Economia de Pernambuco

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Exportações de Pernambuco - 2012.[1]

À época do Brasil Colônia, Pernambuco era a mais rica das capitanias, e responsável por mais da metade das exportações brasileiras de açúcar. Sua riqueza foi alvo do interesse de outras nações e, no século XVII, os holandeses se estabelecem no estado.[2] A cana-de-açúcar continua sendo o principal produto agrícola da Zona da Mata pernambucana, embora o estado não mais seja o maior produtor do país.[3][4] Apesar do declínio do açúcar, Pernambuco se manteve entre as cinco maiores economias estaduais do país até meados da década de 1940: em 1907, o estado tinha a quarta maior produção industrial do Brasil, após Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul e à frente de estados como Minas Gerais e Paraná; e em 1939, Pernambuco era ainda a quinta maior economia entre os estados brasileiros, após São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.[5]

Atualmente a economia de Pernambuco tem como base a agricultura, a indústria e os serviços. O setor de serviços é predominante (algo típico na economia pós-urbanizatória vivida pelo Brasil nas últimas décadas), seguido pela indústria (naval, automobilística, química, metalúrgica, de vidros planos, eletroeletrônica, de minerais não-metálicos, têxtil e alimentícia).

Após ter ficado estagnada durante a chamada "década perdida" (1985 a 1995), a economia pernambucana vem crescendo rapidamente desde o fim do século XX. Na Era Vargas Pernambuco ainda aparecia entre os cinco maiores geradores de riqueza, à frente de estados que foram mais subsidiados no período ditatorial a exemplo do Paraná (via Itaipu, dentre outros empreendimentos). No fim da década de 2000 a construção civil liderou o crescimento econômico de Pernambuco, seguida pela indústria de transformação e pelos serviços.

Indicadores
PIB R$ 140,728 bilhões (2013)
PIB per capita R$ 15.282,28 (2013)
Composição do PIB Agropecuária 4,8%
Indústria 22,0%
Serviços 73,2%(2009)
Exportações Açúcar (35,6%), petroquímicos (7,1%), Peixes e Crustáceos (12,3%), Frutas (12,3%), Materiais Elétricos (11,1%), Outros (22,3%)(2005)
Importações petroquímicos (17,5%), combustíveis (14,8%), máquinas e equipamentos (11,4%), cereais (11,0%), materiais e ligas (7,0%) Outros (38,3%)(2005)

O estado assiste a uma importante mudança em seu perfil econômico com os recentes investimentos nos setores petroquímico, biotecnológico, farmacêutico, de informática, naval e automotivo, que estão dando novo impulso à economia do estado, que vem crescendo acima da média nacional.[6] Além da importância crescente do setor de informática (o Porto Digital é o maior parque tecnológico do Brasil), do setor terciário – sobretudo das atividades turísticas –, e do setor industrial em torno do Porto de Suape, merecem destaque a produção irrigada de frutas ao longo do Rio São Francisco, quase que totalmente voltada para exportação, concentrada no município de Petrolina, em parte devido ao seu aeroporto internacional com grande capacidade para aviões cargueiros; e a floricultura, que começa a ganhar espaço, com plantações de rosas, gladiolus e crisântemos. Outras atividades econômicas em Pernambuco são: o polo gesseiro no Sertão do Araripe; o mármore, a pecuária leiteira e a indústria têxtil no Agreste; e a cana-de-açúcar e a biomassa na Zona da Mata.

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Plantação irrigada de uvas em área de caatinga no município de Lagoa Grande. Pernambuco é o segundo maior produtor de uva do Brasil.[7]

Entre os principais produtos agrícolas cultivados em Pernambuco encontram-se a cana-de-açúcar, o algodão, a banana, o feijão, a cebola, a mandioca, o milho, o tomate, a graviola, o caju, a goiaba, o melão, a melancia, a acerola, a manga e a uva. Na pecuária destacam-se as criações de bovinos, suínos, caprinos e galináceos. Merece destaque a expansão que vem tendo a partir dos anos 1970 da agricultura irrigada no Sertão do São Francisco, com projetos de irrigação hortifrutícolas implantados com o apoio da CODEVASF e produção voltada para o mercado externo.[3][8]

Pernambuco é atualmente o maior produtor de acerola e goiaba, o segundo maior produtor de uva, o terceiro maior produtor de manga e coco, o terceiro maior polo floricultor e o sétimo maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil. Pernambuco é ainda o quarto maior produtor nacional de ovos, o sexto de frangos de corte e a oitava maior bacia leiteira do país.[4][7][9][10][11][12][13][3][14]

A cana-de-açúcar é o principal produto agrícola da Zona da Mata pernambucana. Também estão presentes nesta mesorregião culturas de subsistência, além de fruticultura e hortaliças. No Agreste, cidades como Garanhuns, Gravatá, Chã Grande e Bonito passaram a se dedicar à floricultura, produzindo flores tropicais e tradicionais. Além do cultivo de flores, vêm crescendo no agreste pernambucano as lavouras de café e as plantações de seringueiras.[4][12][13][15][16] Aumenta também a criação de cavalos, de gados de leite e de corte, de ovos e de frangos de corte.[3][14][17] No Sertão, a fruticultura irrigada produz toneladas de frutas tropicais por ano, e o principal polo de produção fica em Petrolina, no vale do rio São Francisco.[3]

Petrolina, no sertão pernambucano, é a maior cidade da RIDE Petrolina e Juazeiro, maior aglomerado urbano do interior da região Nordeste, que se consolidou como maior exportador de frutas e segundo maior pólo vitivinicultor do Brasil graças ao uso de modernas técnicas de cultivo e irrigação.[18]

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

O Jeep Renegade é produzido na fábrica da FCA em Pernambuco.[19]
O principal empreendimento da indústria naval pernambucana é o Estaleiro Atlântico Sul, maior estaleiro do Hemisfério Sul.[20]

A produção industrial pernambucana está entre as maiores do Norte-Nordeste. Se destacam as indústrias naval, automobilística, química, metalúrgica, de vidros planos, eletroeletrônica, de minerais não-metálicos, têxtil e alimentícia.[19][21]

Em 7 de novembro de 1978, uma lei estadual criou o Complexo Industrial e Portuário de Suape na região do porto homônimo, entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. Atualmente, Suape é o principal complexo industrial do estado.[20]

Pernambuco abriga empreendimentos como as montadoras Jeep (automóveis - município de Goiana) e Shineray (motocicletas - município de Ipojuca), a Refinaria Abreu e Lima, a Petroquímica Suape, o Estaleiro Atlântico Sul, a Hemobrás, a Novartis, dentre diversos outros investimentos.[19][20]

A matriz da multinacional pernambucana Baterias Moura, que fornece baterias para a metade dos carros fabricados no Brasil, está localizada na cidade de Belo Jardim, no agreste do estado.[22] O conglomerado pernambucano Queiroz Galvão reúne mais de 50 empresas nos segmentos de Construção, Desenvolvimento Imobiliário, Alimentos, Participações e Concessões, Óleo e Gás, Siderurgia e Engenharia Ambiental, com presença em todos os estados brasileiros assim como em países da América Latina e da África, exportando seus produtos para Estados Unidos, Canadá e Europa.[23] Também se destacam entre as empresas industriais oriundas de Pernambuco os grupos João Santos, Cornélio Brennand, Ricardo Brennand, Delta, Petra Energia, Raymundo da Fonte, EBBA S.A., Indústrias ASA, dentre outros.[24][25]

A mineração é um setor de pouca expressão na economia pernambucana, com produção de baixo valor intrínseco. Os principais produtos minerais do estado são a brita, a gipsita, a água mineral, o calcário, a areia, a ilmenita, a argila e as rochas ornamentais. A Microrregião de Araripina destaca-se na extração da gipsita, fornecendo 95% do gesso consumido no Brasil.[26]

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

Pernambuco possui dois dos dez maiores shopping centers do Brasil: o RioMar Shopping (foto) e o Shopping Recife.[27]
Pernambuco é o estado com a maior concentração de grifes de alto luxo do Norte-Nordeste.[27][28][29]

Recife é um tradicional polo de serviços. Os segmentos de maior destaque são: comércio, serviços médicos, serviços de informática e de engenharia, consultoria empresarial, ensino e pesquisa, atividades ligadas ao turismo.[30]

A capital pernambucana abriga o Porto Digital, reconhecido como o maior parque tecnológico do Brasil, com mais de 200 empresas, entre elas multinacionais como Motorola, Borland, Oracle, Sun, Nokia, Ogilvy, IBM e Microsoft. Emprega cerca de seis mil pessoas, e tem 3,9% de participação no PIB do estado[31][32][33][34].

O Polo Médico do Recife, considerado o segundo maior do país, atrai pacientes do Brasil e do exterior. Os estrangeiros que vão ao Recife em busca de atendimento na área médica, em sua maioria africanos e norte-americanos, visam qualidade nos serviços e preço baixo no atendimento (o que torna isso possível também é o facto de Pernambuco estar acima da média na formação desta área).[35]

O RioMar Shopping, localizado na Zona Sul do Recife, é o maior centro de compras do Norte-Nordeste e o terceiro maior do Brasil, além de primeiro endereço de alto luxo do Nordeste e Norte brasileiro, abarcando grifes como Prada, Gucci, Burberry, Dolce & Gabbana, Emporio Armani, Valentino, Versace Collection, entre outras. Pertence ao Grupo JCPM, conglomerado sediado no Recife, que é proprietário, dentre outros centros comerciais, do Shopping Recife (sétimo maior shopping do Brasil), do Salvador Shopping na capital baiana e do Shopping Villa Lobos em São Paulo.

Recife foi eleita por pesquisa encomendada pela MasterCard Worldwide como uma das 65 cidades com economia mais desenvolvida dos mercados emergentes no mundo.[36] Apenas cinco capitais brasileiras entraram na lista: São Paulo, que foi a cidade brasileira mais bem colocada, na 12ª posição; Rio de Janeiro (36ª posição); Brasília (42ª); Recife (47ª); e por último Curitiba (49ª). Xangai e Pequim, na China, ocuparam as duas primeiras posições.

A Tupan, atacadista distribuidora de materiais de construção fundada em Serra Talhada, no sertão do estado, é a maior empresa do ramo no Norte-Nordeste e a quinta maior do Brasil segundo o IBOPE[37]. O grupo atende mais de 12.000 clientes lojistas em todo o Norte-Nordeste, contando com três Centros de Distribuição, localizados em Pernambuco e Alagoas (Serra Talhada, Recife e Maceió), além de sete lojas de varejo sendo: quatro em Serra Talhada, duas em Recife e uma em Maceió. Possui ainda uma frota própria de 130 caminhões, 120 Representantes Comerciais e um efetivo de mais de 1.000 colaboradores.

Pernambuco abriga ainda o polo têxtil do Agreste, segundo maior polo de confecções do Brasil, abarcando 13 cidades em 2009, nas quais se concentram mais de 18 mil empresas do setor[38]. Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama formam o triângulo e o principal ponto de venda e fabricação de confecções do agreste. Santa Cruz do Capibaribe possui o maior parque de confecções da América Latina, o Moda Center Santa Cruz. Toritama é responsável por 15% das confecções feitas com jeans produzidas no Brasil. Caruaru tem sua produção têxtil escoada através da Feira de Caruaru.

Caruaru, no agreste pernambucano, é o segundo maior polo de confecções do Brasil. Compõe, junto com Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, o triângulo têxtil de Pernambuco[39].

Porto Digital[editar | editar código-fonte]

O Porto Digital, localizado no bairro do Recife Antigo na capital pernambucana, é o maior parque tecnológico do Brasil e referência mundial na produção de softwares.[40]

Pernambuco conta com um dos mais importantes parques tecnológicos do Brasil, localizado no bairro do Recife, na capital estadual. Trata-se do Porto Digital, que abriga mais de duzentas empresas, entre elas multinacionais como Accenture, Oracle, ThoughtWorks, Ogilvy, IBM e Microsoft, e é reconhecido pela A. T. Kearney como o maior parque tecnológico do Brasil em faturamento e número de empresas,[41][42][31] O Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIn UFPE) fornece mão de obra para o polo, que gera sete mil empregos e tem participação de 3,5% no PIB do Estado de Pernambuco.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Igreja do Carmo com o mar azul turquesa de Olinda ao fundo, cartão postal de Pernambuco.

O turismo no estado de Pernambuco oferece diversas atrações históricas, naturais e culturais. As principais localidades turísticas do estado de Pernambuco são Fernando de Noronha, Porto de Galinhas, Cabo de Santo Agostinho, Olinda, Recife, Igarassu, Itamaracá, Gravatá, Triunfo, Garanhuns , Caruaru e Bonito.

Segundo a pesquisa "Hábitos de Consumo do Turismo Brasileiro 2009", realizada pela Vox Populi, Pernambuco foi o segundo destino turístico preferido dos brasileiros, já que 11,9% dos turistas optaram pelo estado nas categorias pesquisadas;[43] e segundo a International Congress And Convention Association (ICCA), Pernambuco é o terceiro melhor polo de eventos internacionais do Brasil[44].

O litoral do estado de Pernambuco tem cerca de 187 km de extensão, entre praias e falésias, zonas urbanas e locais praticamente intocados. Faz divisa ao norte com a Paraíba e ao sul com Alagoas. Além do litoral continental, possui o arquipélago de Fernando de Noronha e suas 16 praias.[45]

Porto de Galinhas foi eleita por 10 vezes consecutivas a Melhor Praia do Brasil — segundo a Revista Viagem e Turismo, da Editora Abril.[46]

Pernambuco oferece dez rotas de turismo que vão do litoral ao interior criadas pela Empetur, que visam explorar os principais pontos turísticos de cada região do estado de acordo com suas potencialidades, que vão do turismo de sol e mar e ecoturismo ao turismo serrano e religioso.

Entre as praias mais procuradas do estado estão as de Boa Viagem, Porto de Galinhas, Carneiros, Serrambi, Guadalupe, Calhetas, Maria Farinha, Nossa Senhora do Ó, Ilha de Itamaracá e a Ilhota da Coroa do Avião.

Recife, conhecida como a "Capital Brasileira dos Naufrágios", atrai mergulhadores de todo o mundo por sua rica vida marinha e suas águas calmas e cristalinas com temperaturas próximas dos 30 graus.[47][48][49] Fora do litoral da capital pernambucana há também o Arquipélago de Fernando de Noronha (foto), pertencente à Mesorregião Metropolitana do Recife e considerado um dos melhores lugares para a prática de mergulho do planeta.

O Litoral Sul de Pernambuco, que tem cerca de 187 km de extensão[50], é totalmente protegido por corais, que formam piscinas naturais de águas mornas. É famoso por diversas praias conhecidas nacional e internacionalmente, como Porto de Galinhas. Turistas de todo o país se hospedam nos luxuosos hotéis e resorts do litoral sul do estado.

O Litoral Norte do estado é mais densamente habitado que o litoral sul, quase urbanizado por completo desde a Região Metropolitana do Recife até a divisa com a Paraíba (o que muitos vêem como a primeira proto-megalópole interestadual do país, que teria em extensão latitudinal mais de 120 km de urbanização costeira contígua). Tem alguns dos sítios históricos mais importantes do Brasil, como os dos municípios de Olinda, Igarassu, Itamaracá e Goiana. Construções do Brasil Colônia, como o Forte Orange na Ilha de Itamaracá e a Igreja dos Santos Cosme e Damião em Igarassu, são muito visitadas por turistas que passam pela região. As praias também são muito procuradas. O litoral norte pernambucano também é conhecido por abrigar o Veneza Water Park, um dos maiores parques aquáticos do Brasil, situado na Praia de Maria Farinha em Paulista.

A Baía do Sancho, em Fernando de Noronha, foi eleita a melhor praia do mundo pelos usuários do TripAdvisor.[51]

O arquipélago de Fernando de Noronha tem destaque nacional e mundial. Pelas ilhas é possível avistar os golfinhos saltadores. As principais atrações do arquipélago são o Forte de Nossa Senhora dos Remédios de Fernando de Noronha, a Vila dos Remédios, a Praia da Conceição, a Praia do Boldró, a Baía dos Porcos, a Baía do Sancho (cercada por falésias cobertas de vegetação), a Baía dos Golfinhos, a Praia da Cacimba do Padre, o Morro Dois Irmãos, o Reduto de São Joaquim de Fernando de Noronha, o Reduto de Santa Cruz do Morro do Pico de Fernando de Noronha e o Reduto de Santana de Fernando de Noronha. O arquipélago foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.

Em Garanhuns ocorre uma das etapas do Circuito do Frio, evento multicultural realizado entre julho e agosto em cinco cidades serranas de Pernambuco (as outras etapas acontecem em Triunfo, Gravatá, Pesqueira e Taquaritinga do Norte).[52]

O Circuito do Frio é uma opção para os que procuram um clima ameno. Trata-se de um evento multicultural, realizado no mês de julho e começo de agosto em cinco cidades serranas do interior pernambucano: Garanhuns, Triunfo, Gravatá, Pesqueira e Taquaritinga do Norte. O Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), criado em 1991, foi o primeiro evento, que deu início ao costume de seguir para o interior de Pernambuco na época mais fria do ano[53]. O FIG apresenta uma maratona de atrações nacionalmente conhecidas nas praças e parques. São 12 polos, espalhados por toda a cidade de Garanhuns, num evento que mistura diversos estilos musicais – rock, MPB, blues, jazz, forró e música instrumental, para citar alguns –, teatro, cinema, circo, gastronomia, folguedos populares e outras formas de manifestação cultural. Triunfo, por sua vez, é um dos destinos mais concorridos do circuito. Poucos municípios têm o privilégio de reunir tantos atrativos quanto Triunfo: o clima (a cidade está a 1.004 metros de altitude) que propicia o cultivo de flores, o casario singelo, as antigas construções, os seculares conventos, o Cine-Teatro Guarany, os engenhos de cana-de-açúcar e a Lagoa João Barbosa. Gravatá, localizada a 85 quilômetros do Recife, é um dos locais mais acessíveis do evento. Andar pela cidade, tomar chocolate quente, parar nos restaurantes tradicionais de culinária típica para comer galinha à cabidela ou buchada de bode são programas imperdíveis. Em Gravatá, o Circuito do Frio recebe o nome de Festa da Estação.Cidade de larga tradição rendeira, Pesqueira realiza há cinco anos a Festa da Renascença, justamente o nome da renda feita na região. Já a cidade das praças e das flores, Taquaritinga do Norte, comanda a Festa das Dálias.[52]

Economia de Pernambuco - Números[editar | editar código-fonte]

Evolução do PIB de Pernambuco[54]
Ano PIB PIB per capita
2005 R$ 49,903 bilhões R$ 5.931
2006 R$ 55,505 bilhões R$ 6.528
2007 R$ 62,256 bilhões R$ 7.337
2008 R$ 70,441 bilhões R$ 8.065
2009 R$ 78,428 bilhões R$ 8.901
2010 R$ 95,187 bilhões R$ 10.821
2011 R$ 104,394 bilhões R$ 11.776
2012 R$ 117,340 bilhões R$ 13.138
2013 R$ 140,728 bilhões R$ 15.282


10 maiores PIBs municipais de Pernambuco (2013)[55]
Posição Município Região do estado PIB PIB per capita
1 Recife Grande Recife R$ 46,445 bilhões R$ 29.037,18
2 Jaboatão dos Guararapes Grande Recife R$ 11,952 bilhões R$ 17.691,00
3 Ipojuca Grande Recife R$ 8,411 bilhões R$ 95.666,34
4 Cabo de Santo Agostinho Grande Recife R$ 7,361 bilhões R$ 37.530,14
5 Caruaru Agreste R$ 5,239 bilhões R$ 15.529,30
6 Petrolina Vale do São Francisco R$ 4,905 bilhões R$ 15.334,27
7 Olinda Grande Recife R$ 4,816 bilhões R$ 12.409,57
8 Paulista Grande Recife R$ 3,701 bilhões R$ 11.686,25
9 Vitória de Santo Antão Zona da Mata R$ 2,422 bilhões R$ 18.091,78
10 Igarassu Grande Recife R$ 1,914 bilhão R$ 17.516,83


10 maiores PIBs municipais do interior de Pernambuco (2013)[55]
Posição Município Região do estado PIB PIB per capita
1 Caruaru Agreste R$ 5,239 bilhões R$ 15.529,30
2 Petrolina Vale do São Francisco R$ 4,905 bilhões R$ 15.334,27
3 Vitória de Santo Antão Zona da Mata R$ 2,422 bilhões R$ 18.091,78
4 Garanhuns Agreste R$ 1,787 bilhão R$ 13.228,07
5 Goiana Zona da Mata R$ 1,541 bilhão R$ 19.772,08
6 Belo Jardim Agreste R$ 1,279 bilhão R$ 17.077,55
7 Santa Cruz do Capibaribe Agreste R$ 1,115 bilhão R$ 11.506,31
8 Serra Talhada Sertão do Pajeú R$ 1,075 bilhão R$ 12.947,97
9 Carpina Zona da Mata R$ 1,016 bilhão R$ 12.815,87
10 Gravatá Agreste R$ 0,831 bilhão R$ 10.337,80

Referências

  1. «Exportações de Pernambuco (2012)». Plataforma DataViva. Consultado em 13 de janeiro de 2014. 
  2. «Recife — cidade que surgiu do açúcar». Despertai!. Consultado em 5 de abril de 2015. 
  3. a b c d e «Vocações». SDEC-PE. Consultado em 31 de maio de 2015.  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "Econ4" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  4. a b c «Goiás é o segundo maior produtor de cana-de-açúcar do País». Brasil Notícia. Consultado em 31 de maio de 2015.  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "cana" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  5. «Contas regionais - Estados brasileiros». IPEAData. Consultado em 4 de junho de 2015. 
  6. «1.folha.uol.com.br». Pernambuco vive sua revolução industrial. Consultado em 22 setembro de 2011. 
  7. a b «Expectativa de aumento de consumo anima produtores de uva». G1. Consultado em 31 de maio de 2015. 
  8. «Produtores de manga de PE estão satisfeitos com atividade». G1. Consultado em 31 de maio de 2015. 
  9. «Exportação impulsiona produção da acerola verde em PE». G1. Consultado em 31 de maio de 2015. 
  10. «Produção Agrícola Municipal 2012». IBGE. Consultado em 31 de maio de 2015. 
  11. «Em PE, boa fase do coco anima os produtores do Vale do São Francisco». G1. Consultado em 5 de junho de 2015. 
  12. a b «Panorama do agronegócio de flores e plantas ornamentais no Brasil» (PDF). SOBER. Consultado em 31 de maio de 2015. 
  13. a b «Produtores de Pernambuco lucram ao trocar antigos canaviais pelo cultivo de flores». Revista Veja. Consultado em 31 de maio de 2015. 
  14. a b «Região Nordeste sofre com maior estiagem dos últimos 40 anos». Globo.com. Consultado em 31 de maio de 2015. 
  15. «Café vem sendo cultivado em Pernambuco no Agreste». Revista Cafeicultura. Consultado em 31 de maio de 2015. 
  16. «Borracha ganha cada vez mais espaço na área da Zona da Mata». Jornal do Commercio. Consultado em 31 de maio de 2015. 
  17. «Projeto estimula criação de cavalos em Gravatá». NE10. Consultado em 31 de maio de 2015. 
  18. «Dia 7: Petrolina cresce com frutas para exportação». Terra. Consultado em 24 de maio de 2015. 
  19. a b c «Jeep Renegade tem produção comercial iniciada em Pernambuco». O Globo. Consultado em 31 de maio de 2015. 
  20. a b c «Suape - Histórico». Suape. Consultado em 6 de junho de 2015. 
  21. «CBVP já produz em dezembro». SDEC-PE. Consultado em 4 de junho de 2015. 
  22. «Morre o empresário Edson Mororó Moura, fundador das Baterias Moura». Pernambuco.com. Consultado em 31 de maio de 2015. 
  23. «O Grupo Queiroz Galvão». QueirozGalvão.com. Consultado em 31 de maio de 2015. 
  24. «A família Brennand rachou. E se deu bem». EXAME. Consultado em 6 de junho de 2015. 
  25. «A disputa por um império». IstoÉ Dinheiro. Consultado em 6 de junho de 2015. 
  26. «Diagnóstico mineral do estado de Pernambuco» (PDF). Associação dos Geólogos de Pernambuco. Consultado em 20 de junho de 2015. 
  27. a b «Alto luxo // FFW». FFW. 2012-10-23. Consultado em 2016-06-12. 
  28. «Made in Italy». LeiaJá. Consultado em 16 de setembro de 2013. 
  29. «O mapa do luxo». Folha de S.Paulo. Consultado em 5 de novembro de 2013. 
  30. «Em 2010, Vitória (ES) e São Bernardo do Campo (SP) ganharam e São Paulo e Rio de Janeiro perderam participação no PIB do país». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 31 de dezembro de 2012. 
  31. a b «Rede Globo > globo universidade - A cidade do Recife é a capital do conhecimento tecnológico do Brasil». redeglobo.globo.com. Consultado em 2016-06-12. 
  32. «Porto Digital: conheça o pólo tecnológico da região Nordeste». Olhar Digital - O futuro passa primeiro aqui. Consultado em 2016-06-12. 
  33. «Recife é o Vale do Silício brasileiro - EXAME.com». Exame. Consultado em 2016-06-12. 
  34. «Faturamento anual do Porto Digital do Recife chega a R$ 1 bilhão». Globosat Play. Consultado em 2016-06-12. 
  35. «Polo médico do Recife atrai estrangeiros». Consultado em 31 de dezembro de 2012. 
  36. «ultimosegundo.ig». ultimosegundo.ig. Consultado em 19 setembro de 2011. 
  37. «Sine oferta 160 vagas de emprego para Tupan - Alagoas 24 Horas: Líder em Notícias On-line de Alagoas». Alagoas 24 Horas: Líder em Notícias On-line de Alagoas. 2009-08-26. Consultado em 2016-06-12. 
  38. «Agreste tem 2º maior polo têxtil do País - Economia - Estadão». Estadão. Consultado em 2016-06-12. 
  39. «Rede Globo > Globo Nordeste». pe360graus.globo.com. Consultado em 2016-06-12. 
  40. «Parques tecnológicos disputam título de 'Vale do Silício brasileiro' - 03/08/2012 - UOL Economia - Da Redação». economia.uol.com.br. Consultado em 2016-06-12. 
  41. «Maior parque tecnológico do país, Recife vira a 'Índia brasileira'». Folha de S.Paulo. Consultado em 2 de setembro de 2013. 
  42. «Porto Digital». www.portodigital.org. Consultado em 2016-06-12. 
  43. «Bahia é o destino turístico preferido dos brasileiros». Comunicação do Governo da Bahia. 4 de novembro de 2009. Consultado em 23 de janeiro de 2010. 
  44. «Pernambuco é eleito terceiro melhor polo de eventos internacionais do Brasil». jconline.ne10.uol.com.br. Consultado em 2016-06-12. 
  45. «Erosão e progradação do litoral brasileiro - Pernambuco» (PDF). Ministério do Meio Ambiente. Consultado em 21 de setembro de 2014. 
  46. «Porto de Galinhas - Notícias». www2.uol.com.br. Consultado em 2016-06-12. 
  47. «Parque Estadual Marinho de Pernambuco é criado em região de naufrágios». Globo.com. Consultado em 15 de setembro de 2013. 
  48. «Ep 09 - Taurus e Mercurius». Globo.com. Consultado em 15 de setembro de 2013. 
  49. «Mergulho atrai turistas estrangeiros para o Brasil». Ministério do Turismo. Consultado em 15 de setembro de 2013. 
  50. «Conheça o turismo de Pernambuco». www.pe.gov.br. Consultado em 2016-06-12. 
  51. «Praia de Fernando de Noronha é eleita a mais bela do mundo; veja lista». G1. Consultado em 18 de março de 2014. 
  52. a b Circuito do frio esquenta o inverno
  53. «Portal Cultura PE». www.cultura.pe.gov.br. Consultado em 2016-06-12. 
  54. «Contas Regionais do Brasil 2013: Produto Interno Bruto - PIB e participação das Grandes Regiões e Unidades da Federação». IBGE. Consultado em 20 de novembro de 2015. 
  55. a b «Produto Interno Bruto a preços correntes e Produto Interno Bruto per capita segundo as Grandes Regiões, as Unidades da Federação e os Municípios - 2010-2013». IBGE. Consultado em 27 de dezembro de 2015. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Bandeira do Estado de Pernambuco
Pernambuco
História • Política • Geografia • Economia • Cultura • Turismo • Esportes • Portal • Imagens