Édouard-François André

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Édouard André

Édouard François André (Bourges, 17 de julho de 1840 São Petersburgo, La Croix, 25 de outubro de 1911) foi um horticultor e paisagista francês, ganhando notoriedade por ter concebido os parques de Monte Carlo e de Montevidéu.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido numa família de modestos viveiristas, Édouard André assumiu em 1860 o cargo de jardineiro principal (diretor de jardinagem) no Serviço dos Passeios da Cidade de Paris, ao lado de Jean-Pierre Barillet-Deschamps. Participou com a cooperação de Adolphe Alphand e Barão Haussmann no replanejamento da cidade. Durante oito anos de serviço público projetou e plantou vários espaços públicos, incluindo o Parque Buttes-Chaumont e os Jardins das Tulherias. Com a ajuda da crítica Jules Janin ( da qual era ocasionalmente secretário ) e de George Sand publicou um artigo sobre os jardins de Paris no "Paris-Guide" de 1867.

Premiado num concurso organizado pela cidade de Liverpool (Inglaterra) para a criação do Parque Sefton em 1866, iniciou uma carreira liberal que o levou a trabalhar como paisagista por toda a Europa, quer para encomendas públicas, quer para encomendas privadas.

Durante sua vida, projetou em torno de 100 parques públicos e ainda Jardins ingleses, principalmente na Europa. Levou vinte anos para transformar numa coroa verde antigas fortificações da cidade de Luxemburgo. Criou também, o Campo de Março de Montpellier ( França), o jardim público de Cognac ( França), o rosarium de L'Haÿ-les-Roses ( França), o jardim do Palácio de Euxinograd ( Bulgária), o jardim Funchal na ilha da Madeira ( Portugal), o jardim do castelo de Weldham em Hof van Twente ( Paises Baixos) e os jardins Borghese em Roma ( Itália). Alem disso planejou jardins no Império Russo, na Áustria-Hungria, Suíça, na Dinamarca, na inglaterra, Uruguai e outros.

Os parques privados planejados por André incluem 4 jardins ingleses na Lituânia, em residências nobres de Tyszkiewicz, como em Lentvaris, Trakų Vokė (atual Paneriai elderate do município da cidade de Vilnius), Užutrakis (Trakai) e o mais bonito parque da Lituânia, o Parque Botânico Palanga. Estes parques têm muitas características diferentes daquelas usadas por André em seus outros parques, principalmente na colocação harmoniosa e arranjo agradável de grutas artificiais, cascatas, estruturas de pedras imitando montanhas, emprego natural das águas como riachos e lagoas, e panoramas.

Era um especialista em jardins ingleses do século XIX, particularmente os jardins com partes côncava munidos de pontes e escadas feitos de troncos modelados.

Foi editor-chefe da revista Illustration Horticole de propriedade do horticultor belga Jules Linden, recebendo a incumbência de efetuar uma exploração botânica-hortícola de dois anos ( 1875-1876) para os Andes, de onde trouxe numerosas riquezas vegetais.

O exemplar mais notável foi certamente o Anthurium Andreanum ( nomeado em sua honra), atual símbolo da Martinica. O abacaxi ( ananás), da família das Bromeliaceae, tornou-se a sua paixão, propondo aos horticultores o cultivo de numerosas novidades ou híbridos procedentes das suas viagens. Foi o terceiro professor de "Arte dos jardins" na Escola Nacional de Horticultura de Versalhes.

Como horticultor e paisagista de reputação, Édouard André foi também o diretor , durante mais de vinte anos, da prestigiada revista Revue Horticole.

Morreu em 1911, sendo enterrado no atual cemitério de Montmartre ( Paris), na sepultura da família do violoncelista Auguste-Joseph Franchomme.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Bromeliaceae Andreanae. Description et Histoire des Bromeliacées récoltées dans la Colombie, l'Ecuador et la Venezuela, Livraria Agrícola, Paris, 1889. Reedição : Big Bridge Press, Berkley CA, 1983.
  • Traité général de la composition des parcs et jardins, Masson, Paris, 1879. Reedição : Lafitte Reprints, Marseille, 1983.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Florence André e Stéphanie de Courtois (dir.), Édouard André, 1840-1911. Un paysagiste botaniste sur les chemins du monde, Éditions de l'Imprimeur, Paris, 2000.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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