Progressão aritmética

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde novembro de 2011).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.

Uma progressão aritmética (abreviadamente, P. A.) é uma sequência numérica em que cada termo, a partir do segundo, é igual à soma do termo anterior com uma constante r. O número r é chamado de razão ou diferença comum da progressão aritmética.[1]

Alguns exemplos de progressões aritméticas:

  • 1, 4, 7, 10, 13, ..., é uma progressão aritmética em que a razão (a diferença entre os números consecutivos) é igual a 3.
  • -2, -4, -6, -8, -10, ..., é uma P.A. em que r = -2.
  • 6, 6, 6, 6, 6, ..., é uma P.A. com r = 0.

Numa progressão aritmética, a partir do segundo termo, o termo central é a média aritmética do termo antecessor e do sucessor, isto é, a_{n} = (a_{n-1} + a_{n+1}) / 2.

Fórmula do termo geral de uma progressão aritmética[editar | editar código-fonte]

O n-ésimo termo de uma progressão aritmética, denotado por a_n, pode ser obtido por meio da formula[1]

a_n = a_1 + (n - 1) \cdot r,

em que:

  • a_1 é o primeiro termo;
  • r é a razão.

Por meio da formula acima também é possível inserir (ou interpolar) uma quantidade de meios aritméticos entre dois números dados, de modo que eles formem parte de uma progressão aritmética. Esse procedimento é chamado de interpolação aritmética.[carece de fontes?]

Demonstração[editar | editar código-fonte]

A fórmula do termo geral pode ser demonstrada por indução matemática:

  • Ela é válida para o segundo termo pois, por definição, cada termo é igual ao anterior mais uma constante fixa r e portanto a_2 = a_1 + 1 \cdot r;
  • Assumindo como hipótese de indução que a fórmula é válida para n-1, ou seja, que a_{n-1} = a_1 + (n - 2) \cdot r, resulta que o n-ésimo termo é dado por:
a_n = a_{n-1} + r = (a_1 + (n - 2) \cdot r) + r = a_1 + ((n - 2) \cdot r + r) = a_1 + (n - 1) \cdot r.

De forma análoga, demonstra-se a seguinte fórmula, que expressa o n-ésimo termo em função do m-ésimo termo, para quaisquer inteiros positivos m e n:

a_n = a_m + (n - m) \cdot r

Soma dos termos de uma progressão aritmética[editar | editar código-fonte]

A soma dos termos dos extremos é igual à soma dos termos equidistantes deles

A soma dos termos de uma progressão aritmética situados no intervalo fechado de a_p até a_q é calculada pela seguinte fórmula:

S_{(p,q)}=\frac{(q - p + 1) \cdot (a_p + a_q)}{2}.

Em particular, para somar os n primeiros termos, pode-se utilizar a seguinte simplificação da fórmula anterior:

S_n=\frac{n \cdot \left(a_1 + a_n\right)}{2}.

Demostrações:[editar | editar código-fonte]

Considerando a PA (a_1, a_2, a_3, ..., a_{n-1}, a_n), a soma S_n de todos os termos dessa progressão pode ser escrita assim:

S_n = a_1 + a_2 + ... + a_{n-1} + a_n
S_n = a_n + a_{n-1} + ... + a_2 + a_1

Somando membro a membro, obtemos:

2S_n = (a_1 + a_n) + (a_2 + a_{n-1}) + ... + (a_{n-1} + a_2) + (a_n + a_1)
2S_n = (a_1 + a_n) + (a_2 + a_{n-1}) + ... + (a_2 + a_{n-1}) + (a_1 + a_n)

Todos os pares entre parênteses têm o mesmo valor por serem simétricos em relação aos extremos da PA

(a_2 + a_{n-1}) = (a_1 + r + a_n - r) = (a_1 + a_n)
(a_3 + a_{n-2}) = (a_1 + 2r + a_n - 2r) = (a_1 + a_n)

e assim por diante

2S_n = (a_1 + a_n) + (a_1 + a_n) + ... + (a_1 + a_n) + (a_1 + a_n)

Então, como há n pares de termos:

2S_n = (a_1 + a_n) \cdot n
S_n = \frac{(a_1 + a_n) \cdot n}{2}

Tipos de progressões aritméticas[editar | editar código-fonte]

Progressão aritmética constante[editar | editar código-fonte]

Uma progressão aritmética constante ou estacionária é toda progressão aritmética em que todos os termos são iguais, sendo que para isso a razão r tem que ser sempre igual a zero.

Exemplos de progressões aritméticas constantes:

  • 5, 5, 5, 5, 5, ..., tem razão r = 0
  • 0, 0, 0, 0, 0, ..., tem razão r = 0

Progressão aritmética crescente[editar | editar código-fonte]

Uma progressão aritmética crescente é toda progressão aritmética em que cada termo, a partir do segundo, é maior que o termo que o antecede, sendo que para isso a razão r tem que ser sempre maior que zero (r>0).

Exemplos de progressões aritméticas crescentes:

  • 2, 4, 6, 8, 10, ..., com razão r = 2
  • 3, 6, 9, 12, 15, ..., com razão r = 3

Progressão aritmética decrescente[editar | editar código-fonte]

Uma progressão aritmética decrescente é toda progressão aritmética em que cada termo, a partir do segundo, é menor que o termo que o antecede, sendo que para isso a razão r tem que ser sempre menor do que zero (r<0).

Exemplos de progressões aritméticas decrescentes:

  • 6, 4, 2, 0, -2, ..., tem razão igual a -2
  • 6, 3, 0, -3, -6, ..., tem razão igual a -3

Progressão aritmética de segunda ordem[editar | editar código-fonte]

Uma progressão aritmética de segunda ordem é uma sequência de números em que as diferenças entre os termos consecutivos segue uma progressão aritmética. Por exemplo, na sequência

1, 3, 7, 13, 21, 31, 43, 57, 73, ...,

se subtrairmos o primeiro termo da sequência do segundo, teremos como resultado o número 2. Já a diferença entre o segundo e terceiro termos é igual a 4, a diferença entre o terceiro e o quarto termos é igual a 6, e assim sucessivamente. Verificamos que a diferença entre os termos da sequência cresce em progressão aritmética de razão igual a 2, ou seja, assume os valores 2, 4, 6, 8 e assim por diante.

Seguindo o mesmo raciocínio, podemos definir progressões aritméticas de ordem 3: são sequências numéricas cuja diferença entre os termos formam uma progressão aritmética de ordem 2. Por analogia, podemos definir progressões aritméticas de ordem n.[2]

O estudo da soma dos termos dessas sequências serve como introdução ao cálculo de integrais de funções polinomiais. [carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. a b Spiegel & Moyer, p. 251
  2. Courant

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Spiegel, Murray R.; Moyer, Robert E.. Teoria e problemas de álgebra. 2 ed. [S.l.]: Bookman. p. 251. ISBN 9788536303406
  • Courant, Richard. Calculo Diferencial e Integral. [S.l.]: Globo. p. 29.