Floresta (Pernambuco)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de Floresta, veja Floresta (desambiguação).
Município de Floresta
"Floresta do Navio"
"Terra dos Tamarindos"
"Filha do Pajeú"
"Terra do Bode"
"Capital das Águas"
Bandeira de Floresta
Brasão indisponível
Bandeira Brasão indisponível
Hino
Aniversário 20 de junho de 1907 (109 anos)
Fundação 30 de abril de 1864 (152 anos)
Emancipação 31 de março de 1846 (171 anos)
Gentílico florestano / florestana
Lema Com o povo, construindo um novo tempo.
Padroeiro(a) Bom Jesus dos Aflitos
CEP 56400-000
Prefeito(a) Ricardo Ferraz[1] (PRP)
(2017–2020)
Localização
Localização de Floresta
Localização de Floresta em Pernambuco
Floresta está localizado em: Brasil
Floresta
Localização de Floresta no Brasil
08° 36' 03" S 38° 34' 04" O08° 36' 03" S 38° 34' 04" O
Unidade federativa  Pernambuco
Mesorregião São Francisco Pernambucano IBGE/2008[2]
Microrregião Itaparica IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Serra Talhada, Betânia e Custódia (norte), Mirandiba (noroeste), Inajá, Tacaratu, Petrolândia e Rodelas (BA) (sul), Ibimirim (leste) e Carnaubeira da Penha, Belém do São Francisco e Itacuruba (oeste)
Distância até a capital 433 km
Características geográficas
Área 3 643,970 km² [3]
Distritos Vila Airi (Rochedo) e Carqueja (Nazaré do Pico)
População 31 809 hab. estatísticas IBGE/2015[4]
Densidade 8,73 hab./km²
Altitude 316 m
Clima Semiárido BSh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,626 (PE: 38°) – médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 354 165 mil (PE: 37°) – IBGE/2013[6]
PIB per capita R$ 11 392 34 IBGE/2013[6]
Página oficial
Prefeitura www.floresta.pe.gov.br
Câmara www.floresta.pe.leg.br

Floresta é um município brasileiro do estado de Pernambuco, distante 433 km da Capital Pernambucana, Recife. O município é o ponto de partida do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco.

História[editar | editar código-fonte]

A região era primitivamente ocupada por uma aldeia indígena, catequizada pelas primeiras missões dos jesuítas e capuchinhos franceses. Floresta teve início no século XVIII nas fazendas Curralinho e Paus Pretos, mas foi na Fazenda Grande, à margem direita do Rio Pajeú, que teve início a povoação de Floresta. Na segunda metade do século XVIII, a fazenda servia de curral temporário para o gado que vinha da Bahia abastecer os engenhos de açúcar pernambucanos.

Em torno do oratório particular, erguido em 1777, que viria a ser depois a Capela do Senhor Bom Jesus dos Aflitos, surgiu o povoado de Fazenda Grande. Os proprietários da Fazenda Grande, e sua esposa D. Joana de Souza Silveira, doaram suas terras ao Bom Jesus dos Aflitos, em 1778, no cartório de notas da Fazenda Riacho do Navio. A proximidade com os Rios Pajeú, São Francisco e o Riacho do Navio aliada ao espírito de cristandade atraíram o povo para o local. Em poucos anos, o povoado de Fazenda Grande foi elevado à categoria de Vila em 31 de março de 1846, por meio de projeto que se tornou Lei Provincial n° 153, apresentado pelo representante de Flores, município também banhado pelo Rio Pajeú, do qual foi desmembrado.

Em 1849, como sanção por sua participação ativa na Revolução Praieira, a Vila da Floresta foi incorporada ao povoado de Tacaratu, contudo, em 1864, o Termo da Comarca foi restaurado.

Ainda como vila, e com o advento de República, Floresta teve como o primeiro prefeito o Tenente-coronel Fausto Serafim de Souza Ferraz, que assumiu em 1892. Em 20 de junho de 1907, através de Lei estadual n°867, foi elevada à categoria de cidade. Após quatro dias foi criada a "Sociedade Progressista Arborizadora" pelos florestanos João Gomes Barbosa e Alfredo Barros, tendo sido Joao Gomes Barbosa identificado por Álvaro Ferraz em seu livro comemorativo do cinquentenário da cidade como o Pai dos Tamarindos.

Em 1897 foi construída a Igreja Matriz, onde hoje é a Catedral do Bom Jesus, e para lá foi transferida a imagem do Padroeiro, ficando a igreja primitiva, monumento de História e de Fé, sob o patrocínio de Nossa Senhora do Rosário. Floresta foi sede da Primeira Diocese do Sertão Nordestino, criada em 1910 compunha-se de 18 paróquias: Exu, Ouricuri, Petrolina, Granito, Leopoldina (atual Parnamirim), Salgueiro, Boa Vista, Cabrobó, Belém do São Francisco, Floresta, Vila Bela (atual Serra Talhada), Belmonte, São José do Egito, Triunfo, Flores, Afogados da Ingazeira, Alagoa de Baixo (atual Sertânia) e Tacaratu. o 1° bispado sertanejo, foi exercido por D. Augusto Álvaro da Silva (Cardeal Primaz da Bahia) de 29 de novembro de 1911 a 8 de setembro de 1915.

O município de Floresta figura proeminentemente no Estado de Pernambuco pela sua liderança no tamanho de seu rebanho de caprinos e ovinos (um dos maiores do País). Floresta também e um dos maiores produtores de tomate, melancia.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 08º36'04" sul e a uma longitude 38º34'07" oeste, estando a uma altitude de 316 metros.

Limites[editar | editar código-fonte]

Noroeste: Carnaubeira da Penha e Mirandiba Norte: Serra Talhada Nordeste: Betânia e Custódia
Oeste: Carnaubeira da Penha e

Belém do São Francisco

Rosa de los vientos.svg Leste: Ibimirim
Sudoeste: Itacuruba e Rodelas (Bahia) Sul: Petrolândia Sudeste: Inajá e Tacaratu

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município está inserido na bacia do Rio São Francisco e do Rio Pajeú. Seus principais riachos são: do Capim Grosso, da Lagoinha, do Navio, das Porteiras, do Papagaio, do Toco, da Pedra Branca, da Salina, Poço da Areia, da Travessa, da Várzea, do Carcarazeiro, do Mari, do Sagüim, do Espírito Santo, da Volta, do Espinho, do Salgueiro, Cachoeira, das Areias, Poço do Sal, da Estrada, do Açude, do Defunto, Paratibe, da Caraíba, do Tigre, do Piador, Fundo, da Manga, do Campo Grande, do Mundo Sombrio, Morro dAgulha, Laje Grande, da Favela, dos Pereiros, dos Caldeirões, do Manoel Creonte, do Saco Grande, do Zé Luís, dos Mandantes, da Salina, do Serrote do Boi, do Brocotó, da Malhada Vermelha, do Cardan, do Zé Teixeira, Poço dos Cavalos, de Baixo, do Hercílio, do Velho Cazuza, da Ema, da Ipueira, da Pedra do Carro, do Lucas, do Capim, da Barra, Poço do meio, dos Pocinhos, do Coxo, da Cachoeira, Vira Mão, dos Camarões, Saco da Serra, Nojo, do Tapuio, dos Três Umbuzeiros, Queimado, da Cachoeira Grande, Quebra-Unha, do Gato, do Miguel, do Pai João, do Muquém, da Mucunã, do Pau Forte, São Gonçalo, Barra da Forquilha, Caldeirãozinho, do Poço do Boi, da Rancharia, Caldeirão do Angico, do Iço, da Caneta, da Vargem, do Navio, do Papagaio, da Imboecica, da Macambira, do Mandacaru, Caetano, da Prata, do Soldado e do Olho d’ Água.

Os principais corpos de acumulação são: os açudes Barra do Juá (71.474.000m³) e Quebra Unha(3.190.000m³) e as lagoas: da Malhada Vermelha, do Pedrosa, do Boi Bravo, dos Paus Pretos, da Volta, da Quixabeira, da Gangorra, do Bagaço, da Varginha, Luís Jorge, da Pedra, dos Pinhões, da Garota, do Soca, da Palha, do Espinho, das Abertas, do Pão Chato, do Curral, do Junco, do Papagaio, do Juazeirinho, do Canonge, do Angico, das Marias Pretas, das Contendas, do Defunto, do Pé de Serrote, de Fora, do Sapateiro e das Areias.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima do município é o clima semiárido, do tipo Bsh. Os verões são quentes e úmidos, é neste período em que praticamente quase toda chuva do ano cai. Os invernos são mornos e secos, com a diminuição de chuvas; as mínimas podem chegar a 15 °C. As primaveras são muito quentes e secas, com temperaturas muito altas, que em que algumas ocasiões podem até ultrapassar os 40 °C.[7]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1975, a temperatura mínima absoluta registrada em Floresta foi de 8 °C em 19 de julho de 1967,[8] e a maior atingiu 40 °C em 29 de outubro de 1963 e 18 de novembro de 1965.[9] O maior acumulado de precipitação registrado em 24 horas foi de 157,5 mm em 7 de outubro de 1970. Outros grandes acumulados foram 139,1 mm em 25 de março de 1975, 129,7 mm em 20 de janeiro de 1974, 126 mm em 4 de abril de 1977, 117,7 mm em 23 de abril de 1962, 117 mm em 29 de janeiro de 1985, 112,5 mm em 28 de dezembro de 1985, 102,5 mm em 27 de março de 1983 e 100,6 mm em 27 de dezembro de 1967.[10] O menor índice de umidade relativa do ar foi de 17% em 25 de outubro de 1974.[11]

Dados climatológicos para Floresta
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima absoluta (°C) 39,9 39,2 38,4 38,2 39,7 39,5 35,4 37,5 38,5 40 40 39,7 40
Temperatura máxima média (°C) 34,4 33,8 33,1 32,2 30,7 30 29,4 31 33 34,9 35,7 34,5 32,7
Temperatura média (°C) 27,8 27,1 26,9 26,3 25 23,9 23,2 24,1 25,8 27,9 28,6 28,2 26,2
Temperatura mínima média (°C) 22 21,8 21,7 21,2 20,1 18,7 18 18,1 19,4 21,1 22,4 22,3 20,6
Temperatura mínima absoluta (°C) 18,2 18,5 18,7 16,8 15,8 14,1 8 8,3 14,7 16,3 18,3 17,4 8
Precipitação (mm) 105,1 91,4 133,2 104,1 24 16,6 18 4,9 7,8 15,3 23,2 66,7 610,1
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 7 6 9 7 4 4 4 2 1 1 3 5 53
Umidade relativa (%) 60 61 68 69 70 69 69 60 54 50 52 56 61,5
Horas de sol 245,9 220,3 223,4 210,9 202,2 175,9 196,4 252,9 245,1 284,2 278,9 258,5 2 794,6
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (normal climatológica de 1961-1990;[12][13][14][15][16][17][18] recordes de temperatura de 1961 a 1985).[8][9]

Relevo[editar | editar código-fonte]

O município localiza-se na unidade ambiental da depressão sertaneja, com relevo suave a ondulado. A parte mais alta do município chega a 1.065 metros acima do nível do mar.[19]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação do município é composta por caatinga hiperxerófila e com trechos de Mata Atlântica. A Reserva Biológica da Serra Negra é a primeira reserva biológica do Brasil, sendo instituída pelo Decreto nº 28348, de 7 de junho de 1950, com uma área de 1.100ha e 5 km de extensão. A sua natureza exuberante, inclusive com algumas espécies vegetais típicas da região amazônica, foi estudada por importantes pesquisadores, entre eles o prof. Vasconcelos Sobrinho.[19][20]

Solo[editar | editar código-fonte]

Em relação aos solos, nos Patamares Compridos e Baixas Vertentes do relevo suave ondulado ocorrem os Planossolos, mal drenados, fertilidade natural média problemas de sais; Topos e Altas Vertentes, os solos Brunos não Cálcicos, rasos e fertilidade natural alta; Topos e Altas Vertentes do relevo ondulado ocorrem os Podzólicos, drenados e fertilidade natural média e as Elevações Residuais com os solos Litólicos, rasos, pedregosos e fertilidade natural média.[19]

Geologia[editar | editar código-fonte]

O município de Floresta é constituída pelos litotipos dos complexos Gnáissico-migmatítico Sobradinho-Remanso e Riacho Seco, dos gnaisses Arapuá, Bangê e Bogó, do Complexo Saúde, dos Granitóidessin e póstectônicos.[19]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Segundo o censo 2013 do IBGE, Floresta possui uma população de 31.088 habitantes, distribuídos numa área de 3.644,168 km² (sendo o segundo maior município pernambucano em extensão territorial), tendo assim, uma densidade demográfica de 8,04 hab/km².[21]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Bairros:[editar | editar código-fonte]

  • Alto da Ermidia
  • Caetano I
  • Caetano II
  • Centro
  • Cohab
  • DNER
  • Parque das Caraibeiras
  • Parque de Exposição
  • Rua de Baixo
  • Santa Rosa
  • Três Marias
  • Vulcão

Poder Executivo[editar | editar código-fonte]

O poder executivo do município se encontra atualmente a cargo do prefeito Ricardo Ferraz, do PRP.[21]

Esta é a lista de prefeitos da história do município:

Nome Partido Início do Mandato Fim do Mandato Observações
1 Fausto Serafim de Souza Ferraz 1892 1895
2 José Francisco Gonçalves Torres (Coronel Casé) 1896 1898
3 Elói Belchior de Carvalho Barros 1899 1901
4 Manoel Alves de Carvalho Barros 1902 1904
5 José Gonçalves Torres 1905 1907
6 Manoel Alves de Carvalho (Major Baé) 1908 1910
7 Manoel Olimpio de Menezes 1911 1913
8 Antônio Ferraz de Souza 1914 1916
9 Antônio Serafim de Souza Ferraz (Antônio Boiadeiro) 1917 1919
10 Manoel Rufino de Souza Ferraz 1920 1922
11 Antônio Ferraz de Souza 1923 1925
12 Manoel Serafim de Souza Ferraz 1926 1928
13 Afonso Ferraz 1929 1930
14 Antônio Gomes Correia da Cruz 1930 1930
15 Pe. Urbano Carvalho 1931 1933
16 João Novaes 1934 maio de 1935
17 Manoel Correia de Menezes maio de 1935 janeiro de 1936
18 Benício Ferraz janeiro de 1936 agosto de 1936
19 Fortunato de Sá Gominho (Siato) agosto de 1936 dezembro de 1937
20 Eneas Cantarelli dezembro de 1937 janeiro de 1938 Início do Estado Novo no Brasil

Prefeito nomeado

21 Clávio Menezes janeiro de 1938 1939 Prefeito nomeado
22 Luiz Marques 1940 1940 Prefeito nomeado
23 José Ribeiro Lins 1941 1943 Prefeito nomeado
24 Clóvis dos Santos Porto 1943 1943 Prefeito nomeado
25 José Ferreira Gomes 1943 1944 Prefeito nomeado
26 Nestor Valgueiro de Carvalho Barros 1945 dezembro de 1946 Primeiro prefeito eleito após o fim do Estado Novo e início da transição democrática no Brasil (República Nova)
27 José do Carmo Gomes de Sá dezembro de 1946 julho de 1947
28 Nestor Valgueiro de Carvalho Barros julho de 1947 outubro de 1947
29 José Serafim de Souza Ferraz (João Boiadeiro) outubro de 1947 1951
30 Sizenando Alves de Carvalho 1952 1955
31 Audomar Ferraz 1956 1959
32 Manoel de Souza Ferraz 1960 1963
33 Dário Ferraz de Sá 1964 1969
34 Luiz Cavalcante Novaes 1970 1973
35 Flávio Nunes Novaes 1974 1977
36 Joaquim Nogueira Ferraz 1978 1983
37 Afonso Augusto Ferraz 1984 1989
38 Francisco Ferraz Novaes 1990 abril de 1992 Assassinado durante o seu mandato
39 João Lopes Gonçalves abril de 1992 dezembro de 1992 Vice-prefeito que tomou posse com a morte do prefeito Francisco Ferraz Novaes
40 Afonso Augusto Ferraz 1993 1996
41 Oscar Ferraz Filho 1997 abril de 1999 Assassinado durante o seu mandato
42 Sérgio Regis Leal Jardim abril de 1999 2000 Vice-prefeito que tomou posse com a morte do prefeito Oscar Ferraz Filho
2001 2004 Reeleito para um segundo mandato
43 Afonso Augusto Ferraz PSDB 2005 agosto de 2008 Faleceu durante o seu mandato
44 Ricardo Ferraz PSDB agosto de 2008 dezembro de 2008 Vice-prefeito que tomou posse com o falecimento do prefeito Afonso Augusto Ferraz
45 Rosângela de Moura Maniçoba Novaes Ferraz (Rorró Maniçoba) PSB 2009 2012
2013 2016 Reeleita para um segundo mandato
46 Ricardo Ferraz PRP 2017 2020

Poder Legislativo[editar | editar código-fonte]

Estes são os vereadores eleitos nas eleições de 2 de outubro de 2016 para a legislatura de 2017-2020:

Nome Partido Votos  %
1 André Alexandre de Sá Ferraz Moura Maniçoba, André Ferraz Partido da República (PR) 1 829 9,72
2 Esequiel Rodrigues de Aquino, Kiel Partido Social Democrata (PSD) 1 080 5,74
3 Francisco Ferraz Novaes Neto, Chichico Ferraz Partido Democrático Trabalhista (PDT) 1 059 5,63
4 Alberto Carlos de Souza, Beto Souza Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) 975 5,18
5 Ana Beatriz Leal Numeriano de Sá, Bia Numeriano Rede Sustentabilidade (REDE) 916 4,87
6 Tiago Sobral Ferraz de Moura Maniçoba, Tiago Maniçoba (Pebinha) Partido Socialista Brasileiro (PSB) 892 4,74
7 Pedro Henrique Novaes de Sousa Lira, Pedro Henrique Lira Partido Social Democrata (PSD) 851 4,52
8 Talles Welles Marques de Sá Cruz e Souza, Talles Cruz Partido Progressista (PP) 849 4,51
9 Benjamim José Nunes Filho, Beijinha Puça Partido Social Democrata (PSD) 811 4,31
10 Adailto Nunes, Beto Puça Partido Trabalhista Cristão (PTC) 795 4,23
11 Murilo Alexandre de Almeida, Murilo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) 756 4,02
12 Gilberto Quirino de Sá, Gilberto Quirino Partido Democrático Trabalhista (PDT) 672 3,57
13 Luiz Antonio da Silva Filho, Luizinho Pedreiro Partido Social Democrata (PSD) 632 3,36

Economia[editar | editar código-fonte]

Segundo dados sobre o produto interno bruto dos municípios, divulgado pelo IBGE referente ao ano de 2011, a soma das riquezas produzidos no município é de 305.239 milhões de reais (37° maior do estado). Sendo o setor de serviços o mais mais representativo na economia florestana, somando 209.107 milhões. Já os setores industrial e da agricultura representam 36.259 milhões e 16.518 milhões, respectivamente. O PIB per capita do município é de 10.299,96 mil reais (16° maior do estado).[22]

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com duas unidades de escolas estaduais em tempo integral, uma federal, seis escolas públicas, quatro privadas e uma faculdade. São elas:

  • Educandário Universo Infantil
  • Educandário Pequeno Aprendiz
  • Diocesano Colégio e Curso
  • Emanuel Colégio e Cursos
  • Escola de Referência em Ensino Médio Capitão Nestor Valgueiro de Carvalho
  • Escola de Referência em Ensino Médio Deputado Afonso Ferraz
  • Escola Júlio de Mello
  • Escola Municipal Prefeito Francisco Ferraz Novais
  • Escola Estadual José Ferreira da Silva
  • Escola Três Marias
  • Escola Estadual Teresinha de Souza Lira [23]
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano - Campus Floresta
  • ISEF (Instituto Superior de Educação de Floresta)
  • Escola Municipal Fleckenberg
  • Wood Lan Cursos e Treinamentos
  • IESPE (Instituto de Educação Superior de Pernambuco)

Saúde[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com 9 estabelecimentos de saúde, sendo 7 deles públicos municipais e 2 privados.[24]

Transportes[editar | editar código-fonte]

O município é cortado pela BR-316, PE-340, PE-355, PE-360, PE-390 e PE-425. A população conta com o Aeroporto de Petrolina, estando a 280 km de distância.

Comunicação[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com uma Rádio FM Local e recebe sinal de algumas emissoras de cidades vizinhas

RÁDIO

  • Rede Brasil de Comunicação - 101,9 FM
  • Rede Brasil de Comunicação - 99,7 FM (Serra Talhada)
  • Rádio Cultura FM -92,9 FM (Serra Talhada)
  • Rádio Líder do Vale FM - 93,5 (Serra Talhada)

O município recebe o sinal de TV do município de Caruaru e Recife.

TV[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

No artesanato, destaque para o crochê, bordados, renda de bilro, tecelagem e couro.

Na cultura popular, destaca-se o bairro do Vulcão, pois é o bairro mais cultural de Floresta e região. No mesmo, podemos encontrar o Maracatu Afrobatuque, Afoxé Filhos de N'Zambi e o Grupo Dandara. No Vulcão deu-se origem a uma das bandas de Pífano mais renomadas da cidade, cujo principal integrante foi Elias de Flora, que em sua homenagem foi nomeada uma das ruas do bairro. Ainda no mesmo, se encontra um dos maiores sanfoneiros de Floresta, Pedro Euzébio. Na rua Eloi Torres de Barros (Bairro do Vulcão), se encontra a sede do Instituto Cultural Raízes, ONG que realiza as atividades em prol da cultura e do esporte.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Sítio Histórico Arquitetônico[editar | editar código-fonte]

Formado por edificações coloniais do século XIX e início do século XX, de grande valor histórico pela autenticidade da sua arquitetura. Em sua totalidade, são construções originais em pavimento térreo, cobertas com telha cerâmica e em bom estado de conservação. Alguns casarões passaram por reformas que alteraram pisos e instalações elétricas e hidráulicas, mas que não modificaram suas fachadas.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário[editar | editar código-fonte]

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

É a antiga Capela do Senhor Bom Jesus dos Aflitos, construída em 1777, em tordo da qual a cidade se originou. A igreja é uma construção em estilo barroco, com 300 metros quadrados. No altar-mor, trabalhado em madeira entalhada e detalhes de linhas curvas, há imagens de Nossa Senhora do Rosário, de Nossa Senhora das Dores e de São Benedito, todas esculpidas em madeira por artistas não conhecidos.

Igreja da Ermidia[editar | editar código-fonte]

É um pequeno templo católico, construído em 1900 sobre colina rochosa, de arquitetura barroca, com 100 m² de área, em estrutura de tijolos e cal.

Riacho do Navio[editar | editar código-fonte]

Afluente do Rio Pajeú, o Riacho do Navio é temporário e ficou famoso por ser citado em música do "Rei do Baião", Luiz Gonzaga.

Barra do Juá[editar | editar código-fonte]

É uma barragem com cerca de 300 metros de extensão, construída no leito do Riacho do Navio, com capacidade para armazenar 75 milhões de metros cúbicos de água.

Letreiro da Mãe D'Água[editar | editar código-fonte]

Localizado à margem esquerda do rio Pajeú, em terras da Fazenda Mãe D'Água, é um gigantesco bloco de rocha granítica com pinturas rupestres.

Serra Negra[editar | editar código-fonte]

Serra com 1.065 metros de altura, situada no Parque Biológico da Serra Negra, reserva criada pelo decreto nº 28.348, de julho de 1950, numa área de 500 hectares.

Trilha Lagoa do Pedrosa[editar | editar código-fonte]

O percurso tem cerca de 4 km e dá acesso à Lagoa do Pedrosa, que é temporária. Para aqueles que pretendem seguir a trilha a cavalo, na região existe um ponto de apoio, onde se pode alugar um animal e contratar os serviços de um guia.

Referências

  1. Portal Eleições & Política
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. «Estimativa da população 2015 » População estimada » Comparação entre os municípios: Pernambuco». Estimativa Populacional - 2015. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Agosto de 2015. Consultado em 11 de dezembro de 2015 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 11 de agosto de 2013 
  6. a b «Pernambuco » Floresta » Produto Interno Bruto dos municípios - 2013». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. de 2015 
  7. http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/noticia/2013/03/13/sertao-de-pernambuco-registra-temperatura-de-411-graus-76263.php
  8. a b «Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Mínima (ºC) - Floresta». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 21 de junho de 2015 
  9. a b «Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Máxima (ºC) - Floresta». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 21 de junho de 2015 
  10. «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Precipitação (mm) - Floresta». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 21 de junho de 2015 
  11. «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Umidade Relativa (%) - Floresta». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 21 de junho de 2015 
  12. «Temperatura Média Compensada (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961–1990. Consultado em 18 de junho de 2015. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  13. «Temperatura Máxima (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961–1990. Consultado em 18 de junho de 2015. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  14. «Temperatura Mínima (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961–1990. Consultado em 18 de junho de 2015. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  15. «Precipitação Acumulada Mensal e Anual (mm)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961–1990. Consultado em 18 de junho de 2015. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  16. «Número de Dias com Precipitação Maior ou Igual a 1 mm (dias)». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 18 de junho de 2015. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  17. «Insolação Total (horas)». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 18 de junho de 2015. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  18. «Umidade Relativa do Ar Média Compensada (%)». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 18 de junho de 2015. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  19. a b c d http://www.cprm.gov.br/rehi/atlas/pernambuco/relatorios/FLOR061.pdf
  20. http://www.uep.cnps.embrapa.br/publicacoes/circulartecnica10diagambfloresta.pdf
  21. a b http://www.cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?lang=&codmun=260570&search=pernambuco%7Cfloresta
  22. http://www.cidades.ibge.gov.br/xtras/temas.php?lang=&codmun=260570&idtema=125&search=pernambuco%7Cfloresta%7Cproduto-interno-bruto-dos-municipios-2011
  23. http://www.educacao.pe.gov.br/portal/upload/galeria/4324/rel_escolas_gre_submediosaofrancisco.pdf
  24. http://www.uniregistro.com.br/cidades-do-brasil/pernambuco/floresta/
Ícone de esboço Este artigo sobre municípios do estado de Pernambuco é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.