TAAG Linhas Aéreas de Angola

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TAAG Linhas Aéreas de Angola
IATA DT
ICAO DTA
Indicativo de chamada TAAG
Fundada em 8 de setembro de 1938 (82 anos)
Principais centros
de operações
Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro
Frota 17
Destinos 28
Companhia
administradora
Governo de Angola (100%)
Sede Luanda, Angola
Pessoas importantes José João Kuvíngua (CEO)
Sítio oficial taag.com
TAAG Angola Airlines Boeing 777-2M2ER no Aeroporto da Portela em Lisboa, 2 de outubro 2009.
TAAG Angola Airlines Boeing 777-3M2ER decola no Aeroporto da Portela em Lisboa 4 de dezembro de 2012.
Agência da TAAG, Pequim.
TAAG porto

A TAAG Linhas Aéreas de Angola, mais conhecida simplesmente como TAAG, é a companhia aérea nacional de Angola, tendo a sua sede em Luanda. TAAG é um acrónimo para Transportes Aéreos Angolanos.[1]

A empresa atende a 13 destinos domésticos e a 16 destinos internacionais, na África, na América do Sul, no Caribe, na Europa e na Ásia. É também a única companhia aérea que opera voos regulares (directos ou com escalas) entre a África Central e a América Latina.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

A empresa foi criada em 8 de setembro de 1938 como "Divisão dos Transportes Aéreos" (DTA), subordinado à Direcção dos Serviços de Portos, Caminhos de Ferro e Transportes de Angola. No entanto, as suas operações iniciaram-se de facto em 1940, com aviões Dragon Rapide, Klemen e Leopard Moth. Foram assim ativadas as primeiras linhas regulares entre Luanda–Lobito-Moçâmedes e os primeiros voos internacionais Luanda–Ponta Negra.[2]

Em 1948 entraram em serviço os primeiros aviões Douglas DC-3. Catorze anos mais tarde, é adquirido o primeiro avião Fokker F27.[2]

Por intermédio do decreto-lei nº 41053, de 1957, o Serviço da Aeronáutica Civil de Angola (Saca) passa a ter competência e jurisdição sobre a DTA, como maneira de centralizar os serviços aéreos da Angola colonial.[3]

Em 1973 a DTA transforma-se em empresa de capital misto com a designação de "Transportes Aéreos de Angola, S.A.R.L." (TAAG), com capital maioritário do governo (representado pela Saca), 30% da TAP e o restante repartido por empresas privadas. Durante esse período, a TAAG explora os vos domésticos e inicia as carreiras regionais para São Tomé e Vinduque. As rotas Luanda–Lisboa e as ligações a Maputo, Beira e Salisbúria (hoje Harare) são servidos pela TAP com bandeira da TAAG.[2]

Nacionalização: crescimento exponencial[editar | editar código-fonte]

Em 1975, após a proclamação da independência angolana, a empresa é nacionalizada, mas consegue formar uma parceria com a TAP para a participação da TAAG – como companhia aérea de bandeira – nos voos Luanda–Lisboa. Os primeiros voos Luanda–Lisboa passaram a ser operados por aviões TAP com a antiga sigla DTA - Linhas Aéreas de Angola. Nos voos com destino Lisboa, os passageiros começam a ser assistidos por pessoal de cabine da TAAG. Foram nomeados os primeiros angolanos para a administração da empresa.[2]

Em 3 de março de 1976, com a chegada ao país do primeiro Boeing 737, foi iniciada a era do jato em Angola. Já no ano seguinte a TAAG transporta 230.000 passageiros em voos domésticos, atingindo, em 1978, 795.947. Em voos internacionais o desenvolvimento da companhia passa no mesmo período para 130.838 transportados. Em volume de carga e correio, neste período, são transportados 43.095 toneladas. A TAAG acumula 31.852 horas, percorrendo 18 milhões de quilómetros.[2]

Em 13 de fevereiro de 1980 é publicado no Diário da República o decreto nº 15/80 que a transforma em "Empresa Linhas Aéreas de Angola - Unidade Económica Estatal", continuando a usar a marca TAAG. O mesmo decreto a separa definitivamente do Saca, que torna-se Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea (Enana). Com aquisição dos novos Boeing 707 inicia-se rápido crescimento da TAAG.

No dia 16 de junho de 1985 se iniciaram as operações para o Brasil, com destino Rio de Janeiro com o equipamento Boeing 707.[2]

Em 1986 a TAAG transporta um milhão de passageiros, na maioria tropas cubanas. A queda brusca dos preços do petróleo e o agravamento da situação político-militar no país exigem da empresa um esforço especial. A paralisação quase absoluta dos transportes rodoviários e ferroviários forçam a TAAG a voar entre as principais cidades com ocupações raramente abaixo dos 100% da oferta. Durante anos, a TAAG foi o único elo de ligação entre as cidades do país, empregando 5 mil trabalhadores.[2]

Pós-abertura política[editar | editar código-fonte]

Em 1990 a TAAG transporta 700 mil passageiros e cerca de 60.000 toneladas de carga e correio. Esses números fazem com que, em 1991, ocorra a criação duas novas empresas autónomas: a Angola - Air Charter, para voos chárter de carga e passageiros e a Sociedade de Aviação Ligeira (encerrada em 2015), para o serviço de táxi aéreo e de propósito múltiplo, dedicada a voos especializados de desinfestação, combate a incêndios, etc.[2]

Entre 1993 e 1995 a TAAG abre a importante linha internacional de Joanesburgo (na África do Sul), além de reabrir as linhas de Harare (no Zimbábue) e Lusaca (na Zâmbia).[2]

Em 8 de julho de 1997 a TAAG adquire o seu primeiro Boeing 747, a que deu o nome de "Cidade de Cuíto", em homenagem à resistência daquela cidade nas batalhas da Guerra Civil Angolana.[2]

Em novembro de 2006 a TAAG procede a primeira grande renovação da sua frota, realizando a encomenda de sete novos aviões Boeing, sendo: três Boeing 777-200 e outros quatro Boeing 737-700 NG (nova geração).[2]

Em 28 de junho de 2007 um Boeing 737 da TAAG despenha-se com 78 passageiros a bordo, quando tentava aterrar no Aeroporto Pedro Moisés Artur, em Mabanza Congo; confirmam-se 6 vítimas mortais, incluindo o administrador municipal de Mabanza Congo e George Vilanelo, padre católico de origem italiana. O acidente teve lugar às 13:30 horas (hora local).

Em novembro de 2008 o conselho da administração da empresa foi demitido e um novo conselho foi nomeado, em um esforço para obter a remoção da TAAG dentre a lista das transportadoras aéreas proibidas da União Europeia.

Em 2009 inicia-se a rota Luanda–Dubai.

Incidentes[editar | editar código-fonte]

Em 28 de junho de 2007, um Boeing 737 da TAAG despenhou-se nas proximidades do Aeroporto Pedro Moisés Artur, em Mabanza Congo, na província do Zaire, com 78 pessoas a bordo, provocando a morte de seis pessoas. O avião efectuava a ligação entre Luanda e Mabanza Congo, e embateu numa casa, depois de os pilotos terem tentado efectuar uma aterragem de emergência.[4]

Em 6 de dezembro de 2010, um Boeing 777 da TAAG com 126 passageiros a bordo, logo depois de ter descolado do Aeroporto de Lisboa perdeu diversas peças de metal de cinco por quinze centímetros de tamanho ao longo da cidade de Almada, e teve a aterrar de emergência.[5]

Proibição de voar para Europa 2007–2010[editar | editar código-fonte]

A Comissão Europeia decidiu em 3 de julho 2007 incluir a TAAG na lista negra de companhias aéreas impedidas de voar para Europa. Esta decisão implicou a suspensão de seis voos semanais da TAAG para Lisboa.[6]

Em julho de 2009 a TAAG Air Angola recebeu a permissão de voltar ao espaço europeu, sob a condição de usar unicamente os seus novos Boeing 777-200ER e, a partir de outubro de 2010, os Boeing 737, e só para Lisboa.[7] Em 1 de Agosto de 2009, o primeiro voo da TAAG partiu de Luanda para Lisboa, depois de quase dois anos de ter sido banida do espaço aéreo da UE.

Em março de 2010 a proibição foi ainda mais aligeirada permitindo que a TAAG voasse para todos os aeroportos europeus.[8] Desde então, a TAAG pretende voar para o Aeroporto de Frankfurt ou/e para o Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle como um novo destino na sua programação.

A Manutenção de aeronaves Boeing 777-200ER é realizada pela TAP Manutenção e Engenharia Brasil S.A[9], no Rio de Janeiro, bem como em Pequim por especialistas chineses na empresa Ameco Beijing[10].

Frota[editar | editar código-fonte]

A frota da TAAG inclui as seguintes aeronaves (em 10 de Julho de 2020):[11]

TAAG Linhas Aéreas de Angola Frota
Aeronave Total Passageiros Rotas
Boeing 737-700 006 120 Doméstico e Regional
Boeing 737-700QC 001 ? Doméstico e Regional
Boeing 777-200ER 003 314 Regional e Internacional
Boeing 777-300ER 005 386 Regional e Internacional
De Havilland Dash 8-400 002 74 Doméstico e Regional
Total 017

Em junho de 2011 a companhia aérea recebeu seu primeiro recém-adquiridas Boeing 777-300ER, de dois encomendados em setembro de 2009. TAAG se tornou a primeira operadora africano na compra e operação deste tipo de aeronaves.[12] O código do cliente para o Boeing da TAAG é M2 (por exemplo, Boeing 777-3M2ER). Em Maio de 2016 a TAAG recebeu o sétimo Boeing 777.

Presidentes do Conselho de Administração / CEO's[editar | editar código-fonte]

  • 1977: Roque Martins
  • 1978: Armando Manuel
  • 1979–1981: Júlio de Almeida
  • 1981–1982: Germano Gomes
  • 1982–1985: Rui Filomeno de Sá
  • 1985–1988: José Fernandes
  • 1988: Félix Manuel
  • 1988–1991: Mário Rogério von Haff
  • 1991–1992: António H. da Silva
  • 1992–2000: Miguel Costa
  • 2000–2006: Mateus Neto
  • 2006–2008: Jesus Nelson Martins
  • 2008–2013: António Luís Pimentel Araújo
  • 2013–2015: Joaquim Teixeira da Cunha
  • 2015–2017: Peter Murray Hill
  • Agosto de 2017: foi criada uma Comissão de Gestão, tendo Joaquim Teixeira da Cunha como Coordenador
  • Dezembro de 2017: José João Kuvíngua
  • Setembro de 2018–Actualmente: Ruí Carreira

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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