Segregação socioespacial em Manaus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Broom icon.svg
As referências deste artigo necessitam de formatação (desde maio de 2017). Por favor, utilize fontes apropriadas contendo referência ao título, autor, data e fonte de publicação do trabalho para que o artigo permaneça verificável no futuro.
Teatro Amazonas
Teatro Amazonas.
Série temática sobre a
Cidade de Manaus
História
Geografia
Política
Economia
Educação
Cultura
Segregação socioespacial
Turismo
Região metropolitana

[[Ficheiro:|thumb|esquerda|220px|Moradias a beira do rio, no bairro Educandos.]]

Invasão em uma das regiões de Manaus.

A Segregação socioespacial em Manaus, um município brasileiro do estado do Amazonas, sendo capital deste estado, é marcada por diversas transformações positivas e negativas ocorridas nos últimos anos. A cidade apresenta números elevados de segregação, que, segundo pesquisadores e ambientalistas, foi causada principalmente após a instalação da Zona Franca de Manaus, em 1967, que atraiu milhares de migrantes que ocuparam de forma desordenada a região periférica da cidade.

Segundo dados do Ministério das Cidades, o município apresentava até 2006 um déficit de aproximadamente 68.483 unidades habitacionais[1]. Isto equivaleria, segundo tais pesquisas, a aproximadamente 300 mil cidadãos sem acesso à habitação formal ou em habitações precárias [1]. Hoje, parte da população de Manaus mora em favelas, principalmente na Zona Leste e Centro-Oeste[1][2]. Bairros como: Novo Reino, Zumbi dos Palmares, Grande Vitória, Nova Vitória, União da Vitória, Mauazinho, Colônia Antônio Aleixo, Parque Riachuelo e outros.

Urbanistas e estudiosos das questões urbanas em Manaus apontam a região entre os rios Solimões e Negro, além do igarapé do Mindu, como a área urbana na qual historicamente a prefeitura atuou com maior rigor e com maior planejamento por parte do poder público, assim como a área no qual o poder público mais investiu, sendo também esta a região onde se encontra a maioria dos bairros com melhores indicadores sociais da cidade[3]. Esta região tem perdido população e apresentado uma densidade demográfica cada vez menor, apesar de ser região da cidade com maior índice de infraestrutura e equipamentos sociais[1]. Exceção feita às regiões de Adrianópolis, Cidade Nova, Tarumã e Flores, que sofreram um impressionante acréscimo de população[4]. As populações de mais baixa renda, por não terem como arcar com o custo de vida dessas áreas, acabam assim ocupando as áreas nas bordas do município, mais desprovidas de infraestrutura[5]. É válido mencionar, entretanto, que mesmo dentro da área delimitada por esses rios há algumas regiões de exclusão social, como a favela da Ceasa, no bairro Mauazinho. Por outro lado, há também alguns núcleos de alta renda como Flores, Parque 10 de Novembro, Cidade Nova e os condomínios do Tarumã, que estão localizados fora da área delimitada por esses rios.[1]

As regiões centro-sul, norte e leste são as regiões mais abrangidas pela reurbanização da cidade[6]. A prefeitura mantém a desapropriação de moradias situadas à beira do igarapé do mindu[7]. A implantação de um Corredor Ecológico também está em construção no local, obra que ligará as norte e centro-sul à zona leste.[7] Manaus é a única cidade brasileira a possuir um corredor ecológico.[8]

Além da dualidade centro-periferia que explicita em parte a desigualdade social na cidade, também notam-se pontos em que o contraste é visível e grupos de perfis de renda diversos convivem, como é o caso de bairros como Cidade Nova, Aleixo e São José, que apresenta conjuntos de habitação de alta renda localizados próximos a regiões de favela.[3]

Mas outros especialistas lembram que a área da Avenida Torquato Tapajós era pouco habitada, devido ao terreno encharcado e insalubre daquela região próximo ao fim da área urbana. A população construía suas moradias no bairro situado mais acima, a Santa Etelvina[9]. A ocupação da avenida se processou após ocorrerem investimentos imobiliários particulares que consistiam na construção de diversos condomínios e escritórios, que mudaram o perfil daquela região[5]. O Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) firmaram um termo com o objetivo de viabilizar projetos de infraestrutura para Manaus, sobretudo para o programa de revitalização do Centro de Manaus.[10]

Devido à crescente degradação do centro da cidade, alguns projetos de reurbanização, requalificação e revitalização têm sido sugeridos. Bairros situados fora do centro expandido como Japiim, que anos atrás abrigavam uma população pobre e operária, e nos quais há poucos anos havia falta de infraestrutura, sofreram uma grande mudança econômica[11]. Hoje tais bairros dispõem de equipamentos comerciais e de algum investimento infraestrutural. Outros estudiosos creditam ao grande crescimento econômico ocorrido na década de 1970 (apelidado de "milagre econômico") e com a chegada de milhares de migrantes, nordestinos e paulistas em grande parte, à procura de melhores condições de vida a causa dos problemas de segregação.[1]

Atualmente, Manaus possui apenas 80% de coleta e tratamento de esgoto sanitário[12]. A cidade conta, ainda, com 36 estações de tratamento de água e esgoto, dos quais 25 estão em operação, duas desativadas e nove sem funcionamento[12]. Cerca de 22% da área urbana da cidade está desmatada.[5] O abastecimento de água na cidade é realizado pela empresa Manaus Ambiental. A distribuição de energia elétrica é realizada pela empresa Amazonas Energia.[13]

Referências

  1. a b c d e f «A problemática das invasões de terra que ocorrem em Manaus» (PDF). Consultado em 15 de abril de 2010 
  2. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome São José Operário
  3. a b Mídia Independente. «As ocupações na cidade de Manaus e a Segregação Urbana». Consultado em 6 de agosto de 2010 
  4. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome Cidade Nova
  5. a b c Revista Meio Ambiente. «Desmatamento Já Atingiu 22% da Área Urbana de Manaus». Consultado em 6 de agosto de 2010 
  6. UDESC - Joinville. «Abertura - urbanização do Brasil». Consultado em 16 de setembro de 2010 
  7. a b Portal Amazônia. «Ministério do Meio Ambiente irá financiar o Corredor Ecológico do Mindu». Consultado em 16 de setembro de 2010 
  8. Portal Amazônia. «Manaus terá o primeiro corredor ecológico do País». Consultado em 16 de setembro de 2010 
  9. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome Santa Etelvina
  10. PortalAmazônia. «Institutos firmam compromissos de projetos para infraestrutura de Manaus» 
  11. «Japiim, bairro da zona sul de Manaus». PortalAmazônia.com. 6 de agosto de 2010 
  12. a b PortalAmazônia. «Audiência pública discute cobrança de tarifa de esgoto em Manaus» 
  13. Prefeitura de Manaus. «Prefeitura de Manaus e Amazonas Energia». Consultado em 6 de agosto de 2010 
Portal A Wikipédia possui o
Portal de Manaus