap. I).

Num ataque surpresa a Alcácer do Sal, no dia de São João de 1158, o cristão Gonçalo Hermigues, com alguns companheiros, raptou uma princesa moura chamada Fátima e trouxe-a para o lugar na Serra de Aire que mais tarde se veio a chamar pelo nome da princesa. Mais tarde, no seu cativeiro, a moura apaixonou-se pelo cristão e resolveu baptizar-se para poder casar com o seu amado. Para seu nome de baptismo escolheu Oureana. Daqui, segundo a lenda, teria tido origem o nome da vila de Ourém.

Arquitetura do século XX[editar | editar código-fonte]

No âmbito do Inquérito à Arquitectura Portuguesa do Século XX, realizado pela Ordem dos Arquitectos, foram inventariadas 9 obras no concelho, duas das quais na cidade de Ourém, ambas da autoria do arquiteto Carlos Manuel Oliveira Ramos:

  • Casas dos Magistrados – Rua Dr. Carlos Faria de Almeida
  • Estação de Autocarros – Praça da República

Produção local[editar | editar código-fonte]

  • Vinho

O vinho Medieval de Ourém está consagrada na Lei desde 11 de Fevereiro de 2005, enquanto vinho de qualidade produzido em região determinada (V.Q.P.R.D.), neste caso, no concelho de Ourém. Existem largas centenas de vitivinicultores registados no concelho.[9]

Actualmente[editar | editar código-fonte]

Actualmente tem um edifício dos Paços do Concelho novo (inaugurado em Junho 2009), no centro da cidade tem um jardim público, apesar de ter outro muito maior nos arredores da cidade, chamado Parque Linear. Tem quatro jardins de infância, duas escolas de ensino básico, duas escolas de ensino secundário e uma escola profissional. Tem vários centros comerciais e um mercado, que funciona todas as quintas e sábados de manhã. Tem uma biblioteca, uma piscina municipal, um cinema, um lar de idosos, um centro de saúde, um quartel de bombeiros e duas esquadras da policia. Também tem duas escolas de música com paralelismo pedagógico reconhecido pelo Ministério da Educação, um centro de negócios e uma estação rodoviária.

Geminação[editar | editar código-fonte]

O concelho de Ourém está geminado com as seguintes cidades:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_indicadores&indOcorrCod=0005889&contexto=pi&selTab=tab0
  2. Instituto Geográfico Português (2013). «Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013» (XLS-ZIP). Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013. Direção-Geral do Território. Consultado em 28/11/2013. 
  3. INE (2012). Censos 2011 Resultados Definitivos – Região Centro (Lisboa: Instituto Nacional de Estatística). p. 121. ISBN 978-989-25-0184-0. ISSN 0872-6493. Consultado em 27/07/2013. 
  4. INE (2012). «Quadros de apuramento por freguesia» (XLSX-ZIP). Censos 2011 (resultados definitivos). Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_CENTRO". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 27/07/2013. 
  5. Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  6. http://www.cm-ourem.pt/Site/FrontOffice/default.aspx?module=faq/faq&ID=34
  7. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  8. INE - http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros
  9. Lourenço, Manuel (2009). O Palhete Medieval de Ourém. Contributos para a sua promoção e valorização turística, Mestrado em Engenharia Agronómica - Instituto Superior de Agronomia.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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