Economia do Amazonas

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Economia do Amazonas
Ficha técnica (2016)
Participação no PIB nacional 1,4% [1]
PIB R$ 89, 017 bilhões
PIB per capita R$ 22 245,02
Composição do PIB (2016)[2]
Agropecuária 6,6%
Indústria 29,5%
Serviços 49%

O Amazonas é o segundo estado mais rico da Região Norte do Brasil. Em 2016, seu PIB somou R$ 89 bilhões ou 1,4% do PIB nacional.[3]

A economia amazonense é diversificada, composta por agropecuária, indústrias nos seguimentos de eletroeletrônica, duas rodas, naval, mecânica, metalúrgica, petroquímica, plástica e termoplástica, bem como setores de comércio, serviços e ecoturismo na Floresta Amazônica.[4]

O Amazonas está localizado no centro da Amazônia com 98% de sua área florestal intacta,[5] sendo o estado mais preservado da bacia amazônica.[6] Basicamente cinco dos grandes rios do país estão localizados nesse estado, fazendo que muito de seus rios, afluentes e subafluentes tornem-se ótimos para a navegação facilitando o fluxo de bens para outras partes do Brasil e países vizinhos desnecessitando a abertura de novas estradas na selva, onde também pode se tornar prejudicial para a economia do próprio estado.[7][8]

Indústrias[editar | editar código-fonte]

A indústria é a segunda maior fonte geradora de renda na economia do Amazonas. Após o fim do ciclo da borracha, a extração do látex deu lugar à indústria, especialmente na década de 60, com a implantação da Zona Franca de Manaus.

  • Região Metropolitana de Manaus; maior polo de riqueza regional, concentra a maioria das indústrias do estado do Amazonas, onde a Grande Manaus detém o maior PIB da Região Norte do Brasil.[9] O faturamento desse polo é em média cerca de US$ 18,9 bilhões por ano, com exportações superiores a US$ 2,2 bilhões.[10] São mais de 700 empresas de grande, médio e pequeno porte que fabricam uma grande quantidade da produção brasileira de motocicletas, televisores, monitores para computadores, cinescópios, telefones celulares, aparelhos de som, DVDs players, relógios de pulso, aparelhos de refrigeração, bicicletas, produtos químicos e bebidas sem álcool.[8]

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Os principais produtos do extrativismo vegetal do estado do Amazonas são: banana, madeira, melancia, guaraná, borracha, castanha-da-amazônia (maior produtor do país),[11] tucumã, cacau, graviola, pupunha, cupuaçu, essências, óleos de copaíba, andiroba, piaçava, coco, açaí e bacuri.[12][13]A extração mineral está em expansão e os minérios mais importantes são: bauxita, ferro, sal-gema, manganês, linhita, ouro e cassiterita[14][12], a extração desses minérios ocorrem principalmente nos municípios de Presidente Figueiredo e Novo Aripuanã onde também são extraídos diamantes, níquel, cobre, calcário, gipsita, chumbo, caulim e estanho.[12][15]

A extração de petróleo e gás natural ocorre no campo de Urucu, sendo esta unidade a maior em extração terrestre existente atualmente no Brasil, localiza-se no município de Coari, cidade com o segundo maior PIB municipal do Amazonas depois de Manaus, atravessa o estado com o gasoduto de 663,2 km que liga Urucu até a capital onde ocorre o processamento e distribuição a partir da Reman (Refinaria de Manaus).[12]

A agricultura é praticada como forma de subsistência. Nas fazendas industriais existentes no estado os principais produtos produzidos são: juta, malva, guaraná (com destaque a fazenda Santa Helena em Maués),[16] mandioca, banana, cana-de-açúcar, feijão, laranja, cupuaçu, milho e pimenta-do-reino, enquanto na pecuária, apresenta gado bovino, suíno e bubalino (esse em pequena escala), existe também um pólo piscicultor, alguns especialmente na criação de peixes ornamentais como acará-bandeira e o tetra-cardeal e a exportação de peixes amazônicos mais consumidos como pirarucu, tambaqui, matrinxã, tucunaré e jaraqui. O sul do estado é a região onde ocorre com mais frequência a agricultura e pecuária, principalmente nos municípios de Apuí, Humaitá, Novo Aripuanã e Manicoré, a pecuária também destaca-se nos municípios de Autazes e Careiro da Várzea.[17]

Serviços[editar | editar código-fonte]

O setor terciário em geral responde pela maior parcela do PIB do Amazonas. Em 2016 as áreas de comércio e serviços foram responsáveis por 49% da economia amazonense, sendo assim o setor mais importante no PIB do estado. A Grande Manaus responde por boa parte da atividade comercial, concentrando órgãos, estabelecimentos e serviços que atendem a todo o estado.

O ecoturismo é o segmento mais discreto da economia do Amazonas, operam dentro do território do estado, hotéis de selva que oferecem incursões e outras atividades na floresta amazônica, além de empresas de cruzeiros fluviais e de pesca esportiva, também ocorre inúmeros festivais folclóricos em alguns municípios do interior, o festival de Parintins é o mais famoso deles gerando uma quantia estimada de aproximadamente R$ 30.000.000,00 para o município.

Existem na capital do estado feiras que promovem o potencial econômico da região, incluindo produtos industrializados de ponta e regionais, feitos com base em matérias-primas locais e importadas.[7]

Vista panorâmica da cidade de Manaus, o centro econômico do Amazonas.

PIB por municípios[editar | editar código-fonte]

Posição Município Região Intermediária [18] PIB (R$ 1.000)[19] Per Capita[19]
Em 2016 Em 2015
1 Estável (0) Manaus Intermediária de Manaus 70.296.364 33.564
2 Aumento (1) Itacoatiara Intermediária de Parintins 2.054.830 20.861
3 Aumento (1) Manacapuru Intermediária de Manaus 1.241.891 13.027
4 Baixa (2) Coari Intermediária de Manaus 1.134.798 13.521
5 Estável (0) Parintins Intermediária de Parintins 1.024.890 9.093
6 Aumento (2) Tefé Intermediária de Tefé 650.319 10.450
7 Aumento (1) Codajás Intermediária de Manaus 648.090 23.737
8 Aumento (1) Iranduba Intermediária de Manaus 636.014 13.618
9 Baixa (3) Presidente Figueiredo Intermediária de Manaus 546.209 16.207
10 Aumento (1) Humaitá Intermediária de Lábrea 493.744 9.431
11 Baixa (1) Manicoré Intermediária de Lábrea 477.439 8.860
12 Estável (0) Rio Preto da Eva Intermediária de Manaus 445.164 14.234
13 Aumento (1) Lábrea Intermediária de Lábrea 433.736 9.842
14 Aumento (1) Tabatinga Intermediária de Tefé 414.692 6.651
15 Aumento (1) Maués Intermediária de Parintins 396.078 6.481
16 Baixa (3) Eirunepé Intermediária de Tefé 391.606 11.364
17 Aumento (1) Boca do Acre Intermediária de Lábrea 308.465 9.115
18 Baixa (1) Urucará Intermediária de Parintins 296.567 17.379
19 Estável (0) Careiro da Várzea Intermediária de Manaus 295.105 10.321
20 Aumento (1) Autazes Intermediária de Manaus 287.717 7.621
21 Baixa (1) São Gabriel da Cachoeira Intermediária de Manaus 271.073 6.184
22 Aumento (3) Benjamin Constant Intermediária de Tefé 266.870 6.603
23 Baixa (1) Borba Intermediária de Manaus 265.443 6.655
24 Baixa (1) Carauari Intermediária de Tefé 263.441 9.371
25 Aumento (1) Manaquiri Intermediária de Manaus 249.818 8.518
26 Baixa (3) Careiro Intermediária de Manaus 241.608 6.544
27 Baixa (1) Barreirinha Intermediária de Parintins 219.595 7.060
28 Aumento (1) Tapauá Intermediária de Lábrea 216.816 12.019
29 Aumento (2) Nova Olinda do Norte Intermediária de Manaus 209.842 5.862
30 Aumento (2) São Paulo de Olivença Intermediária de Tefé 205.182 5.501
31 Baixa (1) Jutaí Intermediária de Tefé 198.021 12.223
32 Baixa (4) Apuí Intermediária de Lábrea 185.275 8.810
33 Aumento (2) Anori Intermediária de Manaus 154.516 8.972
34 Aumento (8) Uarini Intermediária de Tefé 175.838 13.245
35 Aumento (4) Atalaia do Norte Intermediária de Tefé 168.978 9.085
36 Baixa (3) Novo Aripuanã Intermediária de Lábrea 167.040 6.758
37 Aumento (1) Santo Antônio do Içá Intermediária de Tefé 161.023 6.888
38 Baixa (1) Barcelos Intermediária de Manaus 157.193 5.698
39 Baixa (4) Fonte Boa Intermediária de Tefé 149.829 7.418
40 Aumento (13) Alvarães Intermediária de Tefé 147.946 9.406
41 Estável (0) Caapiranga Intermediária de Manaus 145.493 11.527
42 Aumento (4) Maraã Intermediária de Tefé 144.220 7.805
43 Estável (0) Envira Intermediária de Tefé 142.594 7.449
44 Baixa (4) Pauini Intermediária de Lábrea 140.830 7.226
45 Estável (0) Nhamundá Intermediária de Parintins 133.331 6.462
46 Baixa (10) Santa Isabel do Rio Negro Intermediária de Manaus 128.353 5.558
47 Estável (0) Ipixuna Intermediária de Tefé 125.078 4.534
48 Aumento (2) Urucurituba Intermediária de Parintins 121.982 5.634
49 Baixa (5) Beruri Intermediária de Manaus 121.837 6.558
50 Estável (0) Novo Airão Intermediária de Manaus 120.587 6.650
51 Baixa (2) Tonantins Intermediária de Tefé 116.886 6.273
52 Baixa (2) Boa Vista do Ramos Intermediária de Parintins 110.092 6.089
53 Baixa (2) Guajará Intermediária de Tefé 109.928 6.834
54 Aumento (5) Itapiranga Intermediária de Parintins 100.554 11.123
55 Baixa (3) Silves Intermediária de Parintins 97.990 10.713
56 Estável (0) Canutama Intermediária de Lábrea 97.250 6.351
57 Aumento (1) Anamã Intermediária de Manaus 95.318 7.533
58 Baixa (1) São Sebastião do Uatumã Intermediária de Parintins 94.782 7.233
59 Baixa (4) Juruá Intermediária de Tefé 88.753 6.535
60 Estável (0) Itamarati Intermediária de Tefé 84.143 10.320
61 Estável (0) Amaturá Intermediária de Tefé 66.232 5.995
62 Estável (0) Japurá Intermediária de Tefé 59.189 12.701

Dados[editar | editar código-fonte]

  • Acima de 1 bilhão: 5 municípios
  • Entre 300 milhões e 1 bilhão: 12 municípios
  • Entre 200 milhões e 300 milhões: 13 municípios
  • Entre 100 milhões e 200 milhões: 24 municípios
  • Menos de 100 milhões: 8 municípios

Referências

  1. «Contas Regionais 2016: entre as 27 unidades da federação, somente Roraima teve crescimento do PIB». IBGE. 16 de novembro de 2018 
  2. IBGE. «Contas regionais do Brasil: Amazonas». Consultado em 28 de setembro de 2018 
  3. Pontes, Helena Maria Mattos. «IBGE - Agência de Notícias». IBGE - Agência de Notícias. Consultado em 18 de novembro de 2018 
  4. «Polo Industrial de Manaus». Superintendência da Zona Franca de Manaus SUFRAMA. Consultado em 5 de agosto de 2018 
  5. «Pesquisa científica comprova contribuição do PIM para a redução do desmatamento na Amazônia». Superintendência da Zona Franca de Manaus SUFRAMA. Consultado em 18 de novembro de 2018 
  6. «Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - Amazonas é o Estado mais preservado da Bacia Amazônica brasileira, garante pesquisador do Inpa em evento que debateu o desmatamento florestal na Amazônia». portal.inpa.gov.br. Consultado em 5 de agosto de 2018 
  7. a b «Economia do Amazonas». Amazônia de A a Z. Consultado em 20 de dezembro de 2016 
  8. a b MAGNOLI, Demétrio; ARAÚJO, Regina (2005). Projeto de Ensino de Geografia - Geografia do Brasil. [S.l.: s.n.] 
  9. Vidal, Pedro. «IBGE - Agência de Notícias». IBGE - Agência de Notícias. Consultado em 5 de agosto de 2018 
  10. NASCIMENTO, Enock (2 de fevereiro de 2016). «PIM fatura R$ 78 bilhões em 2015». Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Consultado em 21 de dezembro de 2016 
  11. «Extração de castanha no Amazonas é a maior do país». Diário do Amazonas. 29 de setembro de 2017 
  12. a b c d «Economia do Amazonas». Colégio Web. Consultado em 20 de dezembro de 2016 
  13. «Extração de minério no Amazonas.». D24AM. 11 de dezembro de 2011. Consultado em 31 de dezembro de 2014. Arquivado do original em 26 de março de 2017 
  14. «Mineração Taboca». Taboca. Consultado em 10 de maio de 2017 
  15. «Urucu-Coari-Manaus». Consultado em 31 de dezembro de 2014 
  16. «Humans of Maues». Portal do Guaraná Antártica. Consultado em 21 de dezembro de 2016 
  17. «Amazonas | Cenários para a pecuária». csr.ufmg.br. Consultado em 5 de agosto de 2018 
  18. «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de março de 2019 [ligação inativa]
  19. a b Governo do Estado do Amazonas (14 de dezembro de 2018). «Produto Interno Bruto dos Municípios 2016» (PDF). Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (SEPLANCTI). Consultado em 6 de março de 2019