Usuário(a):Camillo Cavalcanti/Estilística

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ENKVIST, Nils Erik. Lingüística e estilo. Rio de Janeiro: Cultrix, 1970'Estilística (do alemão Stilistik, pelo francês stylistique) é o ramo entre linguística e literatura que estuda o estilo, compreendido como modo particular de usar a língua. No plano expressivo, o falante se apropria da língua sempre de maneira singular, de forma que sua fala está diretamente ligada aos seus saberes elocucional e idiomático, constantemente formados e acionados diferentemente de todos os outros falantes.

A marca pessoal do falante foi associada à "afetividade", âmbito individual e volitivo, que influencia permanentemente o texto de cada falante, desde a elaboração. Então a Estilística estuda a afetividade impressa como desvio no texto, variando o gênero textual (publicidade, política, religião). Porém tem preferência o gênero textual literatura, porque nela a relação entre afetividade e expressão se destaca qualitativa e complexamente.

A Estilística objetiva analisar como sugestões e emoções adquirem expressão linguística. Tal relação entre sentimento e fala gera certas fórmulas e efeitos de estilo. A Estilística também estabelece os princípios capazes de explicar as escolhas particulares feitas por indivíduos e grupos sociais em seu uso da língua.

Possui como desmembramentos ou áreas afins:

Além disso, a Estilística é um termo distintivo que pode ser usado para determinar conexões entre forma e efeitos dentro de uma variedade particular da língua. Consequentemente, a Estilística visa ao que "acontece" dentro da língua; o que as associações linguísticas revelam do estilo da língua. Pode ser intenção do autor incluir uma palavra, frase ou sentença que não apenas transmita os sentimentos de afeição, mas também reflita o contexto de sua composição. Por outro lado, usando uma suposta variação linguística convencional e aparentemente apropriada dentro de um contexto específico, existe a possibilidade de que nesta variação a mensagem não tenha sentido para receptor, num ruído comunicacional ou registro obsoleto. Além disso, para qualquer escritor transmitir a sua opinião em uma variedade linguística, é adequado conciliar limites e características do contexto com maneiras e particularidades da fala individual, evitando a obscuridade.

É noção em desuso a Estilística como aquisição da escrita, normas redacionais, arte de bem escrever ou manuais de composição textual, a exemplo de Estilística da Língua Portuguesa, de Manuel Rodrigues Lapa, Comunicação em prosa moderna, de Othon Moacyr Garcia ou Manual de redação e estilo, coordenado pelo jornal O Estado de S. Paulo, resguardado o mérito noutras disciplinas.

Estilística[editar | editar código-fonte]

Os estudos realizados por Nils Erik Enkvist, definindo o estilo" e um " Enfoque do estudo do estilo", várias definições são abordadas a cerca do mesmo. Em primeira instância, os etilo está para o ponto de vista do autor, para as características do texto, assim como, para as características baseadas nas impressões do leitor. No que tange o estudo referente ao domínio da linguagem, outras definições foram empregadas para definir o estilo, ponderando de outros critérios para defini-lo, como tais: estilo como adição- envoltório do pensamento- alternativas de expressão, assim como um conjunto de características individuais justapostas as coletivas, ligadas umas as outras. Partindo desse leque de definições, o estilo como adição é marcado pelo efeito produzido ao acréscimo de informações, estando acentuada em cada definição, considerando como uma representação afetiva, o qual estabelece um elo entre o individual e o coletivo, sendo pois. perceptível na troca de informações entre ambos apresentados em um contexto.

É notório, que o estilo é marca de uma obra, e não se manifesta pelo seu ornamento, mas pelo efeito produzido, ademais tem a complexidade que está sujeito a difusão. Segundo Stendhal, "o estilo envolve a representação afetiva", enquanto outros objetaram explicando como uma seca e acadêmica recapitulação de fatos. Nessa perspectiva, a tarefa da estilística é examinar esses caracteres afetivos, estudar os meios pelos quais a linguagem os expressa e as suas correlações, bem como analisar o sistema total de que são partes. Consta-se que o processo de análise estilística, apresenta uma gramática que não se restringe apenas ao léxico, mas aborda outros níveis estruturais tais como, os fonemas, palavras, frases, orações, sentenças e unidades maiores, que estão correlacionados. A esses elementos, o qual o texto não dispensa em sua totalidade são considerados como itens linguísticos, ou marcadores de estilo que se entrecruzam na área de linguística pragmática, uma vez que esses elementos são regidos por normas indispensáveis, posta pelo sistema linguístico, sendo pois mais significativo iniciar analisando o estilo de um texto, comparando-o com uma norma restrita. Diante desses pressupostos, a análise estilística baseia-se em contexto pretéritos, transformando-os em probabilidades presentes, apresentando um conjunto de itens linguiísticos concatenados, uma vez que uma palavra só tem significação estilística na relação com outra palavra, no entanto, a escolha não estilística dispensa essa relação contextual, apresentando termos isolados. Como a estilística está para o agrupamento de marcadores linguísticos, essa por sua vez se subdivide em: microestilística, que consiste no conjunto de marcadores e séries estilísticas no interior de uma sentença, ou numa unidade menor, além disso há um outro grupo que é caracterizado por apresentar uma série de sentenças uma organização mais ampla, que é a macroestilística. Ambos esses elementos, tratam da estrutura de uma sentença e a disposição dos marcadores linguísticos em um enunciado, diferenciando apenas pelo nível de organização dos itens linguísticos. Ao que se segue, a presença de elementos estilísticos é crucial para a produção textual , influenciada pela previsibilidade, visto que o texto com alta previsibilidade- enunciado trivial- pode surtir efeito literário muito forte, mesmo que o nível de informação seja relativamente baixo.

A noção de estilo e efeito literário- estilística e crítica literária- são dois conceitos distintos, pois cada enunciado apresenta um estilo apoiado a um conjunto de elementos contextualizados. Entretanto, a critica literária trata-se de enunciados que apresenta um baixo nível de corpo literário. Apesar de ambos apresentarem uma certa divergência, dificilmente os efeitos literários contextuais de um enunciado colocarão à margem os efeitos estilísticos propriamente ditos. Diante dessas referências, é com base nos traços linguísticos significativos, detentor de inúmeras formas, que é possível determinar com qual sistema ou aspecto iniciar a atividade minuciosa de um texto, uma vez que uma análise detalhada com a presença de traços linguístícos no interior de um texto, tem como propósito, aprofundar nas generalizações, nas marcas metafóricas , do qual o estudo literário de estilo faz tanto uso. Em suma, estilo é um conjunto de freqüências de itens linguísticos correlatos, apoiado no processo da linguagem, uma vez que essa tende a obedecer um sistema, seguido por normas estilísticas. Além disso, é um processo extenso, multifacetado,em que vários autores atribuem, determinam seu próprio sentido e significação ao texto, revelando as características próprias do autor. Assim como Nils Erik Enkvist apresentou seu ponto de vista, outros autores apresentaram suas concepções acerca do estudo estilísticos, como exemplo John Spencer, em seu trabalho sobre o enfoque do estudo do estilo.

John Spencer "Um enfoque do estudo do estilo"[editar | editar código-fonte]

A definição de estilo é um estudo amplo, sujeito a várias abordagens, uma vez que parte do autor a escolha estilística. Na concepção de John Spencer, por exemplo, esse conceitualiza de modo diferente que Nils Erik Enkvist, considera-o como sendo um produto de abstração, o qual não apresenta nenhuma definição propriamente dita. É considerado abstrato no sentido de tornar um denominador comum entre as obras literárias, assim como na comparação de qualidades singulares e partilhadas. Partindo desse pressuposto, o estilo em literatura, é pois determinado pelo uso particular da língua, o que torna preso a certas noções da função própria de enunciado, sendo esse considerado produto de uma visão contínua e imediata, quando analisada com o texto, ora em um aspecto , ora em outro, tomando por base as experiência de crítica literária- vida e linguagem- uma vez que não é possível analisar um texto de modo completamente isolado. Quanto ao uso da linguagem, é considerada como foco de atenção no processo dialético e não como simples fonte de informação, ou seja, o uso da linguística descritiva é considerada um componente significativo na estilística de um texto. Uma linguística eficaz para o estudo estilístico, deve partir do aspecto substancial da linguagem- gráfica e fônica- ou seja, diferenciar a escrita da fala, exibindo padrões significativos que estejam aptos a explicar o conjunto de normas de uma língua, sobressaindo pois a substância gráfica para o estudo estilístico.

Segundo M. A. K. Halliday " A língua tem significado formal e contextual". No que tange o significado formal, esse é considerado um processo ligado as relações formais, ou seja, aos padrões significativos e a gramática da língua. Enquanto que, o significado contextual é uma dimensão do contexto em que o enunciado se manifesta, uma vez que o processo linguístico não ocorre como um todo isolado, mas na relação de um para com o outro, ou seja, no contexto, numa situação partilhada, de modo que compreenda não só a matéria linguística, mas também o contexto social. Partindo para os estudos gramaticais, Halliday postulou quatro séries de gramática: unidades, estrutura, classe e sistema, tendo como interesse explicar os padrões fundamentais da língua, levando em consideração a linguagem como uma atividade linear. Em primeira instância, tanto a categoria de unidade que contém padrões significativos, quanto a estrutura que relaciona-os, resultam do encadeamento da linguagem. Já, a categoria de classe sistematiza os itens da linguagem que operam em padrões, assim como a de sistema que refere-se a um limite de possibilidade de escolhas padronizadas , derivando ambas do aspecto de escolha da linguagem. Enfim, essas categorias gramaticais encontra-se num nível mais elevado de abstração, meio pelo qual a gramática normativa considerou como familiar. Numa análise realizada por Halliday, esse utilizou-se de três escalas de abstração, que propõem um elo entre as categorias e ao sistema da língua, que são: ordem, sutileza e exponencial, de modo a contribuir para a descrição e análise do estilo. Ao que se segue, a ordem apresenta um nível hierárquico das unidades de descrição de uma determinada língua, partindo da descrição do estilo individual na comparação com outros textos. Já a exponenciação relaciona as categorias da teoria aos dados, sendo essa um dos aspectos que difere a linguística de outros ramos que estejam voltado para o estudo da língua como sistema. Com base na exponenciação esse lança-se para o processo de significação da linguagem e suas peculiaridades, esquivando -se pois de critérios extralinguísticos.

Tomando por base essas informações, a colocação de um texto vem a ser considerado como um método que objetive a posição de linguagem em uma ocorrência extensa de uso do conjunto de dialetos, do qual se restringe as escolhas estilísticas, possibilitando numa certa inovação gramatical, visto que elas variam em cada período. Nessa perspectiva, há algumas dimensões que devem ser aplicadas a colocação de um texto. A primeira refere-se a histórica, que trata do processo dinâmico da língua, pois está em constante mudança, alterando as possíveis escolhas, tanto convencional quanto criativa de um escritor. Ja a segunda, é marcada pela extensão dialética, que será selecionado para uma possível escolha do autor, e por fim a terceira, que envolve a justaposição das duas primeiras dimensões, definindo pois distinções de uso linguístico. Ao mesmo tempo, que é notável o campo de discurso de um texto, do qual esse correlaciona o assunto com os traços linguísticos possíveis, apresentando portanto a linguagem da literatura. Em se tratando de modo do discurso, esse aborda as diferenças linguísticas entre o falado e o escrito, revelando as divergências nas situações que operam e as convenções a elas vinculadas, mostrando os propósitos e efeitos, o qual autor almeja. Ademais, o texto apresenta um nível de formalidade, espelhado na linguagem, com base na relação entre o escritor e o leitor, uma vez que este utiliza-se de traços linguísticos para revelar a estilísticas da obra. A construção dialética não se manifesta somente ao uso particular do autor, mas a colocação de diferentes estilos por falantes ambém distintos, a fim de provocar uma mudança estilística e estabelecer um sentido ambíguo ao texto. A esses traços linguísticos, estilisticamente significativos, só fazem sentido quando comparado com outros textos ou usado no processo estilístico, de modo que estejam intercalados. O estilo de um texto só pode ser analisado, com base nas normas imposta pelo sistema da língua, na correlação com autores diferentes, ou conjuntos de textos do mesmo autor, na descrição pormenorizada da linguagem(intratextual e extratextual), ou seja, todos esses itens de modo comparado e partilhado -individual e coletivo- manifesta, portanto o estilo de um texto. Apoiando-se as ideias de Halliday, pode-se definir a estilística literária como a descrição de textos literários, por métodos derivados da teoria linguística geral", usando as categorias de descrição da linguagem como um todo: e a comparação de cada texto com outros do mesmo autor e de autores diferentes, no gênero e em gêneros diferentes". Paloma Maraisa (discussão)

A Poesia e o Poema Como Comunicação[editar | editar código-fonte]

O autor tenta mostrar em seu livro a dimensão da poesia, obra literária que ultrapassa limites e realiza-se. Motivo pelo qual Feijó e outros escritores tanto falaram ao referirem ao elemento essencial da lírica “esse não sei o que”. Talvez isso nos explique o porquê versos simples ou complicados emocionam de certa forma. Como se produz uma poesia? Poesia é comunicação, estabelecida com meras palavras, de um conhecimento psíquico tal como é ou um todo particular, com sínteses intuitivas e únicas de conceitos sensório-afetivosde natureza especial. O papel que a comunicação poética representa é comumente chamado de “prazer estético” que traz um desprendimento prazeroso, que une autor, ouvinte e leitor. Este desprendimento agradável que toda expressão ideal leva consigo até a concepção não poética é paralela ao desprendimento do riso que a expressão cômica efetua. A linguagem não poética contempla um único ingrediente sintético do conteúdo humorístico, o conceito, mas a pessoa que fala no poema coincide de algum modo com o eu empírico do poeta e, é, pois, um personagem, uma composição que a fantasia alcança. Outros gêneros como a novela e o teatro recorrem menos a si mesmos como modelo para a criação. Na novela prevalece a raiz autobiográfica, enquanto a poesia é subjetivista. A análise da poesia não deve partir do poema, mas sim do resultado do poema (a emoção que ele possui). O importante é o significado e de nenhum modo a forma de chegar a ele. O fenômeno cômico, por exemplo, tem nos servido também de excelente referência comparativa nesse ponto, pois a comédia (se tratando da puramente verbal) associa-se a algumas perspectivas da poesia mesmo que em um grau mais evidente. O desdobramento do autor e personagem em uma comédia é mais patente que na poesia, pois percebemos que o dizer cômico não nos faz referencia ao autor e sim nos obriga a rir com o autor personagem fictício. E essa duplicidade de atitude, inexiste no poema. A comédia deve ser examinada não desde o gênero literário, mas desde o efeito que se resulta.

Os poetas puros insistiram que a poesia é um jogo de linguagem, uma manobra do poeta com as possibilidades da palavra. A partir do romantismo o que importa para o poeta é escrever e não dedicar logicamente a algo, mas expressar uma emoção. A poesia modifica a linguagem e para isso é preciso sofrer uma transformação, sem substituições não há poesias, tais substituições são feitas pelos modificantes, modificados, substituintes e substituídos que são essenciais neste processo. A linguagem não pode transmitir singularidade por ser genérica diferenciando-se assim da essência poética. O grande artifício da linguagem poética, em muitos casos, só é grande quando encontramos com a também relativa naturalidade da linguagem e da conversa real. A artificialidade é aparentemente “natureza” na literatura, ainda que a quantidade de artifícios varie consideravelmente de uns estilos para outros. O neoclassicismo marcou com seu repúdio a imaginação e a metáfora no verso, o romantismo tentou identificar a poesia com a vida, tendia ao eu empírico do poeta como eu fictício da literatura, O realismo tinha a pretensão de transcender, ou melhor, dar a imaginária impressão de que transcende a condição da arte. Ser realista e busca produzir no leitor a ilusão de que se fala fora do convencionalismo literário. A expressividade é a linguagem comum.O poema (o autentico poema) não é outra coisa que uma grade superior dessa poética expressiva que se manifesta em nós, ainda que de forma ainda mais tosca e primaria na palavra real de todos os dias. Onde vemos o vocábulo poesia entendemos o conceito “comunicação” ou vice-versa.

Charles Bally afirma, com precisão que a comunicação acontece em ocasiões motivadas pelas situações, pela realidade extralinguística em que se submete o discurso. A linguagem tende a suprir em seus elementos léxicos e sintáticos, o afetivo e o sensorial, reduzindo-se a transmitir o conceitual. É possível seguir ao longo do século XX o sucessivo trajeto do recurso poético muito jovem ainda. A partir de Juan Ramón, ou pelo menos a partir da sua geração se inaugurou a poesia hispânica, uma especial técnica que consiste na contribuição de atributos de caráter físico ocorridos no interior de um objeto. Conhecer um fenômeno não é simplesmente escrevê-lo, é sobre tudo interpretá-lo, explicá-lo. Os deslocamentos qualitativos aparecem na literatura muito tardiamente no período contemporâneo. Cada época é um sistema de relação entre si. Quando se estipula como condição indispensável da poesia e da comédia verbal, o caráter imaginário da linguagem e do protagonista que a usou se está confundindo o conceito de poesia ou de comicidade verbal com o conceito de respectivo gênero literário, este último possui afeto como atributo essencial a existência de falantes fictícios, porém, aquele não. O termo “poesia” é mais amplo que o termo “poema”; existem versos, peças de poema e mesmo algum poema inteiro que ouvidos como linguagem real conservam sua expressividade e isso é bastante para provar o alcance amplo de suas palavras: “poesia é cômica verbal, com respeito às palavras “poema” e “piada”. Muitas das piadas de humor negro, tão populares hoje, são de índole exclusivamente literária. Piadas puras que não toleram trocar a realidade autêntica, mas fora do tipo de humor que se dá também, casos de comédia irredutível a termos de situação real. A comédia ao contrário, suspende por um momento outro sentimento de risco vital verdadeiro, entre outras razões, pelo caráter puramente imaginário de personagens e a comédia assim poderá aparecer.

--Norma moitinho (discussão) 20h58min de 20 de março de 2013 (UTC)

Considerações sobre a metáfora[editar | editar código-fonte]

A imagem tradicional, a imagem visionária e a visão[editar | editar código-fonte]

Procedimento mais estudado entre todos que constituem o repertório poético, se não o único, é o mais importante da poesia. Por uma razão muito simples; a metáfora é o artifício mais objetivo na leitura rápida de alguns versos. Na idade áurea renascentista, as metáforas eram muito distintas entre si, pois sua configuração era essencialmente idêntica. Atualmente, a metáfora ostenta uma construção singular, mas ao mesmo tempo plural. Uma vez que o fenômeno imaginativo da metáfora se divide em três ramos: imagens visionárias, visões e símbolos.

A imagem visionária e a imagem tradicional[editar | editar código-fonte]

A imagem tradicional exibe uma estrutura racionalista, que difere radicalmente da estrutura irracionalista manifestadas de forma peculiar décadas atrás. A imagem visionária para elevar-se ao ramo lírico, deve ser universal, ou seja, deve ser entendida por todos. Por tanto, não estará delimitada dentro de um sentimento puramente particular, válido unicamente para o personagem do autor, sendo que esse sentimento de ternura deve ser compartilhado e aceito universalmente. Nossa emoção é independente e previa ao reconhecimento intelectual, que só alcançamos ao vislumbrar depois, se ele nos satisfaz, com reflexão interior, a qual seja supérflua desde o ponto de vista estritamente estético. Na metáfora tradicional ocorre justamente o contrário: o reconhecimento intelectual da semelhança objetiva é anterior a condição necessária a toda possível emoção poética, pois precisamente esta depende daquele. A imagem visionária só exige de seus planos, o real e o invocado, esse mínimo objetivo parecido que seja possível de uma grande semelhança emocional entre eles, ou de outro modo, o objetivo parecido só existe enquanto suscitar de uma descarga emocional.

A imagem visionária na linguagem coloquial[editar | editar código-fonte]

A imagem visionária, longe de ser fruto de um capricho incontrolável, resulta uma genial inovação. De nenhum modo é menos humana e natural. O caráter “humano” é precisamente dado quando o homem expressa-se espontaneamente: na linguagem coloquial, no sono, e inclusive, na linguagem cotidiana.

A imagem visionária e a imagem onírica[editar | editar código-fonte]

Imagens que se fundamentam na emoção parcial que acabam surgindo no sonhador. Todo homem está sensível há experimentação, ainda que de modo obscuro, sem raciocínio, a semelhança emotiva que existe entre os planos da metáfora, e real e o fantástico.

A visão[editar | editar código-fonte]

Se chamarmos metáfora unicamente de superposição ou justaposição os seres que o poeta confunde de forma única, a visão, claramente, não será uma metáfora. Na visão encontramos um plano real sobre outro, evocado, concerne. É uma visão porque o poeta concede a um objeto real (corpo humano) qualidades que não pode possuir ( tamanho cósmico), a distância do que ocorre em outros tipo de imagem, encobre nenhuma esfera de realidade. É a mesma realidade tocada de algumas esferas de realidade. Há alguns casos que as visões perdem peculiaridades de seu significado “realista”: quando são transferidas para a forma lexical, isto é, quando entram na linguagem popular, convertendo-se em ditos. Algumas visões são próprias da poesia culta contemporânea, como pomo de seu irracionalismo e subjetivismo. Dessa maneira, a poesia popular, que sempre há temeu uma dimensão irracionalista, ou na linguagem coloquial pelo mesmo motivo. --Thaís S. (discussão) 00h01min de 20 de março de 2013 (UTC)


BIBLIOGRAFIA:

BUSOÑO, Carlos. 1966. Teoría de La Expresión Poética. Editorial Gredos, S.A.: Madrid.


A própria palavra "estilo" possui diversas conotações que dificultam que o termo seja definido com precisão.

Em geral, Estilo é definido como desvio de uma norma considerada "padrão" de acordo com o contexto. Costuma-se comparar as soluções imotivadas para determinado uso da língua com maneiras/motivações específicas que destoam do padrão identificado. O uso da língua, observado em uma situação, pode geralmente ser visto como apropriado ou impróprio, pertinente ou impertinente, convencional ou amaneirado, se comparado à norma padrão (contexto). Em caso de desvio, diz-se que houve estilo. Assim, estilo e contexto estão relacionados.

Os estilicistas perceberam que a motivação no texto se deve a um valor subjetivo, pessoal ou idiossincrático, razão pela qual se escolheu a terminologia afetividade para designar a nota individual, que, explicitamente, assinala o desvio com relação à norma contextual padrão.

Admitindo-se a expressão da afetividade como dado objetivo, a medição dos índices - fragmentos textuais - que marcam o estilo (desvio/idiossincrasia) passou a integrar um dos principais procedimentos da Estilística.

Registro

Na análise linguística, diferentes estilos de linguagem são tecnicamente registrados. O registro consulta às propriedades dentro de uma variedade da língua que associe essa língua com uma situação dada. Isso é diferente de, digamos, uma terminologia profissional que só poderia ser encontrada, por exemplo, em um documento legal ou jornal médico. O linguista Michael Halliday define o registro enfatizando seus padrões e contexto semânticos. Para Halliday, registro é determinado por aquilo que está ocorrendo, quem é que participa e que parte da linguagem está participando. (Halliday. 1978, 23) Em "Context and Language", Helen Leckie-Tarry sugere que teoria de Halliday sobre registros visa a propor relações entre função da linguagem, determinada por fatores situacionais ou sociais, e forma da língua. (Leckie-Tarry. 1995, 6) O linguista William Downes diz que a principal característica do registro, não importa quão peculiar ou diversa, é a de que é evidente e imediatamente reconhecível. (Downes. 1998, 309) Halliday dá grande ênfase no contexto social e de registro, e distingue do registro do dialeto, que é uma variedade de acordo com usuário no sentido de que cada orador utiliza uma variedade e a usa tempo todo, e não, como é no registro, uma variedade de acordo com o uso, no sentido de que cada orador tem um leque de variedades e escolhe entre eles em momentos diferentes. (Halliday. 1964, 77)--Paloma Maraisa (discussão) 17h47min de 7 de novembro de 2012 (UTC)

Campo, conteúdo e modo

Halliday classifica a estrutura da semiótica como "campo", "conteúdo" e "modo", que, ele sugere, tende a determinar a seleção de opções correspondentes em um componente da semântica. (Halliday. 1964, 56) O linguista David Crystal salienta que o "conteúdo" de Halliday está como um equivalente para a expressão 'estilo', que é uma alternativa mais específica utilizada por linguistas para evitar ambiguidade.

Pierre Guiraud[editar | editar código-fonte]

A divisão proposta pelo francês Pierre Giraud abarca duas condições de origem: aquelas figuras usadas pelo próprio idioma (estilística da língua), e aquelas criadas pelo autor (estilística genética)[1]


Gramáticos[editar | editar código-fonte]

Para aqueles, como Lindley Cintra, que a entendem como uma seção da gramática, a Estilística divide-se em:

Segundo ainda essa divisão, a ela cabem, também, o estudo dos chamados Vícios de linguagem, tais como a ambiguidade (anfibologia), barbarismo, cacofonia, estrangeirismo, colisão, eco, solecismo e obscuridade.

Fontes e referências[editar | editar código-fonte]

  1. Castelar de Carvalho, in: A Estilística e o Ensino de Português, artigo no sítio www.filologia.org.br, pesquisado em 26 de fevereiro de 2007, às 8:30h.
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