Edward Drinker Cope

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Edward Drinker Cope
Nascimento 28 de julho de 1840
Filadélfia
Morte 12 de abril de 1897 (56 anos)
Filadélfia
Nacionalidade norte-americano
Prémios Medalha Bigsby (1879)
Campo(s) Paleontologia, zoologia, herpetologia, ictiologia, anatomia comparada

Edward Drinker Cope (Filadélfia, 28 de Julho de 1840Filadélfia, 12 de Abril de 1897) foi um paleontólogo e anatomista comparativo norte-americano, além de um herpetólogo e ictiólogo. Foi um dos fundadores da escola neolamarquista.

Nascido em uma família rica quacre, Cope distinguiu-se como uma criança prodígio interessada em ciência; publicou seu primeiro artigo científico aos 19 anos de idade. Embora seu pai tenha tentado criar Cope como agricultor, ele finalmente concordou com as aspirações científicas de seu filho. Cope casou-se com sua prima e teve um filho; A família mudou-se da Filadélfia para Haddonfield, Nova Jersey, embora Cope mantivesse uma casa e um museu na Filadélfia em seus últimos anos.

Cope é conhecido no ramo da paleontologia por encontrar um plesiossauro, o qual batizou de Elasmosaurus. O primeiro exemplar do clado Mesosauria descoberto no Brasil, em folhelhos da Formação Irati, Bacia do Paraná, foi descrito por Cope em 1885, que o denominou de Stereosternum tumidum.[1]

Guerra dos ossos[editar | editar código-fonte]

Desde o ínicio de sua carreira, em 1859, até o ano de sua morte, Cope produziu grande quantidade de trabalhos paleontológicos, publicando mais de 1.300 artigos científicos versando especialmente sobre vertebrados do Mesozoico1 norte-americano, nos quais descreveu centenas de espécies e vários gêneros. Tamanha produção teve grande impacto no desenvolvimento da paleontologia dos EUA, principalmente quando somada à profusão de trabalhos de outros paleontólogos daquele país realizados durante a segunda metade do século XIX. Um desses paleontólogos foi o seu compatriota Othniel Charles Marsh (1831-1899), com o qual acabou travando uma disputa pela autoria da descoberta e da identificação taxonômica de grande quantidade de animais fósseis. Durante tal contenda, que mais tarde ficou conhecida pelo grande público como bone wars (guerra dos ossos), ambos chegaram aos

limites do absurdo, com acusações mútuas quanto a imprecisões em descrições, classificações e montagens de vários espécimens; denúncias de plágio e desvio de verbas públicas; acusações recíprocas de espionagem e de suborno dos empregados envolvidos com as escavações e o envio dos fósseis; e até mesmo da destruição dos fósseis remanescentes nos sítios em que as escavações eram dadas como finalizadas ou suspensas[2]

Prémios e honrarias[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Cope, E.D. (1885) A contribuition to the Vertebrate Paleontology of Brasil. (inglês) Pal. Bull. Nº 40, July 30, 1885. Proc. Amr. Philos. Soc. Vol. XXVIII, nº 121, PP. 7-15.
  2. Faria, Felipe; Faria, Felipe (October 2017). «O neolamarckismo de Edward Drinker Cope e a ideia de progresso biológico no processo evolutivo». História, Ciências, Saúde-Manguinhos. 24 (4): 1009–1029. ISSN 0104-5970. doi:10.1590/s0104-59702017000500009  Verifique data em: |data= (ajuda)
  3. «Bigsby Medal» (em inglês). The Geological Society of London. Consultado em 11 de dezembro de 2015.. Cópia arquivada em 28 de novembro de 2015 
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