As Pontes de García Rodríguez

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Espanha As Pontes de García Rodríguez
As Pontes de García Rodríguez
 
—  Município  —
Concello As Pontes 1.jpg
Bandeira de As Pontes de García Rodríguez
Bandeira
Brasão de armas de As Pontes de García Rodríguez
Brasão de armas
Comunidade autónoma Galiza
Província Corunha
 - Alcaide Valentín González Formoso(PSdeG-PSOE)
Área
 - Total 249,4 km²
Altitude 340 m (1 115 pés)
População (2007)
 - Total 11 531
    • Densidade 46,23/km2 
Gentílico: Pontês
Fuso horário CET (UTC+1)
 - Horário de verão CEST (UTC+2)
Código postal 15320
Localização de As Pontes de García Rodríguez

As Pontes de García Rodríguez ou As Pontes é um concelho da Província da Corunha na Galiza, pertencente à comarca do Eume. A sua população em 2004 era de 11 911 pessoas segundo o padrão municipal de habitantes (12.108 em 2003), e abrange uma superfície de 249,4 km². Localiza-se entre as comarcas da Terra Chã a leste e a Ferrol a oeste.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Variação demográfica do município entre 1991 e 2004
1991 1996 2001 2004
13350 12664 12097 11911

Geografia[editar | editar código-fonte]

O concelho limita a norte com os concelhos de Mañón e Ortigueira, a leste e sul-leste com os de Muras e Xermade, a sul-oeste com o de Monfero e a oeste com A Capela, San Sadurniño e As Somozas.

Devido a que o concelho das Pontes é o de maior tamanho da província da Corunha, pode-se atopar nele uma grande variedade de paisagens distintas. O Monte Caxado, a norte, constitui com os seus 756 metros de altura o punto mais elevado do concelho e da província. Ao seu redor há outros montes como a Pena da Loba (658 m), o Maciço Sucadio (667 m), os Maciços de Penas de Noite (626 m) ou o do Deveso (558 m).

Os rios que discorrem pelo concelho som em geral caudalosos, com um regime regular. Destaca entre eles o Eume, que tem uma extensão de 9 quilómetros e da nome à comarca.

No concelho assenta-se grande parte do parque natural das Fragas do Eume que rodeia o encoro do Eume.

História[editar | editar código-fonte]

No concelho atoparam-se vários objectos pré-históricos, mais de 125 mamoas, cerâmica e inclusive vasos da Cultura Campaniforme. Entre 6000 e 2800 a.C. acredita-se que um importante assentamento humano povoava a zona; a maioria dos restos encontrados sejam sobre enterramentos. Mesmo há teorias que dizem que o vale era uma imensa tomba para os povos nômades da zona.

Há numerosas probas da romanização da zona como podem ser vários sarcófagos paleocristões topados na vila e vestígios de vivendas romanizadas. É de grande importância à Ponte Romana que ainda se conserva sobre o rio Chamoselo.

De 1267 é o primeiro texto que constata a existência do "Concejo das Pontes". Em 1376, Henrique II de Castela concedeu o senhorio da Vila das Pontes ao cavaleiro García Rodríguez de Valcárcel por resgata-lo da prisão na que se encontrava após a batalha de Nájera. "Por quantas lealtanzas de fianza fallamos en vos… e por quanto afán y trabajo y pérdidas oviste tomado por nós… facemos vos donación pura y perpetua… del lugar de las Puentes de Hume". A sua linhagem extinguiu-se por volta de 100 anos, passando a pertencer o senhorio à casa de Lemos. Porém, deixou o seu rastro nas numerosas pontes que mandou construir no rio Eume, destacando entre elas a "Ponte dos ferros".

Segundo o "Cadastro de Ensenada", realizado em 1752, residiam por daquela, no casco urbano das Pontes, pouco mais de dois centos habitantes e cerca de mil no resto do concelho. A vila dispunha dum Hospital para recolher, dar pousada e assistir os pobres, peregrinos e caminhantes. O edifício, que dá nome à praça principal das Pontes, seguiu sendo hospital até meados do século XIX e escola até a segunda década do século XX, no que foi demolido por ordem municipal. No final do século XVIII José Cornide Saavedra comunicou à Real Sociedad Económica de Amigos del País a existência de lignito na vila. Em 1862 seria erguida uma nova ponte, construída à época de Isabel II de Espanha.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia depende principalmente da indústria, ainda que também dispõe de núcleos de povoação dedicados à agricultura e ao gado.

A principal industria do concelho é a central térmica das Pontes e a mina de carvão que a fornece. A central térmica é a maior de Espanha, e a sua chaminé, com 356 metros de altura, é a construção mais alta de Espanha, e figura no Livro Guinness como a chaminé com mais volume do mundo. Tem uma potencia de 1400 megavatios. Actualmente está em construção uma outra central eléctrica nova que usará o gás para produzir electricidade (ciclo combinado de 800 mega-vátios). Para além disso, o concelho conta com numerosos parques eólicos e dois encoros.

A segunda indústria mais importante é a de transformados metálicos, iniciada na década de 1960. Actualmente, mais de dez empresas locais se dedicam a esta actividade.

O concelho conta com três parques industriais.

São também importantes os seus recursos florestais para a industria madeireira e papeleira.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima das Pontes é um clima oceânico úmido, com certas características de clima continental nos vales e de clima de montanha nas alturas da Serra. A temperatura media anual da vila é de 12º. Em Janeiro é de 6,6º, com máximas de 21º e mínimas de 0º, em Agosto alcança os 17,3º, com máximas de 37º e mínimas de 9º.

O concelho das Pontes registra umas precipitações anuais de 1800 l/m². O mês de Dezembro acostuma ser o mais chuvoso, podendo ocorrer em Janeiro e Fevereiro geadas e precipitações em forma de neve.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Festas[editar | editar código-fonte]

  • Festas da Virgem do Carmo: celebram-se em 16 de Julho desde 1741. Uma processão nocturna decorre o sábado de festa.
  • Romaria da Fraga: em 23, 24 e 25 de Julho celebra-se a "romaria da Fraga", festa centenária que começou em 1904. Actualmente os vizinhos das Pontes confeccionam cabanas artesanalmente com madeira e polas de árvores onde moram os três dias que dura a festa. À festa acompanha o festival de música rock e hip-hop "Nabiza Rock", que acostuma ser em 23, e o festival de música folk que se celebra em 24 de julho.
  • Feira do Grelo: Esta festa nasceu em 1981 para potenciar a agricultura local e alcançou fama em toda a comunidade. Celebra-se cada ano o domingo de entrudo.
  • Feira de Fungos e Cogumelos: Realiza-se ao longo de uma semana em Novembro e recolhe diversos actos como a degustação de pratos e diversos concursos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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