UCI World Tour

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Disambig grey.svg Nota: Para o substituto do Ranking UCI criado em 2016, veja UCI World Ranking.
Cycling (road) pictogram.svgUCI World Tour
Volta Mundial da União Ciclista Internacional
Temporada ou competição atual:
UCI World Tour de 2019
[[Imagem:Union cycliste internac logo.png

World Cycling Centre - Aigle Switzerland.jpg|200px|Sede da UCI em Aigle (Suíça)]]

Esporte
Fundada
Temporada inaugural 2009
País(es) vários
Equipes 18
Atual campeão Ciclista: Simon Yates
Equipa: Quick Step
Site oficial uciworldtour.com

O UCI World Tour (nos anos 2009-2010 UCI World Ranking, não confundir com o UCI World Ranking criado em 2016 como substituto do Ranking UCI) é a denominação de todas as carreiras de máximo nível de ciclismo de estrada masculino na que estas são agrupadas num mesmo calendário, depois do acordo definitivo entre a União Ciclista Internacional e os organizadores das Grandes Voltas em janeiro de 2009; ainda que durante os dois primeiros anos seguiram diferenciando-se com denominações diferentes.[1]

Como é o substituto do UCI Pro Tour se costuma confundir com ela, ainda que as diferentes normas e o acordo entre a União Ciclista Internacional e os organizadores das Grandes Voltas têm feito que seja uma competição diferente. Sendo esta em princípio uma combinação do Ranking UCI (por ser uma classificação mais aberta que o Pro Tour ainda que a partir de 2011 voltou a ser mais fechada) e do UCI Pro Tour (por ter as equipas UCI Pro Team a participação assegurada e obrigada em algumas carreiras e a partir de 2011 em todas elas).

Em 2016 criou-se um UCI World Tour Feminino substituindo à Copa do Mundo de Ciclismo feminina.[2]

Disputa entre a UCI e os organizadores das Grandes Voltas[editar | editar código-fonte]

A criação deste circuito vem dada por anos de confrontos entre a UCI e os organizadores das Grandes Voltas por ter a hegemonia do ciclismo mundial dado que o circuito UCI Pro Tour viu-se como um sistema para que a UCI controlasse as corridas inscritas baixo esse circuito.

As provas de máximo nível organizadas pelos organizadores das Grandes Voltas são:

Ademais, a Amaury Sport Organisation e RCS Sport também organizam outras provas ciclistas profissionais de menor nível como o Tour de Qatar, Criterium Internacional, Tour de Picardie, Tour de l'Avenir, Paris-Tours, Paris-Tours sub-23 e Tour du Faso (até 2008), entre outras, por parte de ASO[4] e Strade Bianche e o Giro do Piamonte por parte de RCS Sport.[7]

Estes organizadores, e obviamente as suas corridas, lembraram uma uniformidade de critérios face a defender os seus interesses.

Já desde antes de iniciar o circuito Pro Tour teve dúvidas sobre se as provas de Amaury Sport Organisation junto às outras Grandes Voltas iam entrar neste circuito,[8][9] ainda que finalmente o fizeram.

Na primeira edição do UCI Pro Tour as carreiras organizadas pelas Grandes Voltas negaram-se ou puseram oposição a que o ciclista líder do Pro Tour levasse o maillot identificativo.

Primeiros desacordos importantes: Unibet.com[editar | editar código-fonte]

Em 2007 o facto mais visível foi a negativa a aceitar a participação automática às novas equipas UCI Pro Team (Astana e Unibet.com) tendo que participar mediante convite. Ainda que em realidade foi um veto encoberto à equipa Unibet.com pela proibição do governo francês de levar propaganda de apostas de empresas estrangeiras, veto que apoiaram as demais carreiras alheias à UCI. Destas carreiras o Unibet.com só correu a Milão-Sanremo, enquanto o Astana correu a maioria delas.

Ademais a Unipublic, organizadora da Volta a Espanha, em seu objectivo de desmarcarsse definitivamente da UCI, apresentou a "carreira do milhão de dólares" em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) que devia começar a se disputar nesse ano[10] ainda que finalmente não se chegou a disputar nenhuma edição.

Estoira a guerra: carreiras desmarcadas da UCI[editar | editar código-fonte]

No ano mais conflictivo foi o 2008 na que algumas carreiras de máximo nível como a Paris-Nice se desmarcaram da UCI entrando, num calendário nacional, categoria.NE (National Event), onde se costumam enquadrar os critériums ou as carreiras amadoras nacionais ainda que não se permitisse para uma carreira desse tipo[11] com equipas profissionais de máxima categoria. O mesmo passaria com o Tour de France, que a UCI a indicou nas seus imagems simplesmente com um N.[12] Outras entraram no calendário internacional com um asterísco (sem categoria) ainda que oficialmente com a denominação improvisada de Historic Calendar e outras como a Paris-Tours e a Tirreno Adriatico entraram em categoria.HC da Europa (maxíma categoria do calendário Continental Europeu).[13] Para evitar a participação de equipas importantes em carreiras que não estavam no calendário internacional mas se adoptava esse regulamento "ilegalmente" a UCI chegou a anunciar sanções para os organizadores dessa primeira carreira "rebelde" (a Paris-Nice)[14][15] e os corredores que a disputaram,[16] que no caso dos corredores podiam chegar até aos seis meses de suspensão; inclusive a UCI chegou a advertir que uma carreira fora das suas regulações internacionais poderia acarretar que os seguros por acidentes não se fizessem cargo ao não estar a carreira regulada baixo essa "protecção" da UCI.[17] Para mais inri, o Tour de France advertiu às equipas que renunciassem a participar nessa primeira carreira "rebelde", a Paris-Nice, que não se lhes ia a convidar ao Tour.[18] Finalmente as equipas participaram nessas carreiras alheias à UCI e este organismo não cumpriu as suas ameaças de sanção.

Devido ao conflito a UCI programou um precalendário alternativo face ao UCI Pro Tour de 2009 para substituir aquelas corridas "rebeldes", em muitos casos coincidindo em suas datas. O que provocou dúvidas nas equipas sobre a conveniência a estar num circuito com pouco interesse comercial para os seus interesses se pondo estes de parte das Grandes Voltas.[19]

Em agosto a UCI apresentou o sistema UCI World Calendar[20] ainda que, Víctor Cordeiro, director da Volta a Espanha desmentiu que as Grandes Voltas tinham aceitado essa proposta.[21]

Anos de transição: UCI Pro Tour e Históricas[editar | editar código-fonte]

Uma vez acabada a Volta voltaram-se a reunir e começaram a produzir-se os primeiros acordos lembrando os organizadores do Tour dar convite automático (salvo casos de dopagem ou causa muito justificada) às equipas que tinham licença UCI Pro Team das antigas, isto é, as do UCI Pro Tour de 2008. Estes foram um total de 16 depois dos desaparecimentos da Crédit Agricole e Gerolsteiner.[22] Ainda que se sobreentendia que também todas as equipas ProTeam e ex-ProTeam tinham preferência para obter convite nas Grandes Voltas e no resto de carreiras organizadas pela Amaury Sport Organisation, RCS Sport e Unipublic ainda que sempre fazia falta convite expresso dessas carreiras e no caso da obter as equipas podiam renunciar a ela (ao invés que nas carreiras Pro Tour na que as equipas ProTeam têm convite assegurado e com participação obrigatória). Este primeiro acordo teve uma vigência de dois anos.

Apesar desse primeiro acordo o fim definitivo do conflito não chegou até janeiro do seguinte ano,[1] pouco antes de começar a temporada oficial. Formando um calendário global de carreiras de máximo nível chamado UCI World Calendar dentro dele diferenciando as Carreiras UCI Pro Tour (controladas pela UCI) das Históricas (controladas por ASO, RCS Sport ou Unipublic), a cada uma com umas normas[23] (como critérios de convite a equipas, juízes, métodos antidopagem...) diferentes. Durante esses anos de denominação de UCI World Calendar o ranking global foi chamado UCI World Ranking com a grande novidade que puderam entrar em dita classificação as equipas de categoria Profissional Continental (segunda divisão).

Com respeito ao último calendário unificado caiu a carreira da ASO Paris-Tours que se enquadrou na máxima categoria (categoría.HC) do circuito continental europeu, categoria onde permanece desde o ano 2008.[24] Dentro das UCI Pro Tour caíram o Campeonato de Zurique, Contrarrelógio por equipas Pro Tour e Volta à Alemanha desaparecidas em 2007, 2008 e 2009 respectivamente; que, em certa maneira, foram substituídas pelo Tour Down Under (introduzida no 2008) e as clássicas canadianas do Grande Prêmio de Quebec e Grande Prêmio de Montreal (introduzidas no mesmo ano de sua criação: 2010).

Acordo definitivo: UCI World Tour[editar | editar código-fonte]

Uma vez assentado o UCI World Calendar e depois da finalização do primeiro acordo, os organizadores das Grandes Voltas em princípio lembraram utilizar a partir de 2011 o critério objectivo de convidar àquelas corridas aos 17 primeiros do UCI World Ranking do ano anterior.[25] Enquanto, a UCI lembrou que para ser equipa UCI Pro Team, com obrigatoriedade de correr as carreiras UCI Pro Tour, se ia basear nos resultados obtidos pelos ciclistas contratados para a temporada seguinte nos dois anos precedentes.[26] Dito acordo ia-se a plasmar na criação do UCI World Tour para o 2011[27] mas finalmente os organizadores de Grandes Voltas cederam e aceitaram voltar a critério do antigo UCI Pro Tour de ter convite assegurado e obrigada para os 18 equipas ProTeam que decidisse a UCI, desaparecendo definitivamente a diferenciação entre umas carreiras e outras se integrando todas na nova denominação de UCI World Tour.[28] Estes organizadores aceitaram dito critério de participação com a condição de que a cada ano se revisassem as equipas ProTeam mediante um critério desportivo.[29][30][31]

Por sua vez a UCI decidiu procurar um substituto à Paris-Tours, única carreira que ainda não tinha sido substituída com respeito ao último calendário unificado (a Paris-Tours baixou ao UCI Europe Tour em 2008); esta foi uma carreira não de Amaury Sport Organisation e além de vários dias como o Tour de Pequim (introduzida no mesmo ano da sua criação: 2011) ainda que finalmente Amaury Sport Organisation fez-se cargo dela.[32]

Novas desacordes[editar | editar código-fonte]

No final do 2015 a UCI anunciou as novas normas a partir de 2017 que mal mudavam com respeito a anos anteriores. A novidade incluía uma licença para as carreiras que ia ser de 3 anos, a mesma que iam ter as equipas. No entanto enquanto o máximo de equipas estabelecia-se em 18 dava-se opção a ampliar o número de carreiras, nesse momento tinha 27.[33]

ASO mostrou-se na contramão nessa estabilidade das normas e retirou todas as suas provas de UCIWorld Tour, incluindo a Volta a Espanha, face ao 2017 as introduzindo na categoria.HC (máxima categoria do circuito continental do UCI Europe Tour). Os motivos expostos foram muito similares às anteriores disputas já que segundo suas palavras ASO aposta por "um modelo europeu de ciclismo" e "um sistema aberto no que o critério desportivo é prioritário".[34][35] Dito em outras palavras ASO quer ter mais liberdade à hora de convidar às equipas e em caso de ter participação assegurada que esta seja prioritariamente por critérios desportivos.

Normativa[editar | editar código-fonte]

Equipas[editar | editar código-fonte]

Equipas 2018[editar | editar código-fonte]

Código Nome Oficial País
ALM AG2R La Mondiale França
AST Astana Pro Team Cazaquistão
TBM Bahrain - Merida Bahrain
BMC BMC Racing Team Estados Unidos
BOH Bora - Hansgrohe Alemanha
GFC Groupama - FDJ França
LTS Lotto Soudal Bélgica
MTS Mitchelton - Scott Austrália
MOV Movistar Team Espanha
QST Quick-Step Floors Bélgica
DDD Team Dimenson Data Africa do Sul
EFD Team EF Education First - Drapac P/B Cannondale Estados Unidos
TKA Team Katusha Alpecin Suiça
TLJ Team Lotto NL - Jumbo Holanda
SKY Team Sky Reino Unido
SUN Team Sunweb Alemanha
TFS Trek - Segafredo Estados Unidos
UAD UAE Team Emirates Emirados Árabes Unidos

Histórico das Equipas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Equipas do UCI World Tour

A cinzento escuro encontram-se assinaladas as equipas que actualmente não se encontram activas. A azul claro encontram-se assinaladas as equipas que actualmente competem em escalões inferiores (Continental Profissional ou Continental)

2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
Bouygues Télécom Bouygues Télécom Bouygues Télécom Bbox Bouygues Telecom Bbox Bouygues Telecom Team Europcar Team Europcar Team Europcar Team Europcar Team Europcar Direct Énergie Direct Énergie Direct Énergie
Cofidis Cofidis Cofidis Cofidis Cofidis Cofidis Cofidis Cofidis Cofidis Cofidis Cofidis Cofidis Cofidis
Davitamon-Lotto Predictor-Lotto Silence-Lotto Silence-Lotto Omega Pharma-Lotto Omega Pharma-Lotto Lotto-Belisol Lotto-Belisol Lotto-Belisol Lotto Soudal Lotto Soudal Lotto Soudal Lotto Soudal
Euskaltel-Euskadi Euskaltel-Euskadi Euskaltel-Euskadi Euskaltel-Euskadi Euskaltel-Euskadi Euskaltel-Euskadi Euskaltel-Euskadi Euskaltel-Euskadi
Française des Jeux Française des Jeux Française des Jeux Française des Jeux Française des Jeux a) FDJ FDJ-BigMat FDJ a) FDJ.fr FDJ FDJ FDJ FDJ
Caisse d'Epargne-Illes Balears Caisse d'Epargne Caisse d'Epargne Caisse d'Epargne Caisse d'Epargne Movistar Team Movistar Team Movistar Team Movistar Team Movistar Team Movistar Team Movistar Team Movistar Team
Lampre-Fondital Lampre-Fondital Lampre Lampre-NGC Lampre-Farnese Vini Lampre-ISD Lampre-ISD Lampre-Merida Lampre-Merida Lampre-Merida Lampre-Merida UAE Team Emirates UAE Team Emirates
Liberty Seguros-Würth a)
Astana a) Astana a) Astana Astana Astana Astana Astana Astana Astana Astana Astana Astana
Discovery Channel Pro Cycling Team Discovery Channel Pro Cycling Team
Team RadioShack a) Team RadioShack a)
Leopard Trek RadioShack-Nissan RadioShack-Leopard Trek Factory Racing Trek Factory Racing Trek–Segafredo Trek–Segafredo Trek–Segafredo
Quick Step-Innergetic Quick Step-Innergetic Quick Step Quick Step Quick Step Quick Step Omega Pharma-Quick Step Omega Pharma-Quick Step Omega Pharma-Quick Step Etixx-Quick Step Etixx-Quick Step Quick-Step Floors Quick-Step Floors
Rabobank Rabobank Rabobank Rabobank Rabobank Rabobank Rabobank Blanco Pro Cycling a) Belkin Pro Cycling LottoNL-Jumbo LottoNL-Jumbo LottoNL-Jumbo LottoNL-Jumbo
Team CSC Team CSC Team CSC a) Team Saxo Bank Team Saxo Bank Saxo Bank-SunGard Team Saxo Bank a) Team Saxo-Tinkoff Team Saxo Bank Tinkoff-Saxo Tinkoff
AG2R Prévoyance AG2R Prévoyance Ag2r-La Mondiale Ag2r-La Mondiale Ag2r-La Mondiale Ag2r-La Mondiale Ag2r-La Mondiale Ag2r-La Mondiale Ag2r-La Mondiale Ag2r-La Mondiale Ag2r-La Mondiale Ag2r-La Mondiale Ag2r-La Mondiale
Liquigas Liquigas Liquigas Liquigas a) Liquigas-Doimo Liquigas-Cannondale Liquigas-Cannondale Cannondale Cannondale Fusão com Garmin-Sharp
TIAA-CREF Slipstream-Chipotle Slipstream-Chipotle Garmin-Slipstream Garmin-Transitions Garmin-Cervélo Garmin-Barracuda a) Garmin-Sharp Garmin-Sharp Cannondale–Garmin Cannondale–Drapac Cannondale–Drapac EF Education First–Drapac p/b Cannondale
Team Katusha Team Katusha Itera-Katusha Itera-Katusha Team Katusha Team Katusha Team Katusha Team Katusha Team Katusha–Alpecin Team Katusha–Alpecin
Team Sky Team Sky Team Sky Team Sky Team Sky Team Sky Team Sky Team Sky Team Sky
BMC Racing Team BMC Racing Team BMC Racing Team BMC Racing Team BMC Racing Team BMC Racing Team BMC Racing Team BMC Racing Team BMC Racing Team BMC Racing Team BMC Racing Team BMC Racing Team
Vacansoleil Vacansoleil Vacansoleil-DCM Vacansoleil-DCM Vacansoleil-DCM
Skil-Shimano Skil-Shimano Skil-Shimano Skil-Shimano Skil-Shimano Skil-Shimano Project 1t4i a) Argos-Shimano Giant-Shimano Team Giant–Alpecin Team Giant–Alpecin Team Sunweb Team Sunweb
GreenEDGE a) Orica-GreenEDGE Orica-GreenEDGE Orica-GreenEDGE Orica–BikeExchange Orica–Scott Mitchelton–Scott
IAM Cycling IAM Cycling IAM Cycling IAM Cycling
Phonak
Crédit Agricole Crédit Agricole Crédit Agricole
Gerolsteiner Gerolsteiner Gerolsteiner
Unibet.com Unibet.com Cycle Collstrop
Team Milram Team Milram Team Milram Team Milram Team Milram
Saunier Duval-Prodir Saunier Duval-Prodir Saunier Duval-Scott a) Fuji-Servetto Footon-Servetto-Fuji Geox-TMC
T-Mobile Team T-Mobile Team a) Team Highroad a) Columbia-High Road HCT-Columbia HTC-Highroad

2009-2010[editar | editar código-fonte]

As equipas UCI Pro Tour (de primeira categoria) são regidos pela regulamento UCI Pro Tour decidindo a UCI que equipas entram neste grupo estudando as propostas que lhes cheguem, todas estas equipas têm acesso às carreiras do UCI World Calendar ou UCI World Tour. Os requisitos gerais para as equipas Profissionais Continentais (de segunda categoria) que podem correr estas carreiras são menos estritos que o das equipas Pro Tour, e ademais, ao não ter um número limitado de equipas o nível desportivo mal se tem em conta, estes estavam divididos em vários sub-grupos dependendo os requisitos que cumpriam:[36]

  • Equipas com "Wild Card" (podem correr todas as carreiras): passaporte biológico, sem problemas económicos e outros "estritos requisitos desportivos, legais, administrativos e éticos".[37]
  • Equipas sem "Wild Card" com passaporte biológico (só podiam correr as Carreiras Históricas): falta algum dos requisitos para obter a "Wild Card" mas se pagam o passaporte biológico.
  • Equipas sem "Wild Card" (não podiam correr nenhuma carreira do UCI World Calendar): falta algum dos requisitos para obter a "Wild Card" e não pagam o passaporte biológico.

Ademais, para a temporada 2010 introduziu-se um novo ponto para poder deixar correr a equipas que não cumprissem os requisitos mencionados anteriormente concretamente equipas de categoria Profissional Continental sem "Wild Card" para correr em carreiras Pro Tour e equipas Continentais (terceira e última categoria do profissionalismo) para correr em carreiras Históricas, ainda que os requisitos foram difíceis de cumprir já que essa equipa devia aderir ao passaporte biológico e ter entrado entre os 17 melhores equipas do UCI World Ranking na temporada anterior. Norma feita para que algumas equipas potentes que não tivessem podido cumprir os requisitos principais pudessem correr nessas carreiras de máximo nível. Uma mostra do difícil que foi recorrer a esse ponto para participar nas carreiras do UCI World Calendar é que nenhuma equipa recorreu a ela porque não cumpria ditos requisitos.

2011-actualidade[editar | editar código-fonte]

A partir do 2011, com a nova denominação de UCI World Tour, desapareceram as "Wild Card" e todas as equipas Profissionais Continentais tiveram acesso às carreiras de máxima categoria, isto supôs uma maior rigidez nos requisitos para entrar em dita categoria.[38] No entanto deixaram de novo de pontuar para a classificação desta máxima categoria

Carreiras[editar | editar código-fonte]

Em quanto às carreiras, as Pro Tour também são regidas pelo regulamento UCI Pro Tour tendo que cumprir uns estritos requisitos económicos, desportivos e antidopagem que impõe a UCI, controlando a própria UCI muitos aspectos organizativos. Em mudança, as Carreiras Históricas têm mais "liberdade" nesse aspecto já que não têm tanto controle da UCI, e tendo, em alguns casos, esses organizadores das Grandes Voltas formas de organização alheios à UCI como métodos antidopagem ou juízes desportivos próprios, sendo a UCI uma mera supervisora ainda que também utilizando os seus próprios meios complementares ao dessas carreiras.

Rankings[editar | editar código-fonte]

Elaborou-se um ranking UCI World Tour até ano 2018, onde se classificava por pontos para corredores, equipas e países; tendo a classificação por países repercussão à hora dos corredores que se possam seleccionar no Mundial de Ciclismo já que os 10 primeiros países tinham direito a 9 corredores (ao igual que na antiga classificação Pro Tour).[39] Desde o ano 2019 a UCI anunciou uma reforma na organização do ranking do ciclismo de estrada masculino, onde o ranking UCI World Tour desapareceu e desde então só aplica o Ranking Mundial (UCI World Ranking).[40][41]

Passaporte biológico[editar | editar código-fonte]

O passaporte biológico é um método, aprovado em 2008, para analisar exaustivamente os níveis sanguíneos e urinários da cada ciclista afastando ou controlando àquele que tivesse uma alteração significativa em ditos níveis. Todas as equipas que tenham que correr no UCI World Tour (anteriormente UCI World Calendar) e que correram no passado UCI Pro Tour 2008 (excepto os convites especiais de equipas nacionais) deviam investir para aplicar este método de controle a seus corredores.[42] Com respeito às carreiras organizadas pelos organizadores das Grandes Voltas que no 2008 foram por "livre" se obrigou ao ter em todas delas.[43] Ainda que ao princípio de temporada, devido à falta de comunicação entre a UCI e estas carreiras se "colou" uma equipa sem este requisito em carreiras de RCS Sport (concretamente na Tirreno-Adriático, Milão-Sanremo e Giro d'Italia) este foi o LPR Brakes, que logicamente quando se confirmou que não cumpria dito requisito foram negadas as suas petições de ser convidado a essas carreiras.[44] Uma vez finalizada a temporada a UCI chegou a um acordo com essa equipa para o pagamento da quota do passaporte biológico.[45]

Começou-se a aplicar de forma experimental no 2008 ainda que os primeiros resultados oficiais não chegaram até à temporada de 2009 com os primeiros arguidos que foram: Igor Astarloa, Rubén Lobato, Ricardo Serrano González, Pietro Caucchioli e Francesco De Bonis;[46][47] que desde a data do anúncio da acusação não voltaram a correr, e alguns deles como De Bonis e Ricardo Serrano com sanção em firme por consumo de CERA, positivo anunciado após ser acusados por resultados anómalos em dito passaporte.

A essência do passaporte biológico proveio do sentimento de frustração por parte dos encarregados da luta da detecção de dopagem no ciclismo.[48] Uma vez depois de outra se deram situações nas que a inovação das substâncias era indetectáveis pelos sistemas anti dopagem. Por isso, numa tentativa de tomar a dianteira a este tipo de situações que deixavam em xeque as técnicas e esforços dos encarregados desta complicada luta, se levou a cabo a ideia de estandarizar uma série de valores sanguíneos. Desta maneira, uma variação anómala suporia um possível caso de dopagem, depois do qual chegaria um estudo do caso em maior profundidade. Apesar de dar-se casos nos que a efectividade do método tem ficado em entre dito, o passaporte biológico se utilizou posteriormente em diferentes desportos com o objectivo de lutar contra o dopagem.

Edições[editar | editar código-fonte]

Ano Equipas Carreiras Ver também
2009 36 (18 UCI Pro Teams + 18 Profissionais Continentais) 24 (14 UCI Pro Teams + 10 Históricas) UCI Pro Tour 2009
2010 35 (18 UCI Pro Teams + 17 Profissionais Continentais) 26 (16 UCI Pro Teams + 10 Históricas) UCI Pro Tour 2010
2011
18 (18 UCI Pro Teams)
27
2012
18 (18 UCI Pro Teams)
30 (29)
2013
19 (19 UCI Pro Teams)
30 (29)
2014
18 (18 UCI Pro Teams)
28
2015
17 (17 UCI Pro Teams)
27
2016
18 (18 UCI Pro Teams)
27
2017
18 (18 UCI Pro Teams)
37
2018
18 (18 UCI Pro Teams)
37
2019
18 (18 UCI World Team)
37
  • Entre parênteses as carreiras finalmente disputadas pela anulação de carreiras que no calendário inicial se estavam no Pro Tour.

Palmarés[editar | editar código-fonte]

Ano Classificação individual Classificação por equipas Classificação por países
2009 Espanha Alberto Contador Cazaquistão Astana Flag of Spain.svg Espanha
2010 Espanha Joaquim Rodríguez Dinamarca Saxo Bank Flag of Spain.svg Espanha
2011 Bélgica Philippe Gilbert Bélgica Omega Pharma-Lotto  Itália
2012 Espanha Joaquim Rodríguez Reino Unido Sky Flag of Spain.svg Espanha
2013 Espanha Joaquim Rodríguez Espanha Movistar Flag of Spain.svg Espanha
2014 Espanha Alejandro Valverde Espanha Movistar Flag of Spain.svg Espanha
2015 Espanha Alejandro Valverde Espanha Movistar Flag of Spain.svg Espanha
2016 Eslováquia Peter Sagan Espanha Movistar Flag of Spain.svg Espanha
2017 Bélgica Greg Van Avermaet Reino Unido Sky  Bélgica
2018 Reino Unido Simon Yates Bélgica Quick-Step Floors Não se entregou
2019

Palmarés por países[editar | editar código-fonte]

País Vitórias
Flag of Spain.svg Espanha 6
 Bélgica 2
 Itália 1
 Eslováquia 1
 Reino Unido 1

Histórico de carreiras[editar | editar código-fonte]

Para as carreiras do UCI Pro Tour (entre o ano 2005 e 2010), veja-se Histórico de carreiras do UCI Pro Tour

  • As carreiras estão ordenadas por data, tradicional, na que se disputam.
Nome País Anos World Tour
Tour Down Under  Austrália 2011-2019
Cadel Evans Great Ocean Road Race  Austrália 2017-2019
Tour de Abu Dhabi  Emirados Árabes Unidos 2017-2019
Omloop Het Nieuwsblad  Bélgica 2017-2019
Strade Bianche  Itália 2017-2019
Paris-Nice  França 2011-2019
Tirreno-Adriático  Itália 2011-2019
Milão-Sanremo  Itália 2011-2019
Volta à Catalunha Flag of Spain.svg Espanha 2011-2019
Através de Flandres  Bélgica 2017-2019
E3 Prijs Vlaanderen-Harelbeke  Bélgica 2012-2019
Gante-Wevelgem  Bélgica 2011-2019
Volta à Flandres  Bélgica 2011-2019
Volta ao País Basco Flag of Spain.svg Espanha 2011-2019
Paris-Roubaix  França 2011-2019
Volta à Turquia  Turquia 2017-2019
Amstel Gold Race  Países Baixos 2011-2019
Flecha Valona  Bélgica 2011-2019
Liège-Bastogne-Liège  Bélgica 2011-2019
Volta à Romandia Suíça 2011-2019
Nome País Anos World Tour
Grande Prêmio de Frankfurt  Alemanha 2017-2019
Giro d'Italia  Itália 2011-2019
Volta a Califórnia  Estados Unidos 2017-2019
Critérium du Dauphiné  França 2011-2019
Volta à Suíça Suíça 2011-2019
Tour de France  França 2011-2019
Clássica de San Sebastián Flag of Spain.svg Espanha 2011-2019
Volta à Polónia  Polónia 2011-2019
RideLondon-Surrey Classic  Reino Unido 2017-2019
BinckBank Tour Luxemburgo Benelux 2011-2019
Volta a Espanha Flag of Spain.svg Espanha 2011-2019
EuroEyes Cyclassics  Alemanha 2011-2019
Bretagne Classic  França 2011-2019
Grande Prêmio de Quebec  Canadá 2011-2019
Grande Prêmio de Montreal  Canadá 2011-2019
Giro de Lombardía  Itália 2011-2019
Tour de Guangxi  China 2017-2019
Carreiras desaparecidas
Tour de Pequim  China 2011-2014
Campeonato do Mundo Contrarrelógio por Equipas[* 1] Vários 2012-2017
Tour de Abu Dhabi  Emirados Árabes Unidos 2015-2018

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Barómetro de pontuação[editar | editar código-fonte]

Disambig grey.svg Nota: Para UCI World Ranking, veja o novo Ranking Mundial.

A diferença do barómetro de pontos do UCI Pro Tour nos dois primeiros anos com só participar numa das carreiras pontuáveis já se aspirava a obter pontuação (excepto selecções nacionais e ciclistas que corriam nelas), isto é, não era um sistema fechado para as equipas UCI Pro Tour. Ainda que desde o UCI World Tour de 2011 voltou a ser um sistema fechado apenas para equipas Pro Tour.

Entre as normas específicas destacava que os ciclistas envolvidos em casos de dopagem o "Comité da UCI" decidia que decisão tomar. Se esses pontos não vão a ninguém ou ficava vaga o seu posto e os pontos para o seu país e equipa se mantinham (caso de Mikel Astarloza em UCI World Ranking de 2009), pelo contrário, se esses pontos iam a outros corredores se tirava o seu posto se reestruturando assim todas as classificações (caso de Alejandro Valverde no UCI World Ranking de 2010). Em caso de empate a pontos o que mais 1º ou 2º ou 3º... postos tinha seria o que esteja por diante.[50]

A partir do ano 2017, a UCI anunciou uma escala única de pontos para os rankings UCI World Tour e o UCI World Ranking, e portanto, só os ciclistas que faziam parte de uma UCI World Team obtinham pontos nas carreiras UCI World Tour e somavam para o ranking.[51]

Desde o ano 2019 a UCI anunciou uma reforma na organização do ranking do ciclismo de estrada masculino, onde o ranking UCI World Tour desapareceu e desde então só aplica o Ranking Mundial (UCI World Ranking)[52][53]

Individual[editar | editar código-fonte]

O ranking de pontos para a classificação UCI World Tour, se classificava de acordo às seguintes categorias:

Resultados finais em eventos UCI World Tour

Pos. Cat. 1 Cat. 2 Cat. 3 Cat. 4 Cat. 5
1 1000 850 500 400 300
2 800 680 400 320 250
3 675 575 325 260 215
4 575 460 275 200 175
5 475 380 225 180 120
6 400 320 175 140 115
7 325 260 150 120 95
8 275 220 125 100 75
9 225 180 100 80 60
10 175 140 85 68 50
11 150 120 70 56 40
12 125 100 60 48 35
13 105 84 50 40 30
14 85 68 40 32 25
15 75 60 35 28 20
16 70 56 30 24
17 65 52
18 60 48
19 55 44
20 50 40
21 40 32 20 16 12
22
23
24
25
26 30 24
28
29
30
31-40 25 20 10 8 5
41-50 20 16
51-55 15 12 5 4 2
56-60 10 8 3 2 1

Classificação para prologos e etapas

Pos. Cat. 1 Cat. 2 Cat. 3 Cat. 4 Cat. 5
1 120 100 60 50 40
2 50 40 25 20 15
3 25 20 10 8 6
4 15 12
5 5 4

Classificações finais secundárias (Pontos e Montanha) em Grandes Voltas

Pos. Tour de France Giro d'Italia
Volta a Espanha
1 120 100
2 50 40
3 25 20

Portador da t-shirt do líder

Pos. Cat. 1 Cat. 2 Cat. 3 Cat. 4 Cat. 5
Por Etapas 25 20 10 8 6

Nota: Os pontos ganhados nas etapas são somados no último dia da prova, quando se actualizam os pontos de toda a carreira, e as etapas contrarrelógio por equipas não dão pontos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Notas[editar | editar código-fonte]

  1. A contrarrelógio por equipas do Mundial foi um caso especial já que não estava integrado no calendário UCI World Tour mas se pontuava para a classificação por equipas de dito calendário mundial de máxima categoria.

Referências[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]