Typothorax

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Como ler uma caixa taxonómicaTypothorax
Ocorrência: Triássico Superior
Taxocaixa sem imagem
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: reptilia
Ordem: Aetosauria
Família: Stagonolepididae
Subfamília: Aetosaurinae
Tribo: Typothoracisinae
Género: Typothorax
Cope, 1875
Espécies

Typothorax é um género extinto de aetossauro que viveu no Triássico Superior. Seus restos foram encontrados na América do Norte. Duas espécies são conhecidas: T. coccinarum (Espécie-tipo) e T. antiquum.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Typothorax era um aetossauro clássico, um crurotarsi relacionadas com crocodilos modernos. Ao contrário dos crocodilos modernos, eles eram aetossauros herbívoros. Possuíam pequenas dentes em forma de folha que eram inadequadas para uma dieta carnivora.[1] [2] Ao contrário de alguns aetossauros como Desmatosuchus, o Typothorax não tem grande espigões nos ombros.[1] [2] Trata-se, de um par de espigões alargados no pescoço projetados a partir da terceira fila de escamas. Tem escamas laterais que tem chifres que são posteriormente ligado ao longo de sua volta, enquanto os seus lados e ventre são cobertos com escamas ornamentada. Embora fósseis de aetossauros não sejam tão comuns como outros arcossauros do Triássico, sua forte armadura é mais comum de ser encontrada. Typothorax, esta representado com menos elementos esqueléticos que outros aetossauros. Typothorax tinha cerca de 2,5 metros de comprimento e pesava 100 kg.

A coluna vertebral do Typothorax é curvada, com vértebras individuais reduzidas no comprimento. No entanto, as osteodermas que envolvem as vértebras não são curvadas. Em vez disso, são em número reduzido para que cada osteoderma paramediana dorsal (osteoderma que cobre a parte traseira) cubra várias vértebras dorsais. Em quase todos os crurotarsi há uma linha de osteodermas por vértebra. Typothorax coccinarum tem cerca de 20 linhas de osteodermas pré-sacrais e cerca de 26 vértebras pré-sacrais. Os espigões cervicais do Typothorax são homólogas às dos Desmatosuchus, é provável que as linhas de osteodermas foram retiradas da frente. Isto porque, no Desmatosuchus os espigões estão presentes na quinta fileira, enquanto que em Typothorax eles estão presentes na terceira.[3]

Em Typothorax coccinarum, há 10 colunas torácica e quatro colunas de caudais de osteodermas ventrais na parte inferior. Ao contrário de todos os outros aetossauros, os Typothorax possui osteodermas na parte inferior da cauda, perto da cloaca. Essa região não é coberta por osteodermas como em outros aetossauros, tais como Aetosaurus e Coahomasuchus.

História[editar | editar código-fonte]

Typothorax foi um dos primeiros vertebrados nomeado do Triássico do oeste da América do Norte [4] , mas tem sido mal compreendida desde sua nomeação. Paleontólogos encontraram as característica placas de blindagem ao longo de décadas,[5] [6] , mas só recentemente um estudo abrangente dos Typothorax foi realizado.[1] [2] Ele foi encontrado no Arizona na Formação Chinle, bem como no Novo México e Texas na Formação Bull Canyon do Grupo Dockum.

Paleobiologia[editar | editar código-fonte]

Como todos os aetossauros e muitos outros Crurotarsi primitivos, o Typothorax tinha membros posteriores eretos abaixo do corpo. Isto é evidente pelo fêmur em linha reta, pés dirigidos e a projeção da superfície lateral do ílio sobre o fêmur. Como o comprimento do fêmur é quase igual ao da tíbia e fíbula (perna) e astrágalo e calcâneo (tornozelo), o Typothorax foi provavelmente lento. Os membros anteriores são reduzidos em tamanho e foram dirigidos para fora em uma posição arrastado. Esta postura também é visto em anquilossauros, ceratopsias, e o cinodonte primitivo Procynosuchus.

Vários aspectos do membros dianteiros têm sido interpretadas como adaptações para cavar. Como muitos tetrápodes escavadores, o Rádio é significativamente menor do que o úmero. Como outros aetossauros, há uma crista proeminente no deltopeitoral no úmero. A mão é curta e larga, uma característica de animais escavadores. Há também um “entepicondyle” no úmero, que é a origem da pronação do antebraço e músculos flexores da mão. Typothorax também possui um processo olécrano relativamente longo para a inserção do músculo Tríceps braquial, mas não tão longo como dos animais cavadores. Heckert (2010) concluiu que o Typothorax não foi especificamente adaptado para um estilo de vida fossorial, mas tinha uma habilidade de cavar que outros aetossauros não tinham.[3] O focinho arrebitado do aetossauro Typothorax e outros sugerem que eles podem ter procurado alimentos enraizados no solo.

Classificação[editar | editar código-fonte]

Typothorax pertence a um clado de aetossauros chamado Typothoracisinae, da subfamília Aetosaurinae. Está muito relacionada com Redondasuchus. Redondasuchus reseri foi nomeado em 1991, mas em 1995 foi sinonimizada com T. Coccinarum, com base na semelhança das osteoderma.[6] [7] Martz (2002) sugeriu que R. reseri pertence a Typothorax, mas ainda sendo sua própria espécie, chamada T. reseri.[1] Mais recentemente, as diferenças entre Redondasuchus e Typothorax tem apoiado a descrição de uma nova espécie, R. rineharti, em 2006.[8] Com novo material esquelético do T. coccinarum, Heckert (2010) afirma que o Redondasuchus é diferente do Typothorax porque tem osteodermas paramedianas fortemente flexionadas, enquanto que o Typothorax tem osteodermas paramediana arqueadas suavemente.[3]

Notas e referências

  1. a b c d Martz, J.W. 2002. The morphology and ontogeny of Typothorax coccinarum (Archosauria, Stagonolepididae) from the Upper Triassic of the American southwest. M.S. thesis, Geosciences, Texas Tech University, Lubbock, 279 pp.
  2. a b c (1999) "A new aetosaur (Reptilia: Archosauria) from the Upper Triassic of Texas and the phylogeny of aetosaurs". Journal of Vertebrate Paleontology 19 (1): 50–68. DOI:10.1080/02724634.1999.10011122.
  3. a b c Heckert, A.B.; Lucas, S.G.; Rinehart, L.F.; Celesky, M.D.; Spielmann, J.A.; and Hunt, A.P.. (2010). "Articulated skeletons of the aetosaur Typothorax coccinarum Cope (Archosauria: Stagonolepididae) from the Upper Triassic Bull Canyon Formation (Revueltian: early-mid Norian), eastern New Mexico, USA". Journal of Vertebrate Paleontology 30 (3): 619–642. DOI:10.1080/02724631003763524.
  4. Cope, E.D. 1875. The geology of New Mexico. Philadelphia Academy of Natural Sciences Proceedings, pp. 263-267.
  5. Case, E.C. 1922. New reptiles and stegocephalians from the Upper Triassic of western Texas. Carnegie Institution of Washington Publication, no. 321 (October, 1922). Carnegie Institution of Washington, Washington D.C., 84 pp.
  6. a b Long, R.A., and Murry P.A. 1995. Late Triassic (Carnian and Norian) tetrapods from the southwestern United States. New Mexico Museum of Natural History and Science Bulletin 4, 254 pp.
  7. Hunt, A.P.; and Lucas, S.G.. (1991). "A new aetosaur from the Upper Triassic of eastern New Mexico". Neues Jahrbuch für Geologie und Paläontologie Monatshefte 1991: 728–736.
  8. Spielmann, J.A.; Hunt, A.P.; Lucas, S.G.; and Heckert, A.B.. (2006). "Revision of Redondasuchus (Archosauria: Aetosauria) from the Upper Triassic Redonda Formation, New Mexico, with description of a new species". New Mexico Museum of Natural History and Science Bulletin 37: 583–587.