Cagliostro

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Cagliostro
Nascimento 2 de junho de 1743
Palermo
Morte 26 de agosto de 1795 (52 anos)
San Leo
Nacionalidade Itália Italiano

Alessandro, Conde Cagliostro (Palermo, 2 de junho de 1743San Leo, 26 de agosto de 1795) foi um viajante, ocultista, alquimista, curandeiro e maçom do século XVIII.

Há quem associe o nome Cagliostro a Giuseppe Balsamo, embora esse facto não esteja provado. A Galeria de Arte (National Gallery of Art) dos Estados Unidos, cita em seu busto "Giuseppe Balsamo, Conde di Cagliostro" como sendo a mesma pessoa[1] .

Bem cedo, perdeu o pai e, em razão das dificuldades financeiras de sua mãe, foi mandado para viver com um tio. Após uma malograda tentativa de fuga, foi internado em seminário e, posteriormente, em um mosteiro beneditino.

Apesar de tudo, foi um bom aluno e aprendeu as coisas básicas a ele ensinadas. Após vários anos, fugiu novamente e se juntou a um bando de vagabundos errantes, que cometiam crimes, incluindo assassinatos. Foi preso várias vezes, por conta de sua associação com esses bandidos.

Vida[editar | editar código-fonte]

Giuseppe, ou Alessandro, nasceu na Albergheria, no passado o bairro judaico de Palermo. Aos 17 anos, ter-se-á passado a interessar pela alquimia, associando-se a um ourives, chamado Marano, que acabara de chegar a Palermo. Marano conhecera muitos alquimistas que se diziam capazes de transmutar metais mas, após algum tempo, convencido pelo espírito envolvente de Cagliostro, passou a acreditar que o mesmo tinha tal poder. Cagliostro, percebendo que Marano acreditava nele, pediu uma soma considerável de 60 onças de ouro, a fim de realizar uma cerimônia mágica que mostraria para Marano a localização de um grande tesouro, escondido perto da cidade. Com certa hesitação, Marano deu o ouro a Cagliostro e, à meia noite, foi conduzido para um campo, distante da cidade. Neste local Marano foi atacado e roubado por Cagliostro e alguns bandidos, que esse arregimentara. Cagliostro deixou Palermo e começou sua viagem pelo mundo.

Cagliostro viajou alegando ter ido ao Egito, Grécia, Pérsia, Rodes, Índia e Etiópia, estudando o ocultismo e a alquimia. Em 1768, Cagliostro retornou à Itália e em Nápoles encontrou os mesmos bandidos que o ajudaram a atacar Marano. Passaram a administrar um cassino que trapaceava os incautos. As autoridades descobriram essas operações e expulsaram á todos da cidade. Cagliostro foi então para Roma, onde se estabeleceu como médico, levando uma vida abastada. Casou-se com Lorenza Feliciani, mas conhecida por Serafina. O casal viveu em Roma por algum tempo até que a Inquisição começou a suspeitar de Cagliostro por heresia. O casal fugiu para a Espanha e, posteriormente, retornaram à Palermo, onde Cagliostro foi preso, após queixa de Marano. Cagliostro foi salvo por um nobre e, depois de ludibriar um alquimista, roubando-lhe 100 mil coroas (por volta de US$ 1 milhão), fugiu para a Inglaterra em 1770, alardeando ter descoberto um grande segredo alquímico.

Cagliostro supostamente conheceu o Conde de St. Germain em Londres, que o iniciou nos rituais ocultistas do antigo Egito e teria-lhe ensinado a fórmula das poções da juventude e da imortalidade. Após fundar lojas maçônicas, baseadas em rituais egípcios, na Inglaterra, Alemanha, Rússia e França. Cagliostro foi para Paris em 1772, onde passou a vender elixires médicos. Fixou residência no nº 1 da rua Saint Claude.O rei Luís XVI se interessou por Cagliostro, que passou a entreter a corte real com suas mágicas e contos. Por muitos anos Cagliostro foi um dos favoritos da corte francesa, até se envolver no famoso Caso do colar da Rainha (ou Caso do colar de diamantes), um dos principais eventos que levaram ao início da Revolução Francesa em 1789. Graças ao seu envolvimento nesse escândalo, Cagliostro foi encarcerado na Bastilha por seis meses e depois expulso da França.

Foi então novamente para Roma em 1789 onde praticou sua medicina e tentou fundar, após muitos anos, uma loja maçônica, nos moldes das outras que já havia originado. Foi preso pela Inquisição em 1791 no Castelo Sant'Ângelo, acusado de heresia, bruxaria e prática ilegal da maçonaria. Após 18 meses de deliberações a Inquisição sentenciou Cagliostro à morte, mas foi trocada pelo Papa, por uma sentença de prisão perpétua. Cagliostro tentou fugir, mas foi preso novamente e transferido para a solitária no castelo de São Leo, perto da cidade de Montefeltro, onde ele morreu em 26 de agosto de 1795. A notícia de sua morte não foi acreditada por toda a Europa e, somente quando Napoleão fez um relato pessoal do acontecido, Cagliostro foi aceito como morto de fato.

Cagliostro, pouco depois de ouvir sua sentença de morte, escreveu:

“Sono un cavaliere errante. Non sono di alcuna epoca né di alcun luogo, al di fuori del tempo e dello spazio, il mio essere spirituale vive la sua eterna esistenza e, se immergendomi nel mio pensiero risalgo il corso delle età, se distendo il mio spirito verso un modo d’esistenza lontano da quello che voi percepite, divengo colui che desidero." [carece de fontes?]

Cagliostro é considerado por seus adeptos uma das maiores figuras do ocultismo. Muitas histórias surgiram a seu respeito, o que serviu apenas para obscurecer os verdadeiros fatos de sua vida.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Encyclopedia Britannica. 11 edição. 1911.
  • Iain McCalman, The Last Alchemist: Count Cagliostro, Master of Magic in the "Age of Reason", Nova Iorque, HarperCollins Publishers, 2003.

Referências

  1. Giuseppe Balsamo, Comte di Cagliostro (em inglês). Página visitada em 2 de abril de 2011.
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