Economia do Amazonas

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Economia do Amazonas
Ficha técnica
Participação no PIB nacional 1,4% (2015) [1]
PIB R$ 86,560 bilhões (2015)
PIB per capita R$ 21.978 (2015)
Composição do PIB[2]
Agropecuária 6,6% (2015)
Indústria 27,9% (2015)
Serviços 49,2% (2015)

O Amazonas é o segundo estado mais rico da Região Norte do Brasil. Em 2015, seu PIB foi de R$ 86,560 bilhões, ou 1,4% do PIB nacional.[3]

Possui uma economia diversificada, composta por indústrias eletroeletrônica, duas rodas, naval, mecânica, metalúrgica, petroquímica, plástica e termoplástica, bem como setores de serviços, financeiro, agropecuário e ecoturismo na floresta amazônica.[4]

O Amazonas está localizado na maior floresta tropical do mundo com mais de 90% de sua área florestal intacta, sendo o estado mais preservado da bacia amazônica.[5] Basicamente cinco dos grandes rios do país estão localizados nesse estado, fazendo que muito de seus rios, afluentes e subafluentes tornem-se ótimos para a navegação facilitando o fluxo de bens para outras partes do Brasil e países vizinhos desnecessitando a abertura de novas estradas na selva, onde também pode se tornar prejudicial para a economia do próprio estado.[6][7]

Indústrias[editar | editar código-fonte]

A indústria é a segunda maior fonte geradora de renda na economia do Amazonas. Após o fim do ciclo da borracha, a extração do látex deu lugar à

indústria, especialmente na década de 60, com a implantação da Zona Franca.

  • Região Metropolitana de Manaus; maior polo de riqueza regional, concentra a maioria das indústrias do estado do Amazonas, onde a Grande Manaus detém o maior PIB da Região Norte do Brasil.[8] O faturamento desse polo é em média cerca de US$ 18,9 bilhões por ano, com exportações superiores a US$ 2,2 bilhões.[9] São mais de 700 empresas de grande, médio e pequeno porte que fabricam uma grande quantidade da produção brasileira de motocicletas, televisores, monitores para computadores, cinescópios, telefones celulares, aparelhos de som, DVDs players, relógios de pulso, aparelhos de refrigeração, bicicletas, produtos químicos e bebidas sem álcool.[7]

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Os principais produtos do extrativismo vegetal do estado do Amazonas são: banana, madeira, melancia, guaraná, borracha, castanha-da-amazônia (maior produtor do país),[10] tucumã, cacau, graviola, pupunha, cupuaçu, essências, óleos de copaíba, andiroba, piaçava, coco, açaí e bacuri.[11][12]A extração mineral está em expansão e os minérios mais importantes são: bauxita, ferro, sal-gema, manganês, linhita, ouro e cassiterita[13][11], a extração desses minérios ocorrem principalmente nos municípios de Presidente Figueiredo e Novo Aripuanã onde também são extraídos diamantes, níquel, cobre, calcário, gipsita, chumbo, caulim e estanho.[11][14]

A extração de petróleo e gás natural ocorre no campo de Urucu, sendo esta unidade a maior em extração terrestre existente atualmente no Brasil, localiza-se no município de Coari, cidade com o segundo maior PIB municipal do Amazonas depois de Manaus, atravessa o estado com o gasoduto de 663,2 km que liga Urucu até a capital onde ocorre o processamento e distribuição a partir da REMAM (Refinaria Isaac Sabbá).[11]

A agricultura é praticada como forma de subsistência. Nas fazendas industriais existentes no estado os principais produtos produzidos são: juta, malva, guaraná (com destaque a fazenda Santa Helena em Maués),[15] mandioca, banana, cana-de-açúcar, feijão, laranja, cupuaçu, milho e pimenta-do-reino, enquanto na pecuária, apresenta gado bovino, suíno e bubalino (esse em pequena escala), existe também um pólo piscicultor, alguns especialmente na criação de peixes ornamentais como acará-bandeira e o tetra-cardeal e a exportação de peixes amazônicos mais consumidos como pirarucu, tambaqui, matrinxã, tucunaré e jaraqui. O sul do estado é a região onde ocorre com mais frequência a agricultura e pecuária, principalmente nos municípios de Apuí, Humaitá, Novo Aripuanã e Manicoré, a pecuária também destaca-se nos municípios de Autazes e Careiro da Várzea.[16]

Serviços[editar | editar código-fonte]

O setor terciário em geral responde pela maior parcela do PIB do Amazonas. Em 2015 a área de serviços foi responsável por 49,2% da economia amazonense, sendo assim o setor mais mais importante no PIB do estado. A Grande Manaus responde por boa parte da atividade comercial, concentrando órgãos, estabelecimentos e serviços que atendem a todo o estado.

O ecoturismo é o segmento mais discreto da economia do Amazonas, operam dentro do território do estado, hotéis de selva que oferecem incursões e outras atividades na floresta amazônica, além de empresas de cruzeiros fluviais e de pesca esportiva, também ocorre inúmeros festivais folclóricos em alguns municípios do interior, o festival de Parintins é o mais famoso deles gerando uma quantia estimada de aproximadamente R$ 30.000.000,00 para o município.

Existem na capital do estado feiras que promovem o potencial econômico da região, incluindo produtos industrializados de ponta e regionais, feitos com base em matérias-primas locais e importadas.[6]

Vista panorâmica da cidade de Manaus, o centro econômico do Amazonas.

PIB por municípios[editar | editar código-fonte]

Posição Município [17] Região Intermediária [18] PIB (R$ 1.000)[19] Per Capita [20]
Em 2015 Em 2012
1 Estável (0) Manaus Intermediária de Manaus 67.066.846 32 592
2 Estável (0) Coari Intermediária de Manaus 2.264.783 27 260
3 Estável (0) Itacoatiara Intermediária de Parintins 1.760.782 18 129
4 Estável (0) Manacapuru Intermediária de Manaus 1.412.207 14 995
5 Estável (0) Parintins Intermediária de Parintins 951.340 8 526
6 Aumento (1) Presidente Figueiredo Intermediária de Manaus 760.558 23 179
7 Aumento (12) Codajás Intermediária de Manaus 741.243 27 682
8 Baixa (2) Tefé Intermediária de Tefé 710.974 11 385
9 Aumento (2) Iranduba Intermediária de Manaus 626.696 13 628
10 Baixa (2) Manicoré Intermediária de Lábrea 493.014 9 292
11 Aumento (2) Humaitá Intermediária de Lábrea 450.350 8 778
12 Estável (0) Rio Preto da Eva Intermediária de Manaus 443.722 14 533
13 Aumento (13) Eirunepé Intermediária de Tefé 408.164 11 996
14 Baixa (5) Lábrea Intermediária de Lábrea 390.985 9 037
15 Estável (0) Tabatinga Intermediária de Tefé 381.214 6 246
16 Baixa (4) Maués Intermediária de Parintins 380.968 6 351
17 Aumento (17) Urucará Intermediária de Parintins 310.096 18 067
18 Estável (0) Boca do Acre Intermediária de Lábrea 286.187 8 543
19 Estável (0) Careiro da Várzea Intermediária de Manaus 269.314 9 624
20 Estável (0) São Gabriel da Cachoeira Intermediária de Manaus 265.693 6 165
21 Baixa (6) Autazes Intermediária de Manaus 264.873 7 152
22 Estável (0) Borba Intermediária de Manaus 260.501 6 629
23 Aumento (8) Carauari Intermediária de Tefé 250.908 8 999
24 Estável (0) Careiro Centro Amazonense 246.803 6 773
25 Baixa (1) Benjamin Constant Intermediária de Tefé 244.941 6 203
26 Aumento (6) Manaquiri Intermediária de Manaus 231.337 8 141
27 Aumento (2) Barreirinha Intermediária de Parintins 205.900 6 716
28 Baixa (7) Apuí Intermediária de Lábrea 205.220 9 938
29 Baixa (2) Tapauá Intermediária de Lábrea 201.183 11 083
30 Aumento (8) Jutaí Intermediária de Tefé 196.527 11 849
31 Baixa (6) Nova Olinda do Norte Intermediária de Manaus 195.765 5 568
32 Baixa (3) São Paulo de Olivença Intermediária de Tefé 193.910 5 307
33 Estável (0) Novo Aripuanã Intermediária de Lábrea 161.302 6 633
34 Baixa (4) Fonte Boa Intermediária de Tefé 156.786 7 558
35 Aumento (12) Anori Intermediária de Manaus 154.516 8 099
36 Aumento (13) Santa Isabel do Rio Negro Intermediária de Manaus 123.219 6 831
37 Baixa (1) Barcelos Intermediária de Manaus 147.980 5 525
38 Baixa (3) Santo Antônio do Içá Intermediária de Tefé 146.110 6 312
39 Aumento (15) Atalaia do Norte Intermediária de Tefé 143.421 7 909
40 Aumento (3) Pauini Intermediária de Lábrea 135.729 7 004
41 Aumento (16) Caapiranga Intermediária de Manaus 135.273 10 891
42 Baixa (1) Uarini Intermediária de Tefé 130.806 9 969
43 Baixa (20) Envira Intermediária de Tefé 129.196 6 877
44 Aumento (4) Beruri Intermediária de Manaus 125.511 6 907
45 Baixa (9) Nhamundá Intermediária de Parintins 123.759 6 079
46 Estável (0) Maraã Intermediária de Tefé 122.493 6 648
47 Baixa (3) Ipixuna Intermediária de Tefé 120.528 4 487
48 Aumento (2) Novo Airão Intermediária de Manaus 116.940 6 617
49 Baixa (10) Tonantins Intermediária de Tefé 114.653 6 204
50 Baixa (10) Urucurituba Intermediária de Parintins 113.845 5 385
51 Baixa (9) Guajará Intermediária de Tefé 106.539 6 731
52 Aumento (1) Silves Intermediária de Parintins 104.903 11 551
53 Baixa (2) Alvarães Intermediária de Tefé 102.300 6 580
54 Baixa (2) Boa Vista do Ramos Intermediária de Parintins 101.733 5 758
55 Aumento (4) Juruá Intermediária de Tefé 90.336 6 844
56 Estável (0) Canutama Intermediária de Lábrea 88.034 5 818
57 Estável (0) São Sebastião do Uatumã Intermediária de Parintins 84.529 6 613
58 Aumento (1) Anamã Intermediária de Manaus 83.576 6 783
59 Baixa (13) Itapiranga Intermediária de Parintins 80.452 8 986
60 Estável (0) Itamarati Intermediária de Tefé 79.253 9 689
61 Estável (0) Amaturá Intermediária de Tefé 66.408 6 122
62 Estável (0) Japurá Intermediária de Tefé 60.501 11 805

Dados[editar | editar código-fonte]

  • Acima de 1 bilhão: 4 municípios
  • Entre 300 milhões e 1 bilhão: 13 municípios
  • Entre 200 milhões e 300 milhões: 12 municípios
  • Entre 100 milhões e 200 milhões: 25 municípios
  • Menos de 100 milhões: 8 municípios

Referências

  1. «Contas Regionais 2015: queda no PIB atinge todas as unidades da federação pela primeira vez na série». IBGE. 17 de novembro de 2017 
  2. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/am/pesquisa/10060/60147
  3. Pontes, Helena Maria Mattos. «IBGE - Agência de Notícias». IBGE - Agência de Notícias. Consultado em 5 de agosto de 2018. 
  4. «Polo Industrial de Manaus». Superintendência da Zona Franca de Manaus SUFRAMA. Consultado em 5 de agosto de 2018. 
  5. «Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - Amazonas é o Estado mais preservado da Bacia Amazônica brasileira, garante pesquisador do Inpa em evento que debateu o desmatamento florestal na Amazônia». portal.inpa.gov.br. Consultado em 5 de agosto de 2018. 
  6. a b «Economia do Amazonas». Amazônia de A a Z. Consultado em 20 de dezembro de 2016. 
  7. a b MAGNOLI, Demétrio; ARAÚJO, Regina (2005). Projeto de Ensino de Geografia - Geografia do Brasil. [S.l.: s.n.] 
  8. Vidal, Pedro. «IBGE - Agência de Notícias». IBGE - Agência de Notícias. Consultado em 5 de agosto de 2018. 
  9. NASCIMENTO, Enock (2 de fevereiro de 2016). «PIM fatura R$ 78 bilhões em 2015». Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Consultado em 21 de dezembro de 2016. 
  10. «Extração de castanha no Amazonas é a maior do país». Diário do Amazonas. 29 de setembro de 2017 
  11. a b c d «Economia do Amazonas». Colégio Web. Consultado em 20 de dezembro de 2016. 
  12. «Extração de minério no Amazonas.». D24AM. 11 de dezembro de 2011. Consultado em 31 de dezembro de 2014. 
  13. «Mineração Taboca». Taboca. Consultado em 10 de maio de 2017. 
  14. «Urucu-Coari-Manaus». Consultado em 31 de dezembro de 2014. 
  15. «Humans of Maues». Portal do Guaraná Antártica. Consultado em 21 de dezembro de 2016. 
  16. «Amazonas | Cenários para a pecuária». csr.ufmg.br. Consultado em 5 de agosto de 2018. 
  17. Governo do Estado do Amazonas. http://www.amazonas.am.gov.br/o-amazonas/dados/. Consultado em 22 de junho de 2012.  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  18. «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1º de julho de 2008. Consultado em 22 de junho.  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  19. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome IBGE_PIB_2015
  20. «Produto interno bruto dos municípios em 2011 - Pib per capita a preços correntes - Comparação entre os municípios: Amazonas». @Cidades. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2011. Consultado em 25 de dezembro de 2013.  Texto "manaus" ignorado (ajuda); Texto "produto-interno-bruto-dos-municipios-2011" ignorado (ajuda)