Energia eólica no Brasil

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Parque eólico de Osório no Rio Grande do Sul, a energia eólica responde por 0,2% da energia produzida no país.[1]

A energia eólica no Brasil[2] tinha a capacidade instalada de geração de um pouco mais de 25 MW em 2005, e chegou a marca de 4.500 MW em 2014 com 181 parques eólicos instalados [3] e que evitam 4 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera por ano. Em 2013 encontrava-se na 13ª posição no ranking dos países com maior produção de energia eólica. Para compararmos tinha capacidade de 1.000 MW em agosto de 2011,[4] suficiente para abastecer uma cidade de cerca de 400 mil residências. Cerca de 300 GW podem ser extraídos no território nacional e a expectativa é de que chegue a 20 GW em 2020.

Potencial[editar | editar código-fonte]

Turbinas eólicas em Parnaíba, Piauí

O potencial da energia eólica no Brasil é mais intenso de junho a dezembro, coincidindo com os meses de menor intensidade de chuvas. Isso coloca o vento como uma potencial fonte suplementar de energia gerada por hidrelétricas.[5]

Em 2009, 10 projetos estavam em construção, com uma capacidade de 256 MW, e em 2010, 45 iniciaram sua construção para gerar 2.139 MW, em vários estados. A empresa estadunidense General Electric tem uma indústria no Brasil, na cidade de Campinas, e uma parceria com a Tecsis em Sorocaba, para atender a demanda dos novos projetos.[6]

Em 14 de dezembro de 2009, cerca de 1.800 megawatts (MW) foram contratados com 71 usinas de energia eólica programados para serem entregues a partir do 1 de julho de 2012. Ao focalizar internamente na geração de energia eólica, o Brasil é parte de um movimento internacional para tornar a energia eólica uma fonte primária de energia. Na verdade, a energia eólica tem tido a maior taxa de expansão de todas as fontes renováveis de energia disponíveis, com um crescimento médio de 27% por ano desde 1990, segundo o Global Wind Energy Council (GWEC). Até 2014 deve ser atingido uma capacidade instalada de 7.000 megawatts (MW)[4] .

Suporte do governo[editar | editar código-fonte]

Parque eólico em Palmas, Paraná

A primeira turbina de energia eólica do Brasil foi instalada em Fernando de Noronha em 1992. Dez anos depois, o governo criou o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) para incentivar a utilização de outras fontes renováveis, como eólica, biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Estas estações podem usar energia hidrelétrica, o carro-chefe da matriz energética do Brasil, que compreende cerca de três quartos da capacidade energética instalada do Brasil.

O alto custo da produção de energia, juntamente com as vantagens da energia eólica como uma fonte de energia renovável, amplamente disponível, tem levado vários países a estabelecer incentivos regulamentando e dirigindo investimentos financeiros para estimular a geração de energia eólica.

Crescimento[editar | editar código-fonte]

Turbina eólica na Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina

Desde a criação do Proinfa, a produção de energia eólica no Brasil aumentou de 22 MW em 2003 para 602 MW em 2009, quase 1000MW em 2011, como parte dos 36 projetos privados. Outros 10 projetos estão em construção, com uma capacidade de 256,4 MW, e 45 outros projetos foram aprovados pela ANEEL, com um potencial estimado de 2,139.7 MW.Sendo que considerando o potencial eólico instalado e o os projetos em construção para entrega até 2013, o país atingirá no final de 2013 a marca dos 4.400MW.[7]

O desenvolvimento destas fontes de energia eólica no Brasil está ajudando o país a alcançar seus objetivos estratégicos de aumentar a segurança energética, reduzir as emissões de gases de efeito estufa e criando empregos. O potencial para este tipo de geração de energia no Brasil poderia chegar a até 145.000 MW, segundo o Relatório de Potencial de Energia Eólica de 2001 do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel).

Custo[editar | editar código-fonte]

Parque eólico em Caucaia, Ceará

O custo de produção de energia continua a representar um desafio significativo para o crescimento da energia eólica. O preço por megawatt-hora (MWh) estabelecido no Brasil para o fornecimento de energia de reserva era de R$ 189, enquanto o teto definido na licitação para as usinas do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira foi de R$ 91 (UHE Jirau), em 2008, e R$ 122 (UHE Santo Antonio) em 2007. Estes preços de hidroeletricidade foram marcados por até 35% em leilões de 2008 e 2007; o fornecimento de energia foi negociado a R$ 71,4/MWh no caso de Jirau, e R$ 78,9/MWh para a usina de Santo Antônio.[8]

Já no leilão da Aneel, realizado em 27 de agosto de 2010, o preço da energia de origem eólica ficou em R$ 130,8/MWh, tendo sido inferior ao da de biomassa e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).[9]

No leilão de agosto de 2011, o preço da energia eólica atingiu um novo patamar, ainda mais baixo, R$99,58/MWh, ficando atá mais barato que a energia de termoelétricas a gás natural.[10] . Neste leilão foi vendido mais de 1.900MW, valor maior que o total de energia eólica instalado no país até o momento, assim, a produção de energia eólica no país vai mais que dobrar até 2014, ano de conclusão dos projetos vendidos no leilão.

Capacidade instalada[editar | editar código-fonte]

Nome[11] Capacidade instalada (MW) Estado
Complexo eólico Alto Sertão I 293,6 Bahia Bahia
Complexo eólico Alto Sertão II 386,10 Bahia Bahia
Usina de Energia Eólica Capão do Tigre 180  Rio Grande do Sul
Parque eólico de Osório 150  Rio Grande do Sul
Parque eólico de Atlântica 120  Rio Grande do Sul
Usina de Energia Cerro Chato 90  Rio Grande do Sul
Parque Eólico Cidreira I 70  Rio Grande do Sul
Parque Eólico da Honda 27  Rio Grande do Sul
Parque eólico de Água Doce 129  Santa Catarina
Parque eólico de Bom Jardim 93  Santa Catarina
Parque Eólico Água Doce 9  Santa Catarina
Parque Eólico do Horizonte 4,8  Santa Catarina
Parque eólico União dos Ventos 169,6  Rio Grande do Norte
Parque eólico Morro dos Ventos 145,2  Rio Grande do Norte
Parque eólico Mangue Seco 104  Rio Grande do Norte
Parque eólico Alegria II 100,65  Rio Grande do Norte
Parque eólico Alegria I 51,15  Rio Grande do Norte
Parque eólico Santa Clara 80  Rio Grande do Norte
Parque eólico de Rio do Fogo 49,6  Rio Grande do Norte
Parque Eólico de Vale dos Ventos 48  Paraíba
Parque Eólico de Millennium 10,4  Paraíba
Parque eólico de Barra dos Coqueiros 34,5  Sergipe
Parque Eólico Bons Ventos 138,5  Ceará
Parque Eólico de Trairi 125,4  Ceará
Usina de Energia Eólica de Praia Formosa 104,4  Ceará
Parque Eólico Eco Energy 25,2  Ceará
Parque Eólico de Paracuru 23,4  Ceará
Parque Eólico de Canoa Quebrada 10,5  Ceará
Parque Eólico de Prainha 10  Ceará
Parque Eólico de Lagoa do Mato 3,2  Ceará
Parque Eólico de Praia Mansa 2,4  Ceará
Parque Eólico de Palmas 2,5  Paraná

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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